Filmes por gênero

EU CHORAREI AMANHÃ (1955)

I'll cry tomorrow
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Uma mulher no inferno (Portugal)
Une femme en enfer (França)
Piangerò domani (Itália)
Mañana lloraré (Espanha)
Und morgen werd' ich weinen (Austria, Alemanha)
Jag gråter imorgon (Suécia)
Jutro bede plakac (Polônia)
Jeg gemmer mine tårer (Dinamarca)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Drama, Música
Direção: Daniel Mann
Roteiro: Helen Deutsch, Jay Richard Kennedy
Produção: Lawrence Weingarten
Música Original: Alex North
Direção Musical: Johnny Green
Fotografia: Arthur E. Arling
Edição: Harold F. Kress
Direção de Arte: Cedric Gibbons, Malcolm Brown
Figurino: Helen Rose
Maquiagem: William Tuttle
Efeitos Sonoros: Wesley C. Miller
Efeitos Especiais: Warren Newcombe
Nota: 8.3
Filme Assistido em: 1956

Elenco

Susan Hayward Lillian Roth
Richard Conte Tony Bardeman
Eddie Albert Burt McGuire
Jo Van Fleet Katie Roth
Don Taylor Wallie
Ray Danton David Tredman
Margo Selma
Virginia Gregg Ellen
Don 'Red' Barry Jerry
David Kasday David, quando criança
Carole Ann Campbell Lillian, quando criança
Peter Leeds Richard
Peter Brocco Médico
Robert Dix Henry
Ralph Edwards Ralph Edwards
Stanley Farrar Diretor de cinema
Gail Ganley Lillian Roth, aos 15 anos
Anthony Jochim Paul, o mordomo
Larry J. Blake Membro dos Alcoólatras Anônimos
Kenner G. Kemp Paciente dos Alcoólatras Anônimos
Nora Marlowe Enfermeira
Eve McVeagh Ethel
Voltaire Perkins Sr. Byrd, produtor de filmes
Ruth Storey Marge Belney

Prêmios

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Figurino (Helen Rose )

Festival Internacional de Cannes, França

Prêmio de Melhor Atriz (Susan Hayward)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Revelação Masculina (Ray Danton)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Atriz (Susan Hayward)

Oscar de Melhor Fotografia em Preto e Branco (Arthur E. Arling)

Oscar de Melhor Direção de Arte - Decoração de Cenários (Cedric Gibbons, Malcolm Brown, Edwin Willis, Hugh Hunt)

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Atriz Estrangeira (Susan Hayward)

Festival Internacional de Cannes, França

Prêmio Palma de Ouro (Daniel Mann)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Lillian Roth é uma jovem de oito anos de idade que é constantemente forçada, por sua mãe dominadora, Katie, a presenciar os seus ensaios em um teatro local. Vinte anos depois, Katie ainda controla a filha, tanto no que diz respeito à sua carreira profissional, quanto em relação à sua vida como um todo.

Embora sua mãe não lhe conte, Lillian descobre que seu amigo de infância, David Tredman, tentou entrar em contato com ela. Ao descobrir que ele se acha em um hospital, Lillian o visita e logo eles se apaixonam. Como David é um advogado da empresa de entretenimento, ele é capaz de garantir os shows de Lillian em alguns locais importantes, inclusive no Teatro Palace. No entanto, há uma tensão latente entre David e Katie, já que ele sente que ela está projetando suas ambições na filha, sobrecarregando-a. Quando Lillian informa sua mãe que pretende se casar com David, esta se mostra desapontada e vê uma repetição de sua própria vida acontecendo. No entanto, logo depois, David adoece e, na noite de estreia do novo show de Lillian, ele telefona do hospital para desejar-lhe boa sorte, morrendo em seguida.

Como forma de se rebelar contra os modos dominadores da mãe, Lillian passa a beber. Certo dia, depois de abusar do álcool, ela sai com um marinheiro, Wallie, e termina se casando com ele naquela noite, embora no dia seguinte não se lembre do ocorrido. Embora continuem casados, a única coisa que os dois têm em comum é o vício da bebida, a ponto de beberem para esquecer o presente. Como consequência, a carreira de Lillian é a que mais sofre até o dia em que os dois se divorciam, quando Wallie afirma que se acha cansado de ser o Sr. Lillian Roth.

Dois anos depois de seu divórcio, Lillian conhece o alcoólatra Tony Bardeman em um jantar, e se apaixona por ele. Logo em seguida, ela decide se submeter a um processo para deixar a bebida, a fim de agradar sua mãe. Assim, ao tomar conhecimento da força de vontade de Tony, ela o convida para um almoço, mas quando ele não comparece, ela vai a um bar e se embriaga. Dias depois, Tony reaparece e Lillian o implora a ajudá-la a abandonar a bebida. Aproveitando-se de sua vulnerabilidade, ele lhe promete que, juntos, os dois deixarão a bebida e, em seguida, pede-lhe um empréstimo de US$ 5.000 para fechar um negócio em Chicago.

Dias depois, os dois se casam e, quando o negócio de Chicago falha, num trem para Los Angeles, Tony atormenta Lillian por beber na frente dela, que desata a chorar. Uma vez na California, o abuso de álcool, por parte de Lillian, que voltou a beber, chega a um ponto que, temendo ser assassinada pelo marido, ela foge e regressa à Nova York para viver em um minúsculo apartamento com Katie. No entanto, após uma forte discussão com sua dominadora mãe, Lillian aluga um quarto em um hotel onde, ao subir no peitoril de uma janela, no andar mais alto, tenta o suicídio, mas se sente incapaz de saltar daquela altura.

Em seguida, ao andar pelas ruas, ela é levada para um abrigo dos Alcoólicos Anônimos, onde é consolada por Burt McGuire, que se torna seu fiador e padrinho. Sofrendo de delirium tremens, Lillian é cuidada por Burt e outros membros da instituição que, através de um doloroso processo de desintoxicação, a libertam do álcool. Uma vez sóbria, ela passa a cantar para os internos, sempre acompanhada ao piano por Burt. Certa noite, em uma de suas apresentações, seu desempenho chama a atenção da imprensa e, pouco tempo depois, ela recebe um convite para se apresentar no programa “Esta é sua Vida”, de uma televisão local. Depois de pedir e receber o apoio de Burt, que ela acredita que os dois foram feitos um para o outro, Lillian comparece ao show televisivo para transmitir esperança a outros alcoólicos.

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Comentários

Realizado pelo cineasta Daniel Mann, a partir de um roteiro escrito por Helen Deutsch e Jay Richard Kennedy, “Eu Chorarei Amanhã” é um ótimo filme produzido pela Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) em 1955. Sua trama, baseada numa autobiografia de Lillian Roth, é muito bem conduzida por Mann, ao longo de toda a projeção.

Além do ótimo trabalho realizado pelo cineasta, o filme é muito bem fotografado por Arthur E. Arling, bem como, apresenta uma bela trilha sonora, onde se destaca o fato de Susan Hayward não ser dublada ao se apresentar como cantora.

No elenco, Susan Hayward brilha no papel de Lillian Roth. Adicionalmente, com atuações bastante convincentes, destacam-se Jo Van Fleet e Eddie Albert.

CAA