Filmes por gênero

MEU CORAÇÃO CANTA (1952)

With a song in my heart
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Quando o coração canta (Portugal)
Un refrain dans mon coeur (França)
Con una canción en mi corazón (Espanha)
Cuando el alma sufre (Chile)
La dominatrice del destino (Itália)
Mit einem lied im herzen (Alemanha)
Med en sång i mitt hjärta (Suécia)
Der er sang i mit hjerte (Dinamarca)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Biográfico, Drama, Musical
Direção: Walter Lang
Roteiro: Lamar Trotti
Produção: Lamar Trotti
Música Original: Alfred Newman
Direção Musical: Alfred Newman
Coreografia: Billy Daniel
Fotografia: Leon Shamroy
Edição: J. Watson Webb Jr.
Direção de Arte: Lyle R. Wheeler, Joseph C. Wright
Figurino: Charles Le Maire
Guarda-Roupa: Sam Benson
Maquiagem: Ben Nye
Efeitos Sonoros: Roger Heman Sr., Arthur von Kirbach
Efeitos Especiais: Fred Sersen, Ray Kellogg
Nota: 8.4
Filme Assistido em: 1953

Elenco

Susan Hayward Jane Froman
Rory Calhoun John Burn
David Wayne Don Ross
Thelma Ritter Clancy
Robert Wagner Paraquedista
Helen Westcott Jennifer March
Una Merkel Irmã Marie
Richard Allan Tenor bailarino
Max Showalter Harry Guild
Charles Calvert Gerente do teatro
Vince Degen Cantor, em "American Medley"
Jerry Duane Cantor, em "American Medley"
Maude Wallace Irmã Margaret
Juan Duval Padre
Sherry Hall Dr. Jameson
Stanley Logan Diplomata britânico
Leif Erickson General
Douglas Evans Coronel
Adele Longmire Enfermeira
Mary Newton Enfermeira
Nestor Paiva Cirurgião
Hal Schaefer Pianista
Lyle Talbot Diretor da Rádio
Robert Easton Soldado
Bill Slack Soldado
Frank Sully Soldado

Prêmios

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Trilha Sonora de um Musical (Alfred Newman)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Filme - Musical ou Comédia

Prêmio de Melhor Atriz em um Musical ou Comédia (Susan Hayward)

Prêmios Photoplay, Estados Unidos

Prêmio Medalha de Ouro

Prêmio de Atriz Mais Popular (Susan Hayward)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Atriz (Susan Hayward)

Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante (Thelma Ritter)

Oscar de Melhor Gravação de Som (Thomas T. Moulton)

Oscar de Melhor Figurino a cores (Charles Le Maire)

Grêmio dos Roteiristas da América

Prêmio de Melhor Roteiro de um Musical Americano (Lamar Trotti)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Na noite do baile anual dos jornalistas de Nova York, a cantora Jane Froman é homenageada como "a mais corajosa artista do ano". Enquanto ela canta, John Burn, que está sentado à mesa, relembra de sua ascensão à fama: em meados da década de 1930, Jane apresentou-se em uma estação de rádio de Cincinnati para um teste. A chegar atrasada, ela foi inicialmente ouvida por Don Ross que, encantado com sua voz, convenceu o gerente da estação a ouvi-la, o que resultou em sua contratação pela emissora.

Don, que muitas vezes se apresenta nos mesmos palcos, não se mostra tão bem sucedido, mas ajuda a manter o momento da carreira de Jane. Com o tempo, ele passa a atuar exclusivamente como seu agente, e ela se torna o grande sucesso das boates nova-iorquinas. Algum tempo depois, Jane é selecionada como a "cantora número um do rádio," enquanto Don percebe que sua carreira no show business acabou. Apaixonado por ela, ele a pressiona para se casar com ele, mas apesar de ser extremamente grata pela sua ajuda, ela não o ama. No entanto, ele não desiste e, depois de algum tempo, os dois se casam. Durante sua lua de mel na Califórnia, Jane aparece em um filme e, em seguida, sua fama dispara através de seus discos e apresentações em clubes noturnos. Com inveja do sucesso de Jane e sentindo-se improdutivo, Don provoca brigas com ela, embora ela se mostre disposta a encerrar sua carreira artística para se dedicar ao seu casamento. Ele, no entanto, não aceita tamanho sacrifício e o casal luta para melhorar seu relacionamento.

Quando os Estados Unidos entram na 2ª guerra mundial, Jane se inscreve na USO para se apresentar no exterior, e em fevereiro de 1943, ela é notificada de que deverá partir para a Europa no dia seguinte. Durante o longo voo para Londres, via Bermudas e Lisboa, Jane conversa com alguns companheiros de viagem, incluindo a artista Jennifer March e o co-piloto John Burn. Pouco antes de o avião aterrar em Lisboa, Jane e Jennifer inadvertidamente trocam de lugar enquanto se preparam para apertar os cintos de segurança. O avião cai no rio Tejo e Jane, gravemente ferida, é mantida à tona por John durante 45 minutos. No hospital, ela toma conhecimento de que, além de outros ferimentos, sua perna direita se acha bastante comprometida. Ela também descobre que John sofreu ferimentos graves, e que Jennifer morreu no acidente.

Os quinze sobreviventes se recuperam lentamente, graças à dedicação de enfermeiros como Clancy, nascida no Brooklyn. Além de não conseguir andar, Jane ainda se acha sob constante ameaça de ter sua perna amputada. Ela mantém uma atitude alegre, com a ajuda de sua profunda amizade com John. Certo dia, ele lhe confessa estar apaixonado por ela, e embora Jane sinta-se tocada, ela lhe diz que seus sentimentos são causados apenas por suas experiências compartilhadas. Dias depois, Don chega à Lisboa para levar Jane e Clancy de volta à Nova York, onde Jane se submete a uma série cansativa de operações para salvar sua perna.

Quando John retorna para Nova York, ele continua a procurar Jane, que admite para Clancy estar retribuindo seus sentimentos. Clancy a aconselha a se concentrar em sua recuperação, mas desesperada por dinheiro para pagar suas contas médicas, ela estreia um espetáculo encenado por Don. Embora tenha que ser carregada para entrar e sair do palco, Jane é um sucesso, e os aplausos a tocam profundamente. O espetáculo é interrompido pela necessidade dela ter que se submeter a mais uma cirurgia na perna, o que a deixa deprimida.

Ao se recuperar da nova cirurgia, no entanto, Jane volta a se apresentar em um clube noturno onde, certa noite, Don e John lhe pedem para que ela escolha com qual dos dois pretende ficar. Na ocasião, ela diz a John que deve ficar com o marido, embora ele acredite que ela não quer se comprometer com ele por se achar ainda em perigo de perder a perna. Durante o show que se segue, o público fica encantado quando ela canta para um jovem e tímido paraquedista.

No dia seguinte, ao se encontrar com Clancy, Jane lhe comunica que está decidida a terminar o que começou, ou seja, a voltar ao exterior para entreter as tropas aliadas, mesmo que ainda sinta muitas dores e tenha dificuldade para caminhar. A enfermeira a acompanha em uma excursão de trinta mil milhas por sete países, durante a qual Jane canta para milhares de soldados feridos.

A coragem de Jane inspira os homens e, numa de suas apresentações, ela volta a se encontrar com o tímido paraquedista de Nova York. Enquanto isso, em Nova York, um embriagado Don telefona para John a fim de dizer-lhe que pretende ir andando com sua vida e que não estará lá para dar as boas vindas à Jane quando de seu regresso aos Estados Unidos.

Em sua última apresentação na Europa, Jane é presenteada com um bolo por seus queridos fãs, e de volta à Nova York, em um banquete, quando ela canta para um grupo de jornalistas, as reminiscências de John chegam ao fim.

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Comentários

Realizado pelo cineasta Walter Lang, a partir de um roteiro escrito por Lamar Trotti, “Meu Coração Canta” é um excelente filme produzido pela Twentieth Century Fox Film Corporation em 1952. Sua trama, baseada na vida real da excelente cantora norte-americana, Jane Froman, contou com sua colaboração, já que as inúmeras canções interpretadas por Susan Hayward foram, na verdade, dubladas por ela.

Na direção, Lang, demonstrando mais uma vez seu completo domínio da câmera, nos brinda com um belo trabalho. Adicionalmente, o filme é beneficiado pelo ótimo roteiro assinado por Lamar Trotti, bem como, pela magnífica trilha sonora a cargo de Alfred Newman.

No elenco, Susan Hayward e Thelma Ritter brilham em seus respectivos papéis, seguidas pelas ótimas atuações de David Wayne e Rory Calhoun.

CAA