Filmes por gênero

BARRABÁS (1961)

Barabba
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Варава (Bulgária)
Barabasz (Polônia)
Barabas (Turquia)
Barabás (Hungria)
Pais: Itália
Gênero: Aventura, Biográfico, Drama, Histórico
Direção: Richard Fleischer
Roteiro: Christopher Fry
Produção: Dino De Laurentiis
Design Produção: Mario Chiari
Música Original: Mario Nascimbene
Direção Musical: Franco Ferrara
Fotografia: Aldo Tonti
Edição: Raymond Poulton
Direção de Arte: Mario Chiari
Figurino: Maria De Matteis
Nota: 7.8
Filme Assistido em: 1963

Elenco

Anthony Quinn Barrabás
Silvana Mangano Raquel
Arthur Kennedy Pôncio Pilatos
Katy Jurado Sara
Harry Andrews Pedro
Vittorio Gassman Sahak
Norman Wooland Rufio
Valentina Cortese Júlia
Jack Palance Torvald
Ernest Borgnine Lúcio
Arnoldo Foà José de Arimatéa
Michael Gwynn Lázaro
Roy Mangano Jesus Cristo
Emma Baron Maria
Paola Pitagora Maria Madalena
Antonio Segurini Apóstolo João
Jacopo Tecchi Apóstolo Tomás
Vera Drudi Salomé
Ivan Triesault Imperador
Robert Hall Chefe dos Gladiadores
Miranda Campa Irmã de Maria
Sharon Tate Aristocrata na Arena
Simone Signoret
Rina Franchetti Maria de Cleofá
Piero Pastore Nicodemos

Indicações

Sindicato dos Jornalistas Críticos de Cinema, Itália

Prêmio Fita de Prata de Melhor Fotografia a Cores (Aldo Tonti)

Prêmio Fita de Prata de Melhor Figurino (Maria De Matteis)

Prêmio Fita de Prata de Melhor Design de Produção (Mario Chiari)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Quando Jesus Cristo é preso e acusado pelos sacerdotes judeus, perante Pôncio Pilatos, o governador da Judéia, depois de interrogá-lo, não encontra motivos que justifiquem sua condenação. Entretanto, como a multidão presente ao julgamento continua a exigir sua crucificação, Pilatos manda flagelá-lo e, depois o exibe ensangüentado, acreditando que os ânimos não estejam mais exaltados. A multidão, no entanto, continua a exigir a morte de Cristo. Pressionado, o governador tenta um último recurso: ordena que tragam à sua presença um condenado à morte, por causa de uma revolta na cidade e por homicídio, chamado Barrabás. Em seguida, valendo-se de uma tradição judaica, concede ao povo o direito de escolher qual dos dois prisioneiros deve ser solto e qual deve ser crucificado, ocasião em que os sumos sacerdotes e os anciãos convencem as multidões a pedirem a libertação de Barrabás e a morte de Jesus.

Uma vez livre, Barrabás descobre que sua amada, Raquel, tornou-se uma seguidora de Cristo, quando ela lhe fala sobre a ressurreição. Não conseguindo compreender tal fé em Cristo, como o Messias, ele se reúne com Pedro, de quem ouve a história de Lázaro, mas permanece cético e retorna à sua antiga forma de vida, depois que Raquel é apedrejada até a morte como uma herege. Inevitavelmente, é novamente preso e, desta vez, condenado a uma vida de trabalho-escravo nas minas de enxofre da Sicília. Nos anos que se seguem, Barrabás fica muito próximo a um cristão, Sahak, que ganha sua admiração, mas mesmo assim, continua sem admitir a existência de um só Deus.

Quando a mina desmorona, Barrabás e Sahak surgem como únicos sobreviventes e acabam sendo levados para Roma, onde são treinados como gladiadores. Por causa de sua fé, Sahak se recusa a matar, sendo condenado à morte. Barrabás, por outro lado, vence Torvald, o sádico capitão dos gladiadores, na arena do circo. Como recompensa, o imperador concede-lhe sua liberdade por sua demonstração de coragem.

Depois de proporcionar um enterro cristão a Sahak, nas catacumbas, ele descobre que Roma está em chamas. Acreditando que os cristãos serão considerados os responsáveis pela ação, decide ajudar àqueles a quem negara, acrescentando uma tocha às chamas. Barrabás é capturado e condenado a ser crucificado juntamente com outros cristãos. Quando enfrenta a crucificação, ele finalmente descobre sua fé.

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Comentários

Baseado no livro de Par Lagerkvist, que recebeu o Prêmio Nobel em 1951, “Barrabás” é um ótimo épico do cinema italiano do início dos anos 60. Produzido por Dino De Laurentiis e dirigido pelo nova-iorquino Richard Fleischer, o filme não conta com grandes orçamentos como os atribuídos aos americanos "Ben-Hur, (1959)” e "Spartacus, (1960)”, mas, mesmo assim, é envolvente, com ótimas locações e um talentoso elenco.

Outro aspecto que o torna semelhante às grandes produções hollywoodianas são as cenas monumentais, especialmente aquelas passadas na arena. Gladiadores em luta contra leões fazem lembrar filmes como “Spartacus”, “Demétrio e os Gladiadores”, dentre outros.

Mario Nascimbene contribui com uma ótima trilha sonora e, no elenco, Anthony Quinn brilha no papel de Barrabás. Entre os coadjuvantes, Jack Palance, Vittorio Gassman, Silvana Mangano, Ernest Borgnine, dentre outros, mostram-se muito convincentes em seus respectivos papéis.

CAA