Filmes por gênero

VESTIDA PARA MATAR (1980)

Dressed to kill
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Pulsions (França, Canadá)
Vestito per uccidere (Itália)
I nattens mörker (Suécia)
Obučena da ubije (Sérvia)
W przebraniu mordercy (Polônia)
Kledd for mord (Noruega)
Klædt på til mord (Dinamarca)
Бритва (Rússia)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Drama, Mistério, Suspense
Direção: Brian De Palma
Roteiro: Brian De Palma
Produção: George Litto, Fred C. Caruso
Música Original: Pino Donaggio
Direção Musical: Natale Massara
Fotografia: Ralf Bode
Edição: Gerald Greenberg
Direção de Arte: Gary Weist
Figurino: Ann Roth, Gary Jones
Guarda-Roupa: Greg Fauss, Alba Schipari
Maquiagem: Robert Laden, Tony Lloyd, Joe Cranzano
Efeitos Sonoros: Peter Ilardi, Dan Sable, Dick Vorisek, Michael Moyse
Nota: 7.7
Filme Assistido em: 1981

Elenco

Michael Caine Dr. Robert Elliott
Angie Dickinson Kate Miller
Nancy Allen Liz Blake
Keith Gordon Peter Miller
Dennis Franz Detetive Marino
David Margulies Dr. Levy
Ken Baker Warren Lockman
Susanna Clemm Detetive Betty Luce
Amalie Collier Faxineira
Mary Davenport Mulher no Restaurante
Anneka Di Lorenzo Enfermeira
Norman Evans Ted
Fred Weber Mike Miller
Mark Margolis Paciente no Hospital Bellevue
Erika Katz Jovem no elevador
Lisa Peluso Adolescente no Museu
Sean O'Rinn Motorista de táxi
Bill Randolph Motorista de táxi
Robert Lee Rush .
Anthony Boyd Scriven .
Robert McDuffie .
Frederick Sanders .

Prêmios

Academia de Filmes de Ficção Científica, Fantasia e Horror, USA

Prêmio de Melhor Atriz (Angie Dickinson)

Indicações

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Revelação Feminina (Nancy Allen)

Academia de Filmes de Ficção Científica, Fantasia e Horror, USA

Prêmio de Melhor Filme de Horror

Prêmio de Melhor Direção (Brian De Palma)

Prêmio de Melhor Música (Pino Donaggio)

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Filme

Prêmio de Melhor Direção (Brian De Palma)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Kate Miller é uma mulher casada de meia-idade, sexualmente insatisfeita, já que não sente prazer em suas relações com o marido.  De manhã, debaixo do chuveiro, ela se acaricia e fantasia ao se ver sendo estuprada por um desconhecido em pleno banho.

Após o café da manhã, vai ao seu terapeuta, Dr. Robert Elliott, a quem conta seus problemas.  A certa altura, chega a perguntar ao psiquiatra se ele gostaria de transar com ela, ao que o médico responde que sim, mas que não o faria por não desejar estragar seu casamento.

Ao deixar o consultório, vai ao museu de arte.  Lá, põe os olhos num homem misterioso e termina indo a um hotel com ele.  No final da tarde, ao pegar o elevador para sair, é morta a navalhadas por um homem de peruca, vestido de mulher.  Uma loura, que aguardava o elevador, espanta-se com o quadro que vê, pega a navalha caída no piso e sai correndo.

Ao verificar sua secretária eletrônica, Dr. Elliott encontra uma mensagem de Bobbi, dizendo-lhe que, já que ele se negou, havia encontrado um outro psiquiatra disposto a assinar os papéis que precisa para fazer sua operação de mudança de sexo.  Bobbi diz ainda que pegou emprestado sua navalha e que, breve, ele vai ler a respeito.  A seguir, Dr. Elliott recebe um telefonema do Det. Marino comunicando que uma paciente sua, Kate Miller, havia sido assassinada.

Na delegacia, Liz Blake, a loura que encontrou Kate morta, é pressionada por Marino, que se vale do fato dela ser uma garota de programa e de ter suas digitais no cabo da navalha do crime.  Dr. Elliott também é pressionado a fornecer informações sobre seus clientes, mas se nega alegando sigilo profissional.

Peter Miller, filho adolescente de Kate, cujo hobby é o de adaptar câmeras e desenvolver sistemas de escuta, tenta, por sua vez, descobrir algo sobre o assassinato da mãe.  Quando o assassino persegue Liz num metrô, é ele quem a salva com uma de suas experiências, um pó à base de sódio que deixa o agressor cego por uns dez segundos.  Os dois se tornam amigos e aliados.  Peter lhe garante que o assassino saíra da Clínica do Dr. Elliott e que ele o seguira até o metrô.

Na polícia, Liz diz a Marino que quase foi morta pelo homem de peruca que assassinara Kate, e que o mesmo provavelmente é um dos clientes do Dr. Elliott.  Marino sugere que ela tente ver a agenda do médico, procurando-o na qualidade de paciente.

No final da tarde, Liz entra no Consultório do psiquiatra, enquanto, da rua, Peter a observa com um binóculo.  No meio da consulta, a fim de seduzi-lo, ela tira seu casaco, ficando apenas com suas roupas íntimas, ocasião em que lhe pergunta se gostaria de transar com ela.  Ao receber uma resposta afirmativa, ela diz que vai retocar sua maquiagem e, no aposento ao lado, tenta encontrar a agenda do médico.  Quando se prepara para voltar, percebe que, com uma navalha na mão, o assassino se prepara para atacá-la.  Um tiro, entretanto, o atinge e ele cai ferido.

Na Delegacia, Marino explica à Liz que, ao sugerir que ela fosse tentar obter informações sobre os clientes do Dr. Elliott, teve o cuidado de pedir à detetive Luce que a seguisse para o caso de uma eventualidade.  Dr. Levy, um outro psiquiatra, esclarece que Dr. Elliott é um transexual que deseja se transformar em mulher, Bobbi, mas que é impedido por seu lado masculino.  Assim, quando uma mulher o excita, seu lado feminino tenta se vingar, matando aquela que o está levando a se tornar sexualmente masculino.

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Comentários

"Vestida para Matar" é um ótimo filme de suspense.  Escrito e dirigido pelo cineasta Brian De Palma, o filme gira em torno de um psiquiatra transexual que adota seu lado feminino para matar pacientes mulheres, por razões ligadas à sua sexualidade mal resolvida.

O trabalho de De Palma é de primeira qualidade.  O clima de suspense e a música que o acompanha lembram o estilo do grande mestre, Alfred Hitchcock, em filmes como, por exemplo, "Psicose".    De Palma consegue manter o espectador atento ao longo de todo o filme.

Michael Caine interpreta o papel do transexual com o seu natural talento.  Nancy Allen, considerada a revelação do ano, também está ótima no papel da garota de programa, que se torna a segunda vítima do médico, por ter testemunhado o primeiro assassinato.  Angie Dickinson mostra a boa atriz que é, embora disponha de pouco tempo de tela.

CAA