Filmes por gênero

À NOITE SONHAMOS (1945)

A song to remember
imagem

Ficha Técnica

Outros Títulos: Chopin imortal (Portugal)
La chanson du souvenir (França)
L'eterna armonia (Itália)
Canción inolvidable (Espanha, Argentina, México)
Polonaise (Alemanha, Austria)
Den stora drömmen (Suécia)
Den store drøm (Dinamarca)
Pamietna piesn (Polônia)
Gênero: Biográfico, Drama, Música
Direção: Charles Vidor
Roteiro: Sidney Buchman
Produção: Louis F. Edelman, Sidney Buchman
Direção Musical: Morris Stoloff
Fotografia: Allen M. Davey, Tony Gaudio
Edição: Charles Nelson
Direção de Arte: Lionel Banks, Van Nest Polglase
Figurino: Walter Plunkett
Guarda-Roupa: Travis Banton
Maquiagem: Clay Campbell
Efeitos Sonoros: Lodge Cunningham
Nota: 8.3
Filme Assistido em: 1949

Elenco

Cornel Wilde Frédéric Chopin
Merle Oberon George Sand
Paul Muni Professor Joseph Elsner
Nina Foch Constantia
George Coulouris Louis Pleyel
Stephen Bekassy Franz Liszt
Howard Freeman Kalkbrenner
Frank Puglia Sr. Jollet
George Macready Alfred DeMusset
Sig Arno Henri Dupont
Claire du Brey Madame Mercier
Eugene Borden Duque de Orléans
Norma Drury Boleslavsky Duquesa de Orléans
Walter Bonn Major Domo
Roxy Roth Paganini
Peter Cusanelli Balzac
Fern Emmett Madame Lambert
Fay Helm Madame Chopin
Maurice Tauzin Frédéric Chopin, aos 10 anos
Sybil Merritt Isabelle Chopin
Dawn Bender Isabelle Chopin, age 9
Earl Easton Albert
William Challee Titus
David Bond Lackey

Prêmios

Associação dos Críticos de Cinema da Argentina

Condor de Prata de Melhor Filme Estrangeiro em Língua não Espanhola (Charles Vidor)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Ator (Cornel Wilde)

Oscar de Melhor História Original (Ernst Marischka)

Oscar de Melhor Fotografia a Cores (Tony Gaudio, Allen M. Davey)

Oscar de Melhor Gravação de Som (John P. Livadary)

Oscar de Melhor Edição (Charles Nelson)

Oscar de Melhor Trilha Sonora de uma Comédia ou Drama (Miklós Rózsa, Morris Stoloff)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

 No início do século XIX em Varsóvia, Polônia, o professor de música Joseph Elsner recebe uma carta de Louis Pleyel, um célebre editor de música parisiense e empresário, oferecendo uma audição ao aluno do professor, o menino-prodígio Frédéric Chopin.

A família de Chopin é pobre e, por consequência, não pode pagar a passagem do seu filho para Paris. Quando Chopin, aos onze anos de idade, torna-se preocupado com a luta do seu país pela liberdade contra os russos, o professor o inspira ao dizer-lhe que sua fama como pianista irá preparar o terreno para a liberdade polonesa.

Onze anos mais tarde, Chopin é convocado para se apresentar em concerto para um Conde. Quando o governador geral russo, na Polônia, aparece inesperadamente no concerto, Chopin o denuncia como "um açougueiro czarista" e desaparece da sala. Com sua vida em perigo por causa da explosão, Chopin é forçado a fugir da Polônia, ocasião em que o professor sugere que se refugie em Paris.

Quando o professor e Chopin se preparam para partir, Constantia, uma das companheiras do jovem, o presenteia com uma bolsa de solo polonês. Em Paris, o professor leva seu protegido para ver Pleyel, mas o empresário só está interessado em Chopin, o menino prodígio, e não em Chopin, o homem adulto. Enquanto Pleyel e o professor argumentam, o compositor Franz Liszt senta-se ao piano e começa a tocar uma composição inacabada de Chopin, a Polanaise. Quando Chopin se junta a Liszt em um dueto, Pleyel reconhece a genialidade do compositor.

Para comemorar o sucesso do seu aluno, o professor o leva a um famoso Café frequentado por artistas. Lá, Liszt os apresenta ao poeta Alfred de Musset e à escritora George Sand, que se acha vestida com roupas masculinas. Na noite de estreia do concerto de Chopin, chega da Polônia a notícia de que dois amigos do compositor haviam sido executados por terem ajudado em sua fuga. Profundamente perturbado, Chopin abandona o palco.

Apesar das críticas devastadoras por conta de seu gesto, George proclama que Chopin é um verdadeiro gênio. Determinada a provar sua intuição, ela o convida para assistir à apresentação de Liszt no salão da Duquesa de Orléans. Quando Liszt solicita que o salão seja escurecido, Chopin toma seu lugar no piano. Depois que George entra no salão carregando um candelabro e ilumina a presença de Chopin, o público explode em aplausos. Depois do concerto, naquela noite, George convence Chopin a acompanhá-la até sua propriedade no campo antes de assinar contratos com Pleyel.

Embora o professor desaprove a ideia, Chopin se acha encantado com George e ignora os conselhos do seu velho amigo. Uma vez em sua casa de campo, George convida Chopin para se juntar a ela na Ilha de Maiorca, argumentando que seu único compromisso será o de compor. Quando Chopin e George isolam-se em Maiorca, o professor lealmente aguarda o retorno do seu aluno à Paris. Quando o clima úmido de Maiorca faz com que a saúde frágil de Chopin se deteriore, o compositor pede a George para voltar para a França com ele.

Ao saber da volta de Chopin, o professor se apressa em ir até a casa de campo de George, onde ele argumenta com ela sobre o que é melhor para Chopin. O ciúme de George faz com que o professor deixe a casa de campo sem ver seu protegido. Quando Liszt encontra o professor abatido numa rua de Paris, ele o convida para ir a um Salão onde Chopin vai se apresentar.

Quando notícias da supressão da revolta polonesa varre o país, Constantia visita o professor para pedir sua ajuda para alistar Chopin na causa deles. Concordando em ajudá-la, o professor vai ao Salão. Uma vez lá, ao mencionar a insurreição na Polônia, George insiste que a única obrigação de Chopin é com sua própria genialidade.

Afirmando que um gênio deve servir à humanidade, o professor joga fora a bolsa contendo o solo polonês e se afasta. Estimulado pelas palavras do professor, Chopin decide empreender uma estafante turnê pelas capitais europeias e doar o dinheiro arrecadado à resistência polonesa.

Irritada com a decisão por ele tomada, que considera uma espécie de suicídio, George rompe sua amizade. Por outro lado, impulsionado pelo sentimento de patriotismo, o frágil Chopin embarca em sua turnê e entra em colapso depois de completar seu último concerto em Paris. Quando George se recusa a visitar Chopin em seu leito de morte, o compositor expira na presença de seus dois amigos de longa data, o professor e Constantia.

imagem

Comentários

 Realizado pelo cineasta Charles Vidor, a partir de um roteiro escrito por Sidney Buchman, “À Noite Sonhamos” é um ótimo filme produzido pela Columbia Pictures Corporation em 1945. Sua trama, baseada em uma estória escrita por Ernst Marischka, embora não seja fiel à verdadeira biografia de Chopin, procura seguir a vida do célebre compositor desde seus tempos na Polônia até sua morte em Paris aos 39 anos de idade.

Embora não seja extraordinária, a direção de Vidor se mostra bastante segura, bastante clássica. Por outro lado, chamam atenção a bela fotografia, assinada por Allen M. Davey e Tony Gaudio, e a excelente música de Chopin, magnificamente interpretada pelo consagrado pianista José Iturbi.

No elenco, destacam-se as atuações de Cornel Wilde, Merle Oberon, Nina Foch e Stephen Bekassy.

CAA