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ÁTILA, O REI DOS HUNOS (1954)

Sign of the pagan
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Ficha Técnica

Outros Títulos: O sinal do pagão (Portugal)
Le signe du païen (França)
Attila, roi des Huns (Bélgica)
Il re dei barbari (Itália)
Attila, der Hunnenkönig (Austria, Alemanha)
Atila frente a Roma (Chile)
Under blodröda fanor (Suécia)
Attila - hunnernes hersker (Dinamarca)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Drama, Histórico
Direção: Douglas Sirk
Roteiro: Oscar Brodney, Barré Lyndon
Produção: Albert J. Cohen
Música Original: Frank Skinner, Hans J. Salter
Coreografia: Kenny Williams
Fotografia: Russell Metty
Edição: Milton Carruth
Direção de Arte: Alexander Golitzen, Emrich Nicholson
Figurino: Bill Thomas
Maquiagem: Bud Westmore, Joan St. Oegger
Efeitos Sonoros: Leslie I. Carey, Corson Jowett
Nota: 8.0
Filme Assistido em: 1956

Elenco

Jack Palance Átila
Jeff Chandler Marciano
Ludmilla Tchérina Princesa Pulquéria
Rita Gam Kubra
Jeff Morrow General Paulinus
George Dolenz Imperador Teodósio II
Walter Coy Imperador Valentiniano III
Allison Hayes Ildico
Eduard Franz Astrólogo
Moroni Olsen Papa Leão I
Fred Nurney Chamberlain
Alexander Scourby Crisáfio
Howard Petrie Gundahar
Michael Ansara Edecon
Leo Gordon Bleda
Sara Shane Myra
Edward Earle Senador
Gilbert Fallman Conselheiro
Anthony Jochim Conselheiro
Edmund Cobb Centurião
Pat Hogan Sangiban
Robert Bice Chilote
Charles Horvath Olt
Rusty Wescoatt Tula

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Durante o século V, o Império Romano encontra-se dividido em duas partes, uma com capital em Roma, governada pelo Imperador Valentiniano III, e a outra com sua capital em Constantinopla, governada pelo Imperador Teodósio II. O estado enfraquecido é atacado pelo chefe dos bárbaros, Átila, que captura o guarda imperial, Marciano, que trazia uma mensagem de Valentiniano alertando Teodósio contra os hunos. Nos dias que se seguem, Átila mantém Marciano na esperança de aprender mais sobre os planos dos romanos. Um dia, os hunos capturam a família do rei local e Átila ordena a morte deles, com exceção da filha Ildico, que ele toma como sua esposa. Mais tarde, quando a filha de Átila, Kubra, mostra o garanhão premiado de seu pai, Marciano o rouba e foge para Constantinopla.

Lá, ele é ajudado pelo General Paulinus, que confessa que Teodósio está planejando unir forças com os hunos contra Valentiniano. Certo dia, a Princesa Pulquéria, irmã do imperador, chama Marciano a seus aposentos, onde admite que ama Roma, mas é mantida prisioneira dentro das paredes do palácio. Na ocasião, ela o nomeia capitão de sua guarda, pedindo-lhe para protegê-la do motim de Teodósio.

Naquela noite, o imperador realiza uma festa para receber os líderes hunos. Embora não tenha sido convidado, Átila chega para comandar a lealdade de todos os outros Bárbaros, e facilmente derrota o homem mais forte em Constantinopla. Assustado, Teodósio lhe oferece peles e joias, mas Átila exige apenas que Marciano ensine os hunos a usar armas romanas. Kubra é a primeira a utilizar as armas e, em seguida, é levada por Marciano para tomar banho na piscina do harém. Mais tarde, Pulquéria pede à Átila para liberar Marciano de seus deveres, mas ele a beija apaixonadamente e, em seguida, vai ao encontro de Teodósio, que lhe promete pagar uma alta quantia por mês em troca da promessa de não atacar Roma. Marciano também se aproxima do huno e o adverte que Roma é cristã e nunca cairá. Átila ri dele, mas quando Kubra visita a igreja, no dia seguinte, e se mostra impressionada com o retrato de Maria, ela anseia pela paz que sente ali. Quando Átila a encontra, ela se recusa a sair, mas ele a obriga a acompanhar os hunos.

Na noite seguinte, Átila reúne os líderes Bárbaros e anuncia que irão atacar Roma imediatamente. Assim que seu adivinho anuncia que os sinais são positivos, um raio atinge uma árvore que cai sobre ele. Embora isso diga respeito aos hunos, Átila considera um bom presságio. Logo depois, seus homens capturam dois monges e os levam até ele. No entanto, não querendo provocar a ira do Deus cristão, ele ordena que os soldados sejam mortos, mas quando os religiosos intercedem por eles, Átila se mostra perturbado.

Quando os hunos se reúnem fora de Roma, Marciano se prepara para fugir do palácio, mas é capturado ao parar para se despedir da Princesa Pulquéria. No entanto, quando um novo vidente de Átila relata uma visão de Marciano como imperador, o general Paulinus o liberta da masmorra e os dois vão aos aposentos de Pulquéria. Juntos, eles decidem reunir o exército contra Teodósio e instalar a princesa no trono. Depois que Teodósio é forçado a abdicar, Pulquéria nomeia Marciano seu almirante e anuncia seus planos para viajar até Roma com seu exército para proteger suas muralhas.

Enquanto isso, o adivinho é atormentado por visões de Deus e mártires nas nuvens pedindo a morte de Átila. Este recorda uma imagem de sua infância em que ele morria à sombra de uma cruz. Apesar de temeroso, ele continua a ignorar os sinais. Quando Marciano chega à Roma, ele encontra Valentiniano em retirada, mas retém dois de seus batalhões para ajudarem a proteger a cidade.

Naquela noite, Átila ordena o ataque, mas cancela sua ordem quando o Papa Leão I chega à Roma para nomeá-la o templo de Deus. Em seguida, ele prevê sua queda e, ao perceber que Kubra deve ter falado ao Papa sobre os relâmpagos, ele a mata por traí-lo. Em seu sono, naquela noite, ele tem uma visão dos mártires marchando contra ele e, enlouquecido, ordena aos hunos que recuem. Marciano percebe a movimentação e, imediatamente, planeja uma emboscada contra Átila quando ele atingir a cidade mais próxima. O ataque surpresa demole os hunos, que logo caem. Marciano encontra Átila e duela com ele, mas é Ildico, que passou os últimos meses transbordando de raiva, quem dirige o punhal fatal contra seu peito. Como profetizado, Átila morre com o punho da espada formando a sombra de uma cruz no chão. Dias depois, Pulquéria reúne as duas metades do Império e nomeia Marciano seu novo imperador, para deleite do povo romano.

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Comentários

Realizado pelo cineasta Douglas Sirk, a partir de um roteiro escrito por Oscar Brodney e Barré Lyndon, “Átila, o Rei dos Hunos” é um filme produzido pela Universal International Pictures (UI) em 1954. Sua trama, baseada numa obra de Oscar Brodney, conta a história de Átila, o Huno, também conhecido como Praga de Deus, que governou o maior império de seu tempo, desde o ano 434 até sua morte em 453.

Na direção, Sirk realiza um bom trabalho, apesar de não dispor de um grande orçamento. Na área técnica, os grandes destaques são a bela música, assinada por Frank Skinner e Hans J. Salter, e a excelente fotografia a cargo de Russell Metty.

No elenco, Jack Palance brilha no papel de Átila, seguido pela atuação bastante convincente de Jeff Chandler.

CAA