Filmes por gênero

BEM NO MEU CORAÇÃO (1954)

Deep in my heart
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Au fond de mon coeur (França, Bélgica)
Così parla il cuore (Itália)
Profundamente en mi corazón (Espanha)
Sinfonía del corazón (Venezuela)
Tief in meinem Herzen (Alemanha)
Av hela mitt hjärta (Suécia)
Syvällä sydämessäni (Finlândia)
Z glebi serca (Polônia)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Biográfico, Comédia Musical
Direção: Stanley Donen
Roteiro: Leonard Spigelgass
Produção: Roger Edens
Coreografia: Eugene Loring
Fotografia: George J. Folsey
Edição: Adrienne Fazan
Direção de Arte: Cedric Gibbons, Edward C. Carfagno
Figurino: Helen Rose, Walter Plunkett
Maquiagem: Sydney Guilaroff
Efeitos Sonoros: Wesley C. Miller
Efeitos Especiais: Warren Newcombe
Nota: 8.3
Filme Assistido em: 1955

Elenco

José Ferrer Sigmund Romberg
Merle Oberon Dorothy Donnelly
Helen Traubel Anna Mueller
Doe Avedon Lillian Harris Romberg
Walter Pidgeon J.J. Shubert
Paul Henreid Florenz Ziegfeld
Mitchell Kowall Oscar Hammerstein II
Tamara Toumanova Gaby Deslys
David Burns Lazar Berrison
Paul Stewart Bert Townsend
Isobel Elsom Sra. Harris
Jim Backus Ben Judson
Robert Easton Cumberly
Douglas Fowley Douglas Fowley
John Alvin Sr. Mulvaney
Henry Sylvester Juiz
Ann Miller Dançarina em 'Artists and Models'
Cyd Charisse Dançarina em 'The Desert Song'
James Mitchell Dançarino em 'The Desert Song'
Jane Powell Ottilie van Zandt em 'Maytime'
Vic Damone Richard Wayne em 'Maytime'
Gene Kelly Dançarino em 'Dancing Around'
Fred Kelly Dançarino em 'Dancing Around'
Rosemary Clooney Dançarina em 'The Midnight Girl'
Howard Keel Dançarino em 'My Maryland'
Tony Martin Robert Mission em 'The New Moon'
Joan Weldon Marianne em 'The New Moon'
William Olvis Príncipe Karl Franz em 'The Student Prince'

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Nos anos que antecederam à primeira guerra mundial, o jovem compositor húngaro Sigmund Romberg trabalha como músico no Café Vienna de Nova York, de propriedade de Anna Mueller. Um astuto promotor de música, Lazar Berrison, ouve Anna cantar uma das canções de Sigmund, mas rejeita o trabalho do compositor por considerá-lo antiquado. Sentindo-se desafiado, Sigmund interpreta outra canção sua, “Leg of Mutton”, que rapidamente se torna um sucesso e ganha a atenção do empresário de teatro, J. J. Shubert.

Incentivado pela atriz Dorothy Donnelly, que rapidamente reconheceu o talento do compositor, Shubert compra uma canção para o seu novo show da Broadway, estrelado por Gaby Deslys. Na noite de estréia, Sigmund aguarda ansiosamente para ouvir sua composição, ficando furioso ao descobrir que sua linda balada foi transformada em um número chamativo, cafona. Shubert e seu sócio, Bert Townsend, oferecem a Sigmund um contrato de cinco anos, mas se recusam a conceder-lhe o controle artístico sobre sua obra. Depois de demonstrar, com Anna, como sua canção deveria ter sido cantada, Sigmund orgulhosamente rejeita a oferta. No entanto, quando Dorothy o convence a assinar o contrato para que seu nome fique conhecido, ele volta atrás. Em seguida, Sigmund produz uma sequência de sucessos comerciais para Shubert e, apesar de sua frustração artística, rapidamente se acostuma com o sucesso material.

Depois que Sigmund pede repetidamente a Townsend para considerar a produção de sua opereta “Maytime”, Dorothy bola um esquema para chamar a atenção de Shubert. Ela convida o amigo para ir a um restaurante elegante onde Shubert e seus sócios regularmente jantam. Ao chegarem lá, ela o leva à mesa do produtor Florenz Ziegfeld. Do outro lado da sala, Shubert observa quando Dorothy entrega uma cópia da opereta ao  produtor, que concordou em participar de seu plano. Como consequência, Shubert finalmente concorda em produzir o show, e “Maytime” é um enorme sucesso, elevando Sigmund ao status de celebridade. Determinado a manter o controle artístico, Sigmund produz seu próximo show e perde a maior parte do seu dinheiro. Humilhado, ele oferece seus serviços para Shubert e Townsend, que calorosamente o recebem de volta para participar de um novo projeto de curto prazo.

Juntamente com os roteiristas Ben Judson e Harold Butterfield, Sigmund segue para uma hospedaria localizada no campo, onde os três vão se dedicar exclusivamente ao trabalho. Certo dia, ao se aventurar em um passeio, Sigmund encontra a bela Lillian Harris e a mãe dela, que o confundem com um vagabundo e lhe pagam um dólar para consertar um pneu. Mais tarde, os dois voltam a se encontrar na hospedaria e Lillian é surpreendida ao saber que ele é um famoso compositor. Ele rapidamente se apaixona pela jovem, mas a mãe dela o considera uma pessoa vulgar. Lillian, no entanto, corresponde aos sentimentos de Sigmund com um beijo e, na manhã seguinte, ele lhe envia violetas. No entanto, maliciosamente, Townsend havia enviado violetas “de Sigmund” para todas as mulheres da hospedaria, fazendo com que uma furiosa Lillian rompesse com ele.

Um ano mais tarde, Dorothy, que é secretamente apaixonada por Sigmund há anos, lhe diz que está adaptando uma peça de teatro alemã em uma opereta chamada “The Student Prince”, e que gostaria que ele escrevesse a trilha sonora. Sigmund, no entanto, que ainda não se recuperou de ter perdido Lillian, decide que viajará para a Europa logo após a estreia de seu novo show, “Artists and Models”. Quando da estreia, Anna encontra Lillian no teatro, acompanhada de um jovem de vinte e poucos anos, e a convida para uma festa em seu Café. Lá, ao vê-la, Sigmund volta a declarar seu amor por ela, mas Lillian lhe diz que uma relação entre eles não iria funcionar. Depois que ela se retira, Sigmund decide dedicar-se inteiramente ao projeto de Dorothy, “The Student Prince".
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                           Depois da estreia dessa triunfante opereta, Lillian procura Sigmund no teatro e expressa sua admiração e seu amor. Os dois se casam e a carreira de Sigmund continua a florescer. Anos mais tarde, quando da estreia do musical “My Maryland”, Dorothy se acha muito doente e não pode comparecer. Lillian e Anna passam a noite ao seu lado e, quando Sigmund chega cheio de planos para sua nova parceria, Dorothy agradece e se despede de seus amigos, vindo a morrer algumas semanas mais tarde.

Com o coração partido, mas face à insistência de Lillian, Sigmund vai trabalhar em seu novo musical, “The New Moon”, em parceria com Oscar Hammerstein II, conseguindo mais um retumbante sucesso. Os musicais que se seguem, no entanto, não são bem sucedidos, o que faz Lillian dizer ao marido que seu sonho seria vê-lo, no Carnegie Hall, a executar sua música à frente de uma orquestra sinfônica. Abraçando a ideia, Sigmund é definitivamente consagrado, ao se apresentar na mais famosa sala de espetáculos de Nova York, em um concerto que termina com uma carinhosa homenagem à sua esposa.

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Comentários

Realizado pelo cineasta Stanley Donen, a partir de um roteiro escrito por Leonard Spigelgass, “Bem no meu Coração” é uma deliciosa comédia musical produzida pela Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) em 1954. Sua trama, baseada num livro de Elliott Arnold, conta a história do compositor austro-húngaro Sigmund Romberg que, aos vinte e poucos anos, fixou residência nos Estados Unidos, onde se tornou uma celebridade por seus musicais e operetas.

Na direção, Donen realiza um belo trabalho, no que é ajudado pelo ótimo roteiro a cargo de Spigelgass, bem como, pela experiência de grandes atores da MGM que se celebrizaram em seus famosos musicais, tais como Gene Kelly, Jane Powell, Rosemary Clooney, Ann Miller, Cyd Charisse, Vic Damone, Howard Keel, Tony Martin, dentre outros.

Enfim, “Bem no meu Coração” é uma verdadeira festa para os ouvidos e os olhos, além de contar com a brilhante presença de José Ferrer no papel principal.

CAA