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VIVA ZAPATA! (1952)

Viva Zapata!
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Вива Сапата! (União Soviética)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Drama, Histórico
Direção: Elia Kazan
Roteiro: John Steinbeck
Produção: Darryl F. Zanuck
Música Original: Alex North
Direção Musical: Alfred Newman
Fotografia: Joseph MacDonald
Edição: Barbara McLean
Direção de Arte: Leland Fuller, Lyle R. Wheeler
Figurino: Travilla
Guarda-Roupa: Charles Le Maire
Maquiagem: Ben Nye
Efeitos Sonoros: Roger Heman Sr., W.D. Flick
Efeitos Especiais: Fred Sersen
Nota: 8.4
Filme Assistido em: 1954

Elenco

Marlon Brando Emiliano Zapata
Jean Peters Josefa Zapata
Anthony Quinn Eufemio Zapata
Joseph Wiseman Fernando Aguirre
Arnold Moss Don Nacio de La Torre
Alan Reed Pancho Villa
Margo Soldadera
Harold Gordon Francisco Indalecio Madero
Lou Gilbert Pablo
Frank Silvera Victoriano Huerta
Florenz Ames Señor Espejo
Richard Garrick O velho General
Fay Roope Presidente Porfirio Diaz
Mildred Dunnock Señora Espejo
Frank DeKova Coronel Guajardo
Nestor Paiva Novo General
Abner Biberman Capitão
Robert Filmer Capitão de Rurales
Will Kuluva Lazaro
Bernie Gozier Zapatista
Pedro Regas Innocente
Guy Thomajan Eduardo
Salvador Baguez Soldado

Prêmios

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (Anthony Quinn)

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Ator Estrangeiro (Marlon Brando)

Festival Internacional de Cannes, França

Prêmio de Melhor Ator (Marlon Brando)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Ator (Marlon Brando)

Oscar de Melhor Direção de Arte - Decoração de Cenários (Lyle R. Wheeler, Leland Fuller, Thomas Little, Claude Carpenter)

Oscar de Melhor História e Roteiro (John Steinbeck)

Oscar de Melhor Trilha Sonora de uma Comédia ou Drama (Alex North)

Festival Internacional de Cannes, França

Grand Prix do Festival (Elia Kazan)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante (Mildred Dunnock)

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Filme (Estados Unidos)

Grêmio dos Diretores da América

Prêmio por Direção Excepcional (Elia Kazan)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Em 1909, uma delegação de índios do estado mexicano de Morelos viaja à Cidade do México para pleitear a devolução das terras que lhes haviam sido roubadas. Eles são recebidos pelo presidente Porfirio Díaz, que governou o País como ditador por 34 anos, e seu tratamento preferencial dado aos proprietários de terras é revelado por sua atitude condescendente para com os camponeses.

Um dos homens, Emiliano Zapata, insiste que o presidente lhes deu autoridade para fazer valer os seus direitos, bem como, que Díaz colocou um círculo em torno do nome Zapata, na petição, para chamar a atenção. De volta à Morelos, quando os índios tentam fazer o levantamento de suas terras roubadas, os soldados promovem um massacre com o uso de uma metralhadora. Zapata lidera a luta contra os militares, e suas ações fazem dele um criminoso procurado.

Enquanto Zapata se esconde nas montanhas com seu irmão Eufemio, o amigo Pablo e a seguidora Soldadera, a notícia de sua posição contra a corrupção de Díaz se espalha. Ele é, então, visitado pelo jornalista e político, Fernando Aguirre, que sugere que ele se junte à causa de Francisco Indalecio Madero, um líder exilado mexicano que tenta derrubar Díaz. Relutante em confiar em alguém que não conhece, Zapata envia Pablo ao encontro dele. Em seguida, na companhia de Eufemio, vai a uma cidade vizinha, onde se encontra com sua namorada Josefa, cujo pai, Señor Espejo, se recusa a permitir que a filha se case com um bandido. Na esperança de se tornar respeitável, Zapata, famoso por seu conhecimento de cavalos, aceita trabalhar para Don Nacio de La Torre, que consegue obter o perdão para ele.

Quando Pablo e Fernando retornam da reunião com Madero, eles incitam Zapata a se juntar ao grupo, mas este recusa o convite na esperança de ter uma vida sossegada ao lado de Josefa. No entanto, antes de ganhar a mão de sua amada, ele fica indignado ao ver o tratamento cruel dado pelos Federais a um velho índio, e mata os soldados. O Señor Espejo volta a proibi-lo de se casar com a filha, mas sua popularidade junto ao povo se solidifica quando um grupo impede a polícia de prendê-lo. Com o passar das semanas, Zapata e seus seguidores se envolvem em batalhas contra os soldados de Díaz, e um dia, ele presenteia um jovem corajoso com seu estimado cavalo branco. Quando Madera o nomeia general no sul, da mesma forma que Pancho Villa é seu general no norte, o Señor Espejo finalmente lhe permite cortejar Josefa.

Depois que Díaz foge do México e Madera assume o controle do governo, Josefa e Zapata se casam, e na noite de núpcias, ela começa a ensinar o marido a ler. Logo depois, Zapata visita Madero na cidade do México, onde fica enfurecido quando o bem intencionado, mas ingênuo, governante lhe oferece uma rica propriedade como recompensa por seu apoio, mas em seguida declara que a reintegração dos indígenas ainda vai levar algum tempo. Fernando cinicamente afirma que, embora Madero seja honesto, é controlado pelos mesmos homens que cercavam Díaz. Zapata decide, então, dar um tempo a Madera para que prove a que veio.

O corrupto General Victoriano Huerta incita Madera a matar Zapata, por achá-lo muito poderoso. Pablo persuade o presidente a visitar Zapata em Morelos a fim de vê-lo no meio do povo. Uma vez lá, Madera assiste a uma festa que termina quando Huerta envia seu exército para matar Zapata. Forçado a lutar novamente, este se envolve em muitas batalhas contra as forças de Huerta, enquanto Madera é mantido em cativeiro e depois assassinado. Logo depois, uma emboscada às suas forças, faz com que Zapata suspeite que alguém o traiu e, ao descobrir que se trata de Pablo, ele pessoalmente executa seu velho amigo. O General Huerta é logo derrotado e, a seguir, é decidida a realização de uma convenção, na cidade do México, para escolha do novo presidente, à qual Zapata se nega a comparecer, alegando que nenhum dos convocados havia sido eleito pelo povo.

Mais tarde, uma delegação de Morelos visita Zapata para informá-lo que seu irmão, Eufemio, transformou-se em um déspota, roubando terras e esposas de outros homens. Enfurecido, ele volta para casa a fim de  enfrentar o irmão. Eufemio defende suas ações, alegando que Zapata manteve-se pobre, quando é morto pelo marido de uma mulher que seduzira. Decepcionado com a política, Zapata retorna ao seu exército e o novo presidente, estimulado por Fernando, toma a decisão de que o líder popular deve ser morto para consolidar seu poder. Usando um depósito secreto de munições, como isca, o Coronel Guajardo aguarda Zapata, que é morto por dezenas de soldados. Seu corpo mutilado é exposto no pátio de uma vila próxima. O povo recusa-se a acreditar na morte de seu grande líder, acreditando que a fuga de seu cavalo branco para as montanhas é um sinal de que ele voltará quando se fizer necessário.

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Comentários

Escrito pelo roteirista John Steinbeck e dirigido pelo grande cineasta Elia Kazan, “Viva Zapata!” é um excelente filme norte-americano do início dos anos 50. Sua trama cobre a participação de Emiliano Zapata na conhecida Revolução Mexicana de 1910, onde este famoso revolucionário teve destacada participação.

A partir de um excelente roteiro, Kazan realiza um magnífico trabalho de direção, além de levantar várias questões que deixa em aberto com o intuito de provocar o espectador a refletir sobre as mesmas. Por outro lado, o elenco é impecável. Os desempenhos de Marlon Brando e Anthony Quinn são de tirar o fôlego. Entre os coadjuvantes, Jean Peters e Joseph Wiseman também nos brindam com grandes atuações.

Enfim, dotado de uma beleza impressionante e de uma grande força dramática, “Viva Zapata!” é digno de ser considerado um inesquecível clássico para os amantes do cinema.

CAA