Filmes por gênero

MADAME SATÃ (2002)

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Ficha Técnica

Pais: Brasil, França
Gênero: Drama, Crime, Música
Direção: Karim Aïnouz
Roteiro: Karim Ainouz, Marcelo Gomes, Sérgio Machado
Produção: Donald Ranvaud, Walter Salles, Isabel Diegues, Maurício Ramos, Marc Beauchamps, Vincent Maraval, Juliette Renaud
Design Produção: Marcos Pedroso
Música Original: Sacha Amback, Marcos Suzano
Música Não Original: Bruno Bertoli
Fotografia: Walter Carvalho
Edição: Isabela Monteiro de Castro
Direção de Arte: Marcos Pedroso
Figurino: Rita Murtinho
Guarda-Roupa: Valeria Stefani
Maquiagem: Sonia Penna
Efeitos Sonoros: Aloysio Compasso, Waldir Xavier , Dominique Hennequin e outros
Efeitos Especiais: Sergio Farjalla Jr.
Nota: 7.8
Filme Assistido em: 2005

Elenco

Lázaro Ramos João Francisco dos Santos / Madame Satã
Marcélia Cartaxo Laurita
Flávio Bauraqui Tabu
Fellipe Marques Renatinho
Renata Sorrah Vitória dos Anjos
Emiliano Queiroz Amador
Giovana Barbosa Firmina
Ricardo Blat José
Guilherme Piva Álvaro
Marcelo Valle Delegado
Floriano Peixoto Gregório
Gero Camilo Agapito
Mauro Marques Garçom no 'Danúbio'
Sacha Amback Sambista no 'Danúbio'
Marcos Roberto Correia Sambista no 'Danúbio'
Edson Menezes Sambista no 'Danúbio'
Valente Carcereiro
Ana Paula Cardoso Freqüentadora do 'Danúbio'
Flávia Pamplona Freqüentadora do 'Danúbio'
João Soares Freqüentador do 'Danúbio'
Leandro Freitas Freqüentador do 'Danúbio'

Prêmios

Associação Paulista de Críticos de Arte

Prêmio de Melhor Ator (Lázaro Ramos )

Prêmio de Melhor Direção (Karim Aïnouz)

Festival de Cinema de Havana, Cuba

Prêmio do Júri Especial (Karim Aïnouz)

Prêmio de Melhor Direção de Arte

Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Brasil

Prêmio Especial do Júri (Lázaro Ramos )

Grande Prêmio Brasileiro de Cinema, Brasil

Prêmio de Melhor Ator (Lázaro Ramos )

Prêmio de Melhor Atriz (Marcélia Cartaxo)

Prêmio de Melhor Direção de Arte

Prêmio de Melhor Figurino

Prêmio de Melhor Maquiagem

Indicações

Festival de Cinema de Cartagena, Colômbia

Prêmio de Melhor Filme (Karim Aïnouz)

Grande Prêmio Brasileiro de Cinema, Brasil

Prêmio de Melhor Longa-Metragem Brasileiro

Prêmio de Melhor Direção (Karim Aïnouz)

Prêmio de Melhor Roteiro Original

Prêmio de Melhor Direção de Fotografia

Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Emiliano Queiroz e Flavio Bauraqui )

Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante (Renata Sorrah)

Prêmio de Melhor Edição

Prêmio de Melhor Som

Prêmio de Melhor Trilha Sonora

Videoclipes

70 anos de cinema 70 anos de cinema

Sinopse

Lapa, 1932.  No palco do cabaré Lux, Vitória dos Anjos canta um dos muitos sucessos de Josephine Baker, "Nuits d'Alger".  Nos bastidores, com ar embevecido, seu camareiro, João Francisco, reproduz com os lábios cada palavra da canção.

O rapaz ainda é explorado e humilhado por Gregório, seu patrão e amante de Vitória.  Embora João Francisco pareça submisso, na verdade, ele se revela altivo e provocador quando deixa o cabaré e caminha pelas ruas mal iluminadas e de freqüência duvidosa do bas-fonds carioca.  Seu forte temperamento, sua agilidade na capoeira e a destreza no uso da navalha, o fazem uma figura temida e intrigante.  É bom de briga, não leva desaforo para casa de freqüentadores da noite ou de policiais. Ele vive em companhia de Laurita, uma prostituta, da pequena Firmina, filha de Laurita, que ele cuida como se fosse sua própria filha, e de Tabu, seu cúmplice e escravo.

Certa noite, João Francisco conhece Renatinho, com quem vive uma grande paixão.  Denunciado por Gregório por um roubo que não cometeu, João Francisco desafia a polícia e é condenado a seis meses de prisão por desacato à autoridade.

Ao ser posto em liberdade, consegue convencer Amador a fazer um show no "Danúbio Azul".  Após tantos anos, a sorte parecia ter se lembrado dele.  No entanto, após uma segunda apresentação apoteótica, João Francisco não resiste às provocações de um cliente e, numa reação extrema, o mata, destruindo seu sonho de ser artista.

Em 1942, após cumprir dez anos de prisão, João Francisco volta ao seu reduto.  No carnaval desse ano, ganha o concurso do 'Bloco Caçadores de Veados', com a fantasia "Madame Satã", inspirada no filme "Madam Satan" de Cecil B. DeMille.

João Francisco ganha vários outros carnavais, volta a ser preso inúmeras vezes e morre no Rio de Janeiro, em 12 de abril de 1976, aos 76 anos.

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Comentários

"Madame Satã" é um ótimo e surpreendente filme brasileiro.  Segundo trabalho do diretor Karim Aïnouz  ( o primeiro foi "Abril Despedaçado"), o filme procura dramatizar os dez anos anteriores à criação do personagem "Madame Satã", por parte de João Francisco dos Santos, inspirado numa obra do cineasta americano, Cecil B. DeMille.

A direção de Aïnouz é razoável, assim como a fotografia de Walter Carvalho.  O elenco, sem dúvida, é o ponto alto do filme.  A atuação de Lázaro Ramos, no papel título, é indiscutivelmente soberba.  Nesse quesito, merecem ainda destaques as interpretações de Marcélia Cartaxo e Emiliano Queiroz.

CAA