Filmes por gênero

DIANA DE FRANÇA (1956)

Diane
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Diana, la cortigiana (Itália)
Diane de Poitiers (França)
Diane - Kurtisane von Frankreich (Austria, Alemanha)
Diana de Francia (Venezuela)
Diane - äventyrens kvinna (Suécia)
Kruunu ja miekka (Finlândia)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Drama, Histórico
Direção: David Miller
Roteiro: Christopher Isherwood
Produção: Edwin H. Knopf
Música Original: Miklós Rózsa
Fotografia: Robert H. Planck
Edição: John McSweeney Jr.
Direção de Arte: Cedric Gibbons, Hans Peters
Figurino: Walter Plunkett
Efeitos Sonoros: Wesley C. Miller, Conrad Kahn
Nota: 7.6
Filme Assistido em: 1958

Elenco

Lana Turner Diane de Poitiers, Condessa de Brézé
Pedro Armendáriz Rei François I
Roger Moore Príncipe Henri / Rei Henri II
Marisa Pavan Catherine de Medici
Torin Thatcher Louis, Conde de Brézé
Cedric Hardwicke Ruggieri
Ronald Green O Delfim
Sean McClory Conde Michel Montgomery
Henry Daniell Conde Gondi
Michael Ansara Conde Ridolfi
Geoffrey Toone Duque de Savoy
John Lupton Regnault
Peter Gray Sardini
Basil Ruysdael Chamberlain
Marc Cavell Piero
Gene Reynolds Montecuculli
Mickey Maga Charles
Ronald Anton Francis
Taina Elg Alys
Paul Cavanagh Lord Bonnivet
Melville Cooper 1º Físico da Corte
Ian Wolfe Lord Tremouille
Christopher Dark Giancarlo
John O'Malley Marechal de Chabannes
Duane Grey Capitão da Guarda
James Drury Tenente
Ann Staunton Dama da Corte
Ann Brendon Dama da Corte
Barbara Darrow Dama da Corte

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Na França do século XVI, quando seu marido Louis, Conde de Brézé, é acusado de conspirar com seu primo Charles, o Duque de Bourbon, contra o rei François I, Diane, Condessa de Brézé, busca uma audiência com o rei, para implorar pela vida do marido. Embora não demonstre misericórdia à esposa do traidor, ele permite que ela permaneça no palácio até o julgamento. Naquela tarde, no pátio, Diane observa François repreender seu filho, o príncipe Henri, por duelar com um amigo do noivo, chamado Conde Michel Montgomery, mas Henri afirma que Montgomery é mais nobre do que a maioria dos homens da corte de seu pai. Enquanto passeiam juntos na área do Palácio, François pergunta à Diane se ele deveria seguir o fugitivo Bourbon até a Itália, onde seu inimigo deve conspirar com os italianos contra ele.

Diane sugere que, ao invés de perseguir Bourbon, ele deveria estar disposto a propor uma promessa de paz. O rei explica que os Medicis gostariam que o Delfim se casasse com a princesa Catherine de Medici, mas François é avesso a sancionar um casamento entre uma noiva italiana e o rei da França. Diane em seguida sugere que Catherine se case com Henri, filho mais novo do rei. Embora grato pelo conselho sagaz, o rei responde que Henri não é um sério candidato.

Certa noite, depois que François informa Diane que Louis será executado no dia seguinte, por atos de traição, ela lhe diz que seu marido não é um traidor da França, mas um traidor do rei e o acusa de apreender a terra dos Bourbons por pura ganância. Quando Diane se oferece para fazer qualquer coisa para obter a libertação de seu marido, François, impressionado com sua insubordinação, concede a libertação de Louis em troca de uma promessa a ser definida e paga por Diane. Ao retornar para casa, ela encontra o marido convencido de que ela cometeu alguma indiscrição com o rei. Um mês mais tarde, quando François manda um recado para ela retornar ao palácio para cumprir sua ‘promessa’, Louis, acreditando que ela se tornou amante do rei, a expulsa de casa.

Ao chegar ao palácio, François lhe explica que, atendendo à sua sugestão, ele ofereceu Henri como um pretendente para Catherine e, embora os Medicis tenham aceitado, agora fazem troça com sua juventude. Em seguida, ele propõe que ela ensine a seu filho a arte da etiqueta, tarefa que ela aceita na ocasião. Apesar das queixas iniciais do jovem, ele passa a admirá-la em razão de seu fácil temperamento e de suas sábias palavras. Depois que os dois iniciam suas atividades em esgrima, linguagem e aulas de dança, o jovem, impressionado com sua maturidade, pede-lhe que fale de seu relacionamento com o marido. Ela, então, lhe explica que seu amor por um homem mais velho cresceu ao longo do tempo. Em seguida, ela lhe diz que o casamento dele vai trazer paz para a França. O jovem, então, professa seu amor por Diane e lhe diz que ela deverá permanecer no palácio até seu retorno. Meses depois, Henri e sua noiva chegam à França, num cortejo pelas principais ruas da cidade.

Entre aqueles que fazem parte da corte de Catherine, encontram-se seu astrólogo, Ruggieri, e seus assessores, Conde Gondi e Sardini. Enquanto isso, Montgomery cavalga ao lado de Henri, como seu assessor. Naquela noite, ao ver Henri furtivamente bater à porta de Diane, Sardini relata a Gondi, que diz à Catherine que a tutora de Henri é também sua amante. No dia seguinte, Catherine adverte Diane que os italianos são hábeis assassinos, a ponto de conseguirem envenenar apenas um dos lados de uma faca. Em seguida, ela corta uma maçã, oferecendo uma metade à Diane, enquanto come a outra. Depois que Diane dá uma mordida, Catherine afirma que as verdadeiras amizades se desenvolvem lentamente. Mais tarde, quando Gondi insiste em retratar Diane como inimiga de Catherine, a princesa, relutante em acreditar que Diane seja indigna de sua confiança, desafia seu conselheiro a provar sua acusação.

Certa noite, Gondi mostra à Catherine um buraco na parede que permite ver o que se passa nos aposentos de Diane, ocasião em que a jovem italiana testemunha Diane dizer a Henri que, apesar de seu amor por ele, ela não vai trair a princesa. Quando Henri exige que ela demonstre seu amor, Catherine, fervendo de ódio, procura Ruggieri, que pede ao jovem vidente Piero para consultar sua bola de cristal e prever o destino de Catherine. Segurando a bola, Piero vê que Catherine vai ter três filhos que um dia serão reis, bem como uma gaiola de ouro e o javali que predizem uma tragédia em que Henri é prejudicado enquanto Montgomery está ao seu lado. Depois que Catherine se retira, Ruggieri revela que Henri está destinado a se tornar rei da França e a morrer nas mãos de Montgomery.

Certo dia, durante uma caçada real, Montgomery e Henri estão perseguindo um veado ferido, quando eles entram em um bosque assemelhando-se a uma gaiola dourada. De repente, um javali ataca Henri, que fica gravemente ferido. Naquela noite, François, ao tomar conhecimento, através de Louis, que Bourbon havia levantado um exército contra ele, prepara-se com seus homens para enfrentá-lo. Depois de testemunhar a brutalidade de Bourbon, que só serviu para beneficiar seus interesses e não os da França, Louis reitera sua lealdade a François e pede à Diane que o perdoe por menosprezá-la. A pedido do marido, ela aguarda o fim da guerra no Castelo de Brézé, de onde escreve uma carta para Henri, que se encontra em recuperação, implorando-lhe para que cesse seu contato com ela e aproveitando a oportunidade para enviar-lhe um anel como prova de seu amor.

Certa noite, François retorna para casa vitorioso, mas gravemente ferido, e anuncia que Louis foi mortalmente ferido enquanto matava Bourbon. Em seu leito de morte, François aconselha Henri e o Delfim a procurarem o conselho de Diane sempre que estiverem em apuros. Algumas semanas mais tarde, Diane chega ao palácio, a pedido do rei, e fica chocada ao encontrar Henri na câmara do rei. Depois que ele explica que o Delfim foi envenenado e que ele suspeita de Catherine, ela aconselha que os juízes do palácio decidam sobre o caso. Em seguida, ele implora sua ajuda ao afirmar que, da mesma forma que ela o fez um príncipe, que agora o faça um rei. Durante o julgamento, Montecuculli, o portador da taça apanhado envenenando o Delfim, é identificado como sendo parte da corte de Catherine e, sob tortura, admite que recebeu ordens do Rei Philip da Espanha para matar Charles.

Mais tarde, em seus aposentos, Catherine se mostra indignada ao tomar conhecimento, através de Gondi, que os Medici conspiraram com a Espanha para matar o Delfim, a fim de que Henri se tornasse rei. Horas depois, quando Henri visita Catherine, ela pede-lhe para confiar nela e lhe diz que está carregando um filho dele, mas ele não tem mais confiança nela. Sete anos se passam e, como havia previsto Ruggieri, Catherine deu à luz três filhos a Henri, mas é afastada do marido e da França. Enquanto isso, Diane continua a residir no palácio como amante do rei, querida ‘tia’ de três crianças e a favorita entre os franceses.

Certo dia, quando o Duque de Savoy e o Conde Ridolfi visitam o palácio, Henri decide realizar um torneio para entretenimento. À noite, Diane o repreende por nomeá-la rainha do torneio durante o jantar, anunciando-a publicamente como sua amante e assim, desonrando-a e a Catherine, que acredita ser ela inocente de qualquer traição. Tarde da noite, Gondi e Ridolfi preparam um esquema para matar Henri durante o torneio. No dia seguinte, depois que Henri derrota o duque e Montgomery derrota Ridolfi, uma lança é colocada entre os dois amigos. Acreditando que seu escudo acha-se danificado, Montgomery toma emprestado o do italiano com um casaco de javali e, em seguida, ao pressentir o perigo, Piero grita para que o rei desista do torneio, mas seus gritos são ignorados e a arma de Montgomery o fere.

Enquanto Henri é transportado para o palácio, Catherine remove o anel de lembrança de Diane da mão do rei. Apesar de enfraquecido, Henri ordena que ele seja levado aos aposentos de Diane, onde lhe pede para deixar o palácio, a fim de salvá-la. Logo depois, Montgomery se oferece para escondê-la, avisando-a que Catherine em breve deverá ordenar sua execução, mas Diane, temendo que outras pessoas venham a sofrer por tentar ajudá-la, prepara-se para enfrentar seu destino. Depois que o rei morre, naquela noite, Catherine toma conhecimento da conspiração italiana e ordena a prisão de Gondi, mas o traidor comete suicídio antes que a verdade seja revelada.

Em seguida, Catherine recebe Diane, que sugere que, sendo uma mulher prática, Catherine não tem mais necessidade de mandar matá-la, já que não existe mais Henri entre as duas. Assim, a austera mas misericordiosa Catherine dá ordens para que os guardas a levem de volta ao Castelo Brézé. Ao observar sua inimiga descendo os degraus do palácio em direção à carruagem que a espera, Catherine, chorando, pede que seu filho mais velho devolva o anel de lembrança para Diane.


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Comentários

Realizado pelo cineasta David Miller, a partir de um roteiro escrito por Christopher Isherwood, “Diana de França” é um filme norte-americano produzido pela Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) em 1956. Sua trama, baseada num livro de John Erskine, mostra a influência de Diane de Poitiers, uma hábil cortesã francesa, durante os reinados de François I e de seu filho, Henri II.

A direção de Miller se mostra apenas razoável, embora consiga manter um bom ritmo, principalmente em sua segunda metade. Por outro lado, a trilha sonora, a cargo do grande Miklós Rózsa, chama a atenção por sua qualidade. Na área técnica, merece ainda ser destacado o belo figurino assinado por Walter Plunkett.

No elenco, Marisa Pavan brilha no papel de Catherine de Medici. Com atuações bastante convincentes, embora nada excepcional, destacam-se Pedro Armendáriz, Lana Turner e Roger Moore.

CAA