Filmes por gênero

FERAS QUE FORAM HOMENS (1950)

Three came home
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Captives à Bornéo (França, Bélgica)
...e la vita continua (Itália)
Regresaron tres (Espanha)
Drei kehrten heim (Austria, Alemanha)
Kvinnor bakom taggtråd (Suécia)
Vrouwenkamp Borneo (Holanda)
Kolme palasi kotiin (Finlândia)
Tre kom hjem (Dinamarca)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Drama, 2ª Guerra Mundial
Direção: Jean Negulesco
Roteiro: Nunnally Johnson
Produção: Nunnally Johnson
Música Original: Hugo Friedhofer
Direção Musical: Lionel Newman
Fotografia: Milton R. Krasner
Edição: Dorothy Spencer
Direção de Arte: Lyle R. Wheeler, Leland Fuller
Figurino: Charles Le Maire
Guarda-Roupa: Ed Wynigear
Maquiagem: Ben Nye
Efeitos Sonoros: Roger Heman Sr., E. Clayton Ward
Efeitos Visuais: Fred Sersen
Nota: 8.4
Filme Assistido em: 1987

Elenco

Claudette Colbert Agnes Newton Keith
Patric Knowles Harry Keith
Florence Desmond Betty Sommers
Sessue Hayakawa Coronel Suga
Sylvia Andrew Henrietta
Mark Keuning George Keith
Phyllis Morris Irmã Rose
Howard Chuman Tenente Nekata
Campbell Copelin Locutor da Rádio inglesa
Leslie Denison Locutor da Rádio inglesa
Alex Frazer Dr. Bandy
Jim Hagimori Capitão de Mar japonês
Clarke Gordon Soldado australiano
Robert Kishita Oficial japonês
Frank Kobata Oficial japonês
James Logan Soldado australiano
James Yanari 1º Tenente
Robert Shirahama Médico japonês
Rollin Moriyama Oficial japonês
Patricia O'Neal Mulher inglesa
Yutaka Shimizu Soldado japonês
Mazaji Yamamoto Sargento japonês

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Em 1941, Agnes Newton Keith é a única americana residente em Sandakan, a capital da colônia britânica de Bornéu. Ela é casada com o oficial colonial britânico Harry Keith e, sem que ele saiba, acha-se grávida de seu segundo filho.

Preocupado com os rumores de que, em caso de guerra, as tropas japonesas poderão rapidamente ocupar a colônia, Henry sugere que Agnes e seu filho de quatro anos, George, sigam para a América. Ela insiste em ficar, mas concorda em enviar George de volta. No entanto, antes que isso aconteça, os japoneses atacam Pearl Harbor e os habitantes de Sandakan são aconselhados a não cooperarem com o inimigo que está a um passo para ocupar Bornéu.

Pouco tempo depois, os japoneses, liderados pelo Coronel Michio Suga, dominam a região. Suga, que fala fluentemente inglês, pede para ver Agnes, a quem diz que leu a edição japonesa do livro dela sobre Bornéu e que gostaria que ela autografasse uma cópia da edição americana. Na oportunidade, ele lhe fala de seus filhos, uma menina e dois meninos, um deles um pouco mais jovem que George. A ocupação japonesa de Sandakan é um momento muito difícil, e depois de um mês, Agnes sofre um aborto espontâneo.

Em maio de 1942, o exército japonês ordena que todos os europeus sejam levados para campos de prisioneiros e que homens e mulheres sejam colocados em locais distintos. A separação deles é de poucas centenas de metros, de modo que, ocasionalmente, conseguem trocar informações. Certa vez, um encontro é acertado entre Agnes e o marido. Deixando George, que se acha febril, sob os cuidados de sua amiga Betty Sommers, uma aterrorizada Agnes consegue passar pelos guardas e por baixo de uma cerca de arame e vai ao seu primeiro encontro com Harry em cinco meses.

Algum tempo depois, as mulheres são levadas para outro campo de prisioneiras, dirigido pelo Tenente Nekata, onde são obrigadas a trabalhar em campos de arroz. Certo dia, Agnes é convocada para se apresentar ao escritório de Nekata. Ao chegar lá, encontra o Coronel Suga, agora coordenador geral de todos os campos de prisioneiros da região. Ele se encontra com uma cópia de seu livro e lhe pede para que o autografe. Atendendo a seu pedido, Agnes o autografa com a seguinte frase: “Para o Coronel Michio Suga, amante da boa leitura”.

Certa noite, um grupo de prisioneiros australianos, de um campo próximo, chega ao local com a intenção de se aproximarem das mulheres. No entanto, ao tentarem passar pelas cercas de arame, são recebidos com rajadas de balas.

Meses depois, Agnes é brutalmente atacada por um dos guardas do campo. Ela procura o Coronel Suga para contar-lhe o ocorrido. Este atribui a Nekata a missão de conduzir a investigação. Interrogada pelo tenente, Agnes não consegue identificar o agressor, pois havia sido atacada num local bastante escuro. O coronel pede-lhe desculpas, mas quando deixa o campo, o tenente Nekata ordena que ela assine um documento negando que tenha sido atacada. Agnes nega-se a assiná-lo, por saber que poderá ser executada por falsa acusação. Sua recusa leva o tenente a submetê-la a torturas. Mais tarde, convocada para outro interrogatório e, temendo que não saia com vida, ela pede para que Betty cuide de seu filho George. No entanto, quando Nekata está prestes a torturá-la novamente, o coronel Suga retorna ao campo e evita a tortura.

Em maio de 1945, as mulheres se acham trabalhando no campo quando a área é bombardeada por aviões aliados. Embora acreditem que a libertação seja iminente, passam-se três meses até que aviões australianos lancem folhetos informando sobre a rendição do Japão. O coronel Suga comenta com Agnes que sua mulher e seus filhos foram mortos quando do lançamento da bomba atômica em Hiroshima.

Mais tarde, quando Suga encontra George e dois jovens amigos a procura de comida, ele os convida para um piquenique em sua casa onde, ao ver as crianças felizes, sofre um colapso.

Certa manhã, quando as mulheres acordam, verificam que seus captores abandonaram a região. Pouco depois, caminhões, carregados com soldados australianos e prisioneiros homens libertados, chegam ao local. Embora com dificuldades para caminhar, por se achar com muletas, George vai ao encontro de Agnes e George. A família, finalmente, volta a ficar reunida.

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Comentários

Baseado nas memórias da escritora americana Agnes Newton Keith, “Feras Que Foram Homens” é um muito bom filme de 1950. Realizado pelo cineasta Jean Negulesco, sua trama fala das experiências vividas pela Sra. Keith no período em que esteve presa num Campo japonês durante a 2ª Guerra Mundial. Ela evoca, principalmente, as privações alimentares, o trabalho forçado e os maus tratos impostos aos prisioneiros pelos soldados japoneses.

Na área técnica, destacam-se o roteiro muito bem escrito por Nunnaly Johnson e a segura direção imposta por Negulesco.

No elenco, Claudette Colbert, embora não tenha sido indicada a algum prêmio, nos brinda com uma de suas melhores atuações. Merecem ainda ser citadas as ótimas atuações da atriz britânica Florence Desmond e de seu compatriota Patric Knowles.

CAA