Filmes por gênero

A CRUZ DE MINHA VIDA (1952)

Come back, Little Sheba
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Reviens petite Sheba (França, Bélgica)
Torna piccola Sheba! (Itália)
Vuelve pequeña Sheba (Espanha)
Sin rastros del pasado (Uruguai)
Kehr zurück, kleine Sheba (Alemanha)
Kom tillbaka, lilla Sheba (Suécia)
Wróc, mala Shebo (Polônia)
Kom tilbage, lille Sheba (Dinamarca)
Вернись, малышка Шеба (União Soviética)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Drama
Direção: Daniel Mann
Roteiro: Ketti Frings
Produção: Hal B. Wallis
Música Original: Franz Waxman
Fotografia: James Wong Howe
Direção de Arte: Hal Pereira, Henry Bumstead
Figurino: Edith Head
Maquiagem: Wally Westmore
Efeitos Sonoros: Walter Oberst, Don McKay
Efeitos Especiais: Gordon Jennings
Nota: 8.8
Filme Assistido em: 1954

Elenco

Burt Lancaster Doc Delaney
Shirley Booth Lola Delaney
Terry Moore Marie Buckholder
Richard Jaeckel Turk Fisher
Walter Kelley Bruce Cunningham
Philip Ober Ed Anderson
Edwin Max Elmo Huston
Lisa Golm Sra. Coffman
Anthony Jochim Sr. Cruthers
Kitty McHugh Pearl Stinson
Beverly Mook Judy Coffman
Virginia Mullen Henrietta Colby
Peter Leeds Leiteiro
Paul McVey Carteiro

Prêmios

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Atriz (Shirley Booth)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Atriz em um Drama (Shirley Booth)

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Atriz (Shirley Booth)

Festival Internacional de Cannes, França

Menção Especial (Shirley Booth)

Prêmio Internacional de Melhor Filme Dramático (Daniel Mann)

Prêmios Jussi, Finlândia

Jussi de Melhor Atriz Estrangeira (Shirley Booth)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante (Terry Moore)

Oscar de Melhor Edição (Warren Low)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Filme - Drama

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Filme (Estados Unidos)

Prêmio de Melhor Atriz Estrangeira (Shirley Booth)

Festival Internacional de Cannes, França

Grand Prix do Festival (Daniel Mann)

Grêmio dos Diretores da América

Prêmio por Direção Excepcional (Daniel Mann)

Grêmio dos Roteiristas da América

Prêmio de Melhor Roteiro de um Drama Americano (Ketti Frings)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Doc Delaney é um alcoólatra em recuperação que, em sua juventude, era um promissor estudante de medicina que abandonou a escola para assumir um emprego que lhe permitisse sustentar sua namorada Lola, grávida, cujas relações sexuais com ele, antes do casamento, causaram sua expulsão da casa de seus pais. Pensando estar fazendo a coisa certa, ele se casa Lola. Quando a criança morre e, no processo, Lola se torna incapaz de ter filhos, Doc volta a beber excessivamente e a ter ataques de raiva. Ele finalmente entra para os Alcoólicos Anônimos e consegue parar de beber, embora mantenha uma garrafa em casa para lembrá-lo de sua vida passada.

Anos depois, Marie Buckholder, uma jovem estudante universitária, aluga um quarto em sua casa. Certo dia, ela chega com um jovem, Turk Fisher, que é a estrela da equipe de corridas. Ele se encontra com seu traje esportivo e ela pretende usá-lo como modelo de um pôster que está fazendo para a maior competição atlética a ser realizada na cidade. Lola incentiva o casal em seu trabalho, embora Doc acredite que o relacionamento dos dois beire a pornografia. Mais tarde, depois que Marie e Turk saem, é revelado que a jovem está comprometida para se casar com outro homem, Bruce Cunningham, que se encontra fora, mas que deverá voltar em breve.

À medida que o relacionamento de Marie e Turk torna-se mais próximo, Doc se mostra mais agitado. Lola lembra-lhe que Marie é muito parecida com ela em seus dias mais jovens, quando era bonita e Doc gentil e arrojado, antes dela se tornar "velha, gorda e descuidada". Doc se acalma, mas ainda manifesta sua discordância em relação ao fato de Marie estar com outro garoto enquanto Bruce se encontra fora.

Certa noite, quando Turk e Marie retornam de uma dança na escola, ela verifica que esqueceu sua chave, o que faz com que Turk entre através de uma janela para abrir a porta para ela. Os dois entram furtivamente no quarto de Marie, enquanto Doc, que os observa, relembra o tempo em que ele e Lola tinham a idade deles. Em seguida, ele vai até a cozinha à procura de sua garrafa escondida no armário. Enquanto isso, no quarto de Marie, ela muda de ideia e pede para que Turk vá embora.

Na manhã seguinte, Doc pega o uísque que ele não bebe há um ano, e retorna à noite, bêbado e zangado com o que ele acredita ser a infidelidade de Marie. Movido por uma raiva assassina, ele ataca Lola com uma faca antes que ela consiga chamar dois dos amigos do grupo de apoio, para levá-lo para o hospital. Doc, no entanto, tropeça e solta a faca, antes de desmaiar enquanto tentava sufocá-la. Ao perceber o que está ocorrendo, um vizinho chega pouco antes de dois homens que vêm buscar Doc para levá-lo para o hospital. Em seguida, uma Lola insegura telefona para a mãe e lhe pergunta se poderá passar alguns dias com ela, mas a resposta que obtém é que seu pai não irá recebê-la na casa da família. Sua mãe, no entanto, se oferece para passar alguns dias com ela, mas Lola declina.

Enquanto isso, Bruce chega e leva Marie para longe, onde os dois se casam. Por outro lado, o pôster que ela fez é o grande destaque no cartaz atlético, enquanto Turk se torna a estrela da competição. Finalmente, depois de receber alta do hospital, Doc percebe que ama Lola e lhe pede para nunca deixá-lo. Ela, por sua vez, promete que ficará com ele para sempre e lhe assegura que pretende ser uma esposa melhor.

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Comentários

Realizado pelo cineasta Daniel Mann, a partir de um roteiro escrito por Ketti Frings, “A Cruz de Minha Vida” é um excelente filme produzido pela Hal Wallis Productions em 1952. Sua trama, baseada numa peça de William Inge, conta a história de um casal formado por um alcoólatra e uma mulher desajustada que, ao alugar um quarto para uma jovem atraente, tem uma crise matrimonial quando o marido se sente atraído pela nova locatária. Embora não chegue ao nível de “Farrapo Humano”, “A Cruz de Minha Vida” encontra-se entre os melhores filmes realizados por Hollywood sobre os problemas do alcoolismo.

Na direção, Mann, demonstrando mais uma vez seu completo domínio da câmera, nos brinda com mais um belo trabalho. No elenco, Shirley Booth brilha no papel de Lola Delaney. Com atuações bastante convincentes, destacam-se Burt Lancaster e Terry Moore.

Enfim, “A Cruz de Minha Vida” é um filme imperdível.

CAA