Filmes por gênero

LES GIRLS (1957)

Les Girls
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Ficha Técnica

Outros Títulos: As girls (Portugal)
Mine piger fra Paris (Dinamarca)
Die girls (Alemanha)
Roztanczone dziewczyny (Polônia)
A lányok (Hungria)
Plesacice (Iugoslávia)
Üç dünya güzeli (Turquia)
Гёрлз (União Soviética)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Musical, Comédia
Direção: George Cukor
Roteiro: John Patrick
Produção: Sol C. Siegel, Saul Chaplin
Música Original: Saul Chaplin
Coreografia: Jack Cole
Fotografia: Robert Surtees
Edição: Ferris Webster
Direção de Arte: Gene Allen, William A. Horning
Figurino: Orry-Kelly
Maquiagem: William Tuttle
Efeitos Sonoros: Conrad Kahn, Wesley C. Miller
Efeitos Especiais: Lee LeBlanc
Nota: 8.5
Filme Assistido em: 1959

Elenco

Gene Kelly Barry Nichols
Mitzi Gaynor Joanne 'Joy' Henderson
Kay Kendall Lady Sybil Wren
Taina Elg Angèle Ducros
Jacques Bergerac Pierre Ducros
Leslie Phillips Sir Gerald Wren
Henry Daniell Juiz
Patrick Macnee Sir Percy
Stephen Vercoe Sr. Outward
Philip Tonge Juiz Associado
Gregor Momdjian Gerente de palco
Alberto Morin Gerente de palco
Francis Ravel Gerente de palco francês
Barrie Chase Dançarina
Lilyan Chauvin Dançarina
Lusita Triana Dançarina de Flamenco
Geoffrey Steele Fotógrafo
Gilchrist Stuart Fotógrafo
Frank Arnold Motorista de táxi
Arthur Tovey Repórter na Corte

Prêmios

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Figurino (Orry-Kelly)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Filme - Musical ou Comédia

Prêmio de Melhor Atriz em um Musical ou Comédia (Kay Kendall)

Prêmio de Melhor Atriz em um Musical ou Comédia (Taina Elg)

Grêmio dos Roteiristas da América

Prêmio de Melhor Roteiro de um Musical Americano (John Patrick)

Prêmios Laurel, USA

Prêmio Laurel de Ouro de Melhor Atriz em um Musical (Mitzi Gaynor)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Direção de Arte - Decoração de Cenários (Gene Allen, Edwin B. Willis, William A. Horning, Richard Pefferle)

Oscar de Melhor Gravação de Som (Wesley C. Miller)

Grêmio dos Diretores da América

Prêmio por Direção Excepcional (George Cukor)

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Atriz (Kay Kendall)

Prêmios Laurel, USA

Prêmio Laurel de Ouro de Melhor Musical

Prêmio Laurel de Ouro de Melhor Ator em um Musical (Gene Kelly)

Prêmio Laurel de Ouro de Melhor Atriz em um Musical (Kay Kendall)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

No Real Tribunal de Justiça, em Londres, Angèle Ducros está processando sua companheira e bailarina, Sybil Wren, agora conhecida como Lady Wren, por difamá-la em suas memórias. O livro relata os dias vividos por Sybil junto a "Barry Nichols e Les Girls," uma trupe de vaudeville dirigida pelo famoso bailarino Barry Nichols. Em um de seus capítulos, Sybil sugere que Angèle, agora casada com o empresário francês, Pierre Ducros, tentou suicidar-se por não ter seu amor correspondido por Nichols. Primeira a depor, Sybil, relata o seguinte:

Em um encontro em Paris, em 1949, Nichols contratou a bailarina francesa Angèle, como parte do trio protagonista, que contava ainda com ela e com a bailarina americana Joanne Henderson. Apesar de concordar com as exigências de Nichols, inclusive de se abster de casamento, enquanto participasse da trupe, Angèle revelou à Sybil e à Joanne, que a tinha convidado para ficar no quarto com elas, que ela era noiva de um jovem chamado Pierre. Certa noite, no camarim delas, depois do espetáculo, Angèle expressou seu interesse romântico por Nichols, apesar das advertências de Joanne e Sybil de que Nichols era um playboy vaidoso. Mais tarde, naquela noite, encantado com o desempenho de Angèle durante o ensaio, Nichols iniciou um caso secreto de amor com ela.

Certo dia, enquanto Angèle e Nichols se encontravam fora, Pierre chegou ao apartamento para surpreender sua noiva. Na ocasião, Sybil e Joanne mentiram para ele, ao falarem do surpreendente progresso alcançado por Angèle no estudo de enfermagem, já que ela havia dito a ele que estava fazendo esse curso. Finalmente, quando Angèle retornou para casa, Pierre animadamente lhe disse que seus pais chegaram à Paris para conhecê-la. Sem falar a Pierre sobre a trupe e sem saber qual dos dois pretendentes ela preferia, Angèle manteve seus planos para atuar na noite seguinte.
 
Antes do show, ela implorou a Nichols para que ele declarasse seu amor por ela, mas ele conseguiu sair de fininho. No palco, durante um número em que os atores brincavam com a plateia, Joanne pediu para ver Pierre e seus pais. Angèle, não querendo ser vista e arrasada pela rejeição de Nichols, conseguiu deixar o palco sem ser notada. Acreditando que havia arruinado suas chances com os dois homens, ela procurou Sybil. Mais tarde, naquela noite, quando Sybil retornou ao apartamento, ela encontrou Angèle desmaiada após ter inalado gás.

De volta ao tribunal, Sybil explica que Angèle claramente queria morrer por causa de Nichols. Em seu quarto de hotel, naquela noite, Pierre, agora casado com Angèle, sentiu-se humilhado pelo alegado romance durante seu noivado e, amargamente, pediu explicações a ela. No dia seguinte, no tribunal, Angèle descreve sua versão dos acontecimentos:

Quando o noivo de Sybil, o empresário londrino Sir. Gerald Wren, lhe fez uma visita surpresa em Paris, ela e Joanne fizeram de tudo para que eles não se encontrassem, numa tentativa de protegê-la, já que se achava completamente embriagada. Logo depois, Nichols descobriu a fraqueza de Sybil pelo álcool e ameaçou substituí-la, até que Angèle o convenceu de que sua embriaguês era devida ao seu amor não correspondido por ele. Lisonjeado, ele sentiu pena dela e, semanas mais tarde, os dois começaram a ter um caso. Dias depois, durante uma turnê em Grenada, Sir. Gerald fez uma nova visita surpresa e ofereceu a Nichols um local em Londres onde eles poderiam se apresentar.

Naquela noite, em um clube flamenco, Sybil mentiu para Nichols, ao lhe dizer que Gerald tinha retirado a oferta após saber que ela e Nichols eram amantes, embora na verdade, ela não tivesse revelado nada sobre o seu caso com Gerald. Quando este, inesperadamente, retornou ao clube, Nichols imediatamente negou ter um relacionamento romântico com Sybil, mas os dois terminaram discutindo e brigando. Mais tarde, quando Sybil tentou pedir desculpas a Nichols, este negou categoricamente qualquer interesse nela, alegando que seu comportamento foi motivado unicamente por compaixão por ela ser alcoólatra. Ridicularizada, ela voltou a beber. Quando a trupe retornou à Paris, seu estado de embriaguês, na noite de estreia, levou Nichols a demiti-la. Naquela noite, quando Angèle retornou ao apartamento, ela encontrou Sybil desmaiada, por inalação de gás, e assumiu que ela tivesse tentado o suicídio. Depois que o tribunal suspendeu os trabalhos, Sybil alegou que Angèle havia inventado tudo, mas Gerald lhe disse que o casamento deles havia acabado.

No dia seguinte, Nichols apresenta-se ao tribunal e procura conciliar os testemunhos díspares:
Segundo ele, como Joanne não se achava disposta a arriscar sua reputação, envolvendo-se com um mulherengo, certa noite, quando ele insistiu em acompanhá-la até seu apartamento, ela sugeriu que ele lhe propusesse casamento se suas intenções fossem realmente nobres. Dias depois, Pierre e Gerald pediram-lhe para que ele demitisse Angèle e Sybil, para que eles pudessem se casar com elas. Seduzido pela ideia de ficar sozinho com Joanne, ele planejou libertar-se das jovens sem ter que demiti-las. Certa noite, após participar de um empolgante número de dança com Joanne, ele voltou a procurar sua simpatia. Na ocasião, ele comentou que, embora tivesse sido diagnosticado com uma doença terminal, ele não desistiu de atuar por receio de deixá-las sem trabalho. Apesar de ter prometido guardar sigilo em relação à doença de Nichols, Joanne correu para casa e comentou com Sybil e Angèle que ele estava se sacrificando em benefício delas.

Angèle e Sybil planejaram, então, pedir demissão na noite seguinte, durante a festa de aniversário que haviam planejado para ele. Assim, durante a festa, ele aceitou os pedidos de demissão e pediu à Joanne que o acompanhasse até sua casa. Uma vez em seu apartamento, ainda fingindo estar doente, Nichols tentou abraçá-la, mas ela se esquivou. Frustrado, ele admitiu sua culpa na esperança de abraçá-la. No entanto, furiosa, ela conseguiu fugir de seu apartamento e ele a seguiu. Quando, finalmente, ele chegou ao apartamento dela, encontrou Angèle e Sybil desmaiadas, por terem acidentalmente aspirado gás de um aquecedor defeituoso. Ele terminou seu depoimento, explicando que elas foram levadas para um hospital e que “Les Girls” nunca mais voltou a ser apresentado, nem foi a causa delas terem sido asfixiadas.

Com o mistério resolvido, Sybil aceita a proposta de Angèle para retirar o caso. Ao deixarem o tribunal, as duas, agora insultadas pelas tentativas de seus maridos para acabarem com suas carreiras, se abraçam. Por outro lado, Nichols se junta à Joanne, que agora é sua esposa.

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Comentários

Realizada pelo cineasta George Cukor, a partir de um roteiro escrito por John Patrick, “Les Girls” é uma ótima comédia musical norte-americana produzida pelas empresas Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) e Sol C. Siegel Productions em 1957. Sua trama, baseada numa estória de Vera Caspary, é muito bem construída, fazendo com que o espectador continue a recordá-la por muitos anos.

Na direção, Cukor, demonstrando mais uma vez seu completo domínio da câmera, nos brinda com mais um belo trabalho, no que é ajudado pela magnífica fotografia, em CinemaScope/Metrocolor, bem como, por sua trilha sonora composta de sete belas canções do inesquecível Cole Porter.

No elenco, Kay Kendall e Taina Elg brilham em seus respectivos papéis, seguidas pelas excelentes atuações de Gene Kelly e Mitzi Gaynor.

CAA