Filmes por gênero

O CALVÁRIO DE UMA RAINHA (1956)

Marie-Antoinette, reine de France
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Maria Antonieta (Portugal)
Maria Antonietta regina di Francia (Itália)
Shadow of the guillotine (USA)
Der liebesroman einer königin (Alemanha)
A la sombra de la guillotina (Argentina)
Maria Antonieta a la sombra de la Guilltina (México)
Maria Antonina (Polônia)
Marie-Antoinette, de martelares (Holanda)
Pais: França, Itália
Gênero: Drama, Histórico
Direção: Jean Delannoy
Roteiro: Jean Delannoy, Philippe Erlanger, Bernard Zimmer
Produção: Angelo Rizzoli, Edouard Gide, Joseph Bercholz
Design Produção: René Renoux
Música Original: Jacque-Simonot
Direção Musical: Jacques Métehen
Fotografia: Pierre Montazel
Edição: Henri Taverna
Figurino: Georges K. Benda
Maquiagem: Yvonne Fortuna
Efeitos Sonoros: Jacques Lebreton
Nota: 8.3
Filme Assistido em: 1956

Elenco

Michèle Morgan Marie Antoinette
Richard Todd Conde Axel von Fersen
Jacques Morel Louis XVI
Aimé Clariond Louis XV
Jeanne Boitel Mme. Campan
Madeleine Rousset Mme de Tourzel
Guy Tréjan Lafayette
Marcelle Arnold Mme. Adélaïde
Edmond Beauchamp Conde de Luxembourg
Jacques Bergerac Conde de Provence
Marina Berti Condessa de Polignac
Yves Brainville Danton
Anne Carrère Mme. Du Barry
Suzy Carrier Mme. Elisabeth
Daniel Ceccaldi Drouet
Anne Doat Rosalie Lamorlière
Jacques Dufilho Marat
Jean Hébey Marquês de Migennes
Jacques Hilling Duque de Brunswick
Raphaël Patorni Duque de Choiseul
Michel Piccoli O padre
Marcel Pérès Simon
Frédéric Valmain Conde d'Artois
Madeleine Barbulée Mme. Sophie
Jane Marken Mme. Victoire
Yannick Malloire Mme. Royale

Indicações

Festival Internacional de Cannes, França

Prêmio Palma de Ouro (Jean Delannoy)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Na primavera de 1974, após uma caçada, o rei Louis XV da França passa mal, sendo diagnosticado com varíola. Seu filho e sucessor, Luis Augusto, delfim de França, não se mostra preparado o suficiente para assumir os destinos do Reino.

Casado há quatro anos com Marie-Antoinette, uma das filhas da Imperatriz Maria Teresa da Áustria com Francisco I, o delfim sente um estranho sentimento de repulsa contra ela, talvez pelo fato da maior parte da Corte francesa não vê-la com bons olhos, face ao ódio na época cultivado contra seu país. No entanto, com o passar do tempo, Marie-Antoinette consegue conquistar a simpatia, se não o amor do delfim, que confidencia às suas tias que acha sua mulher muito atraente.

Com a morte do pai em 10 de maio do mesmo ano, Luis Augusto assume o trono com a designação de rei Louis XVI e Marie-Antoinette torna-se rainha da França. Pouco tempo depois, ela é acusada de influenciar a política do marido, embora os ministros por ele escolhidos sejam fortemente antiaustríacos e determinados em não permitir a interferência da rainha e da Casa da Áustria na política francesa. Em sua vida privada, ela se acha insatisfeita com seu casamento. Não sendo capaz de satisfazê-la sexualmente, Louis XVI permite que ela se entregue ao luxo e aos prazeres frívolos, embora se contrarie com suas vultosas despesas, suas amizades, o excesso de festas, entre outros. Ela, no entanto, consegue tudo o que exige do marido.

Diversos panfletos contrários à rainha atribuíam-lhe inúmeros amantes, entre os quais estariam seus amigos mais próximos: a princesa de Lamballe e seu cunhado, o conde d’Artois. No entanto, a única relação plausível, platônica ou física, teria ocorrido com o conde sueco Axel Von Fersen, não mencionado em nenhum dos famosos panfletos. Ele tinha dezoito anos quando a conheceu em um baile de máscaras e, a partir daí, passou a visitar Versailles regularmente. Entretanto, dois dias após a ascensão de Louis XVI e Marie-Antoinette ao trono da França, Von Fersen parte para a Inglaterra. Sua volta à França só vem a ocorrer quatro anos depois, em agosto de 1978. À essa altura, embora Marie-Antoinette se ache grávida de Madame Royale, começam a surgir maledicências sobre a inclinação da soberana por Von Fersen. O conde de Provence, pretendente ao trono, inicia uma campanha de calúnias destinadas a desacreditar o casal real. Von Fersen resolve, então, embarcar para a América a fim de combater na Guerra da Independência americana, que contava com o apoio francês, retornando à Versailles somente quatro anos depois, em 1783.

Louis XVI, apaixonado por Marie-Antoinette, que lhe deu uma filha e, depois, um garoto, mantém sua inteira confiança na esposa. Ele tem certeza que as relações dela com Von Fersen são meramente platônicas. Quando este retorna da América, ele lhe confia o comando de um regimento real. O militar permanece leal ao rei e à rainha ao longo dos acontecimentos que terminaram com a derrubada da realeza francesa. Em junho de 1791, ele organiza uma tentativa de fuga da família real para os Países Baixos Austríacos mas, a poucos quilômetros da fronteira, próximo à cidade de Varennes-em-Argonne, ela é reconhecida, presa e levada de volta à Paris.

Em agosto de 1792, depois de uma manifestação popular contra a família real, seus membros são transferidos para a Torre do Templo e, poucos meses depois, ao ser concluído o julgamento do processo contra o antigo monarca, este é morto na guilhotina em janeiro de 1793. Von Fersen tenta, mais uma vez, empreender a fuga de Marie-Antoinette para fora do país, mas não tem sucesso. Perante um Tribunal Revolucionário, ela é acusada de alta traição e condenada à morte, sendo guilhotinada em 16 de outubro do mesmo ano.

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Comentários

Baseado em fatos reais vividos pela França do século XVIII, “O Calvário de uma Rainha” é uma ótima coprodução franco-italiana dirigida pelo cineasta Jean Delannoy. Sua trama gira em torno da vida de Marie-Antoinette, basicamente a partir do momento em que seu sogro morre e ela se torna rainha da França, ao lado de seu marido, o rei Louis XVI.

Delannoy realiza um ótimo trabalho como diretor, a ponto do filme ser indicado ao prêmio Palma de Ouro do Festival de Cannes. Por outro lado, a grande atriz Michèle Morgan se mostra radiante no papel principal, com uma atuação que beira a perfeição.

Enfim, “O Calvário de uma Rainha” é um filme que merece ser visto por todos, principalmente por aqueles que amam história universal.

CAA