Filmes por gênero

MINHA VIDA É UMA CANÇÃO (1948)

Words and music
imagem

Ficha Técnica

Outros Títulos: Os reis do espectáculo (Portugal)
Ma vie est une chanson (França)
Parole e musica (Itália)
Mi vida es una canción (Espanha)
I rampelys og stjerneskær (Dinamarca)
I mitt hjärta det sjunger (Suécia)
Laulan ja nauran (Finlândia)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Musical
Direção: Norman Taurog
Roteiro: Fred F. Finklehoffe
Produção: Arthur Freed
Música Original: Lennie Hayton, Conrad Salinger
Direção Musical: Lennie Hayton
Coreografia: Robert Alton
Fotografia: Charles Rosher, Harry Stradling Sr.
Edição: Albert Akst, Ferris Webster
Direção de Arte: Cedric Gibbons, Jack Martin Smith
Figurino: Helen Rose, Valles
Guarda-Roupa: Eugene Joseff
Maquiagem: Jack Dawn, Dorothy Ponedel
Efeitos Sonoros: Douglas Shearer, John A. Williams
Efeitos Especiais: Warren Newcombe
Nota: 8.3
Filme Assistido em: 1950

Elenco

Tom Drake Richard Rodgers
Mickey Rooney Lorenz Hart
Janet Leigh Dorothy Feiner Rodgers
Marshall Thompson Herbert Fields
Betty Garrett Peggy Lorgan McNeil
Jeanette Nolan Sra. Hart
Ann Sothern Joyce Harmon
Perry Como Eddie Anders
Cyd Charisse Margo Grant
Richard Quine Ben Feiner Jr.
June Allyson Alisande La Carteloise
Judy Garland Ela própria
Gene Kelly Ele próprio
Vera-Ellen Ela própria
Lena Horne Ela própria
Mel Tormé Ele próprio
Dee Turnell Ela própria
Edward Earle Dr. Rogers
Ilka Grüning Sra. Rogers
Emory Parnell Sr. Feiner
Helen Spring Sra. Feiner
Harry Antrim Dr. Rogers
Gower Champion Dançarino
Marietta Canty Mary
George M. Carleton George
George Spaulding Médico
Mary Jo Ellis Enfermeira
Sherry Hall Tommy

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Em 1919, na cidade de Nova York, Lorenz Hart é um jovem letrista de 25 anos à procura de uma parceria com alguém que possa compor músicas para seus versos. Certo dia, através do amigo Herbert Fields, ele é apresentado a Richard Rogers, um talentoso compositor em busca de um bom letrista. Os dois artistas iniciam, assim, uma longa amizade devotada inteiramente à criação de novas canções.

Apesar de trabalharem com afinco, dois anos se passam sem que consigam um único contrato com algum produtor. Rogers perde a esperança e decide vender roupas para crianças. Embora mais otimista em relação ao futuro, Hart aceita a saída do parceiro e decide fazer uma festa de despedida para ele. Durante o evento, Hart conhece Peggy Lorgan McNeil, uma jovem cantora, e se apaixona imediatamente por ela. No final do mesmo, Herbert chega com a notícia de que o Teatro Guild deseja produzir o primeiro show da dupla, “The Garrick Gaieties”.

O show estreia na Broadway, tendo Eddie Anders no papel principal, e recebe os maiores elogios por parte da crítica especializada. O sucesso da dupla continua com a venda de seu próximo musical, estrelado por Gene Kelly. Estimulado por essa venda, Hart telefona imediatamente para Peggy e, sem consultar os produtores, promete-lhe o papel principal feminino na esperança de conquistar seu coração. No entanto, pouco tempo depois, é informado por Herbert e Rogers que a atriz Joyce Harmon havia sido selecionada por Kelly para fazer o papel principal. Ao contar o ocorrido para Peggy, esta lhe diz que vai deixar Nova York em um show itinerante.

Nesse meio tempo, Rogers tenta começar um romance com Joyce, mas esta o rejeita por ele ser dez anos mais novo que ela. Pouco depois, ele convida Dorothy Feiner, irmã de seu velho amigo Ben, para o cinema, mas esta não aceita o convite alegando ser ele muito velho para ela. Já Hart, que não desistira de Peggy, faz uma nova e desesperada tentativa para conquistar seu coração, propondo-lhe casamento, mas ela não demonstra o menor interesse em sua proposta.

Depois de uma breve separação, Hart e Rogers retomam sua parceria e viajam para Londres com o seu novo sucesso, “The Girl Friend”. Ao retornarem à Nova York, promovem em 1927 a estreia na Broadway do musical “A Connecticut Yankee”. Apesar dos seguidos sucessos obtidos pela dupla, Hart mergulha numa forte crise de depressão. Por sugestão de Rogers, ele oferece à Peggy o papel principal feminino de seu próximo show, mas esta o rejeita alegando que se acha na California, onde acaba de assinar um contrato para participar de um filme. Arrasado com a nova rejeição, Hart abandona Rogers às vésperas da estreia de “A Connecticut Yankee” e segue para Hollywood à procura de Peggy.

Nesse meio tempo, Rogers inicia um namoro com Dorothy e os dois se tornam noivos. Quando Hart retorna à Nova York, o casal o convida para, juntos, tentarem uma carreira em Hollywood. Aceita a proposta, os três se mudam para a California. Pouco tempo depois, Hart compra uma mansão em Hollywood Hills e oferece uma festa para convidados ligados ao meio cinematográfico. Dorothy e Rogers comparecem ao evento, assim como a atriz Judy Garland, que aceita participar de um filme com os dois músicos.

Alguns anos se passam até que Dorothy e Rogers, agora com dois filhos, decidem voltar para Nova York a fim de lançarem um novo show na Broadway. Hart, movido por novas crises depressivas, passa a perambular pelas ruas até o dia em que ouve uma de suas canções sendo cantada numa Casa Noturna. Tal fato faz com que ele decida voltar para Nova York e retome sua parceria com o velho amigo. Pouco tempo depois, a dupla lança na Broadway o seu novo musical, “On Your Toes”. Logo após o final do espetáculo, Hart passa mal e desmaia no saguão do teatro.

Como consequência, ele se vê obrigado a permanecer hospitalizado por diversos meses. No entanto, ao tomar conhecimento de que o musical “A Connecticut Yankee” vai voltar a ser apresentado na Broadway, ele foge do hospital e vai até o teatro aonde chega em péssimas condições. Finalmente, ao se sentir com falta de ar, ele deixa o teatro e vem a morrer defronte a uma conhecida sapataria.

Meses depois, é homenageado durante um evento musical, ocasião em que Rogers fala sobre a parceria que mantiveram por vinte anos.

imagem

Comentários

Realizado pelo cineasta Norman Taurog, ‘’Minha Vida É Uma Canção’’ é um dos bons musicais da Hollywood do final dos anos 40. Sua trama gira em torno da vitoriosa parceria formada pelo letrista Lorenz Hart e o compositor Richard Rodgers no período de 1919, quando se conheceram, até 1943, quando da morte de Hart.

Além das belas músicas escritas por essa dupla, o filme é marcado por inesquecíveis números de dança e canto protagonizados por grandes astros da Metro-Goldwyn-Mayer da época. Entre as inúmeras apresentações, chamaram-me a atenção :
•    Lena Horne, ao cantar ‘’Where Or When’’;
•    Gene Kelly e Vera-Ellen, ao dançarem "Slaughter On Tenth Avenue’’;
•    Judy Garland, ao interpretar ‘’Johnny One Note’’;
•    Judy Garland, ao lado de Mickey Rooney, em ‘’I Wish I Were In Love Again’’;
•    June Allyson, em ‘’Thou Swell’’;
•    Perry Como, ao cantar ‘’Mountain Greenery’’;
•    Mel Tormé, ao interpretar ‘’Blue Moon’’.

Finalmente, ao examinar o filme como um todo, acredito que o grande nome a ser citado é o de Mickey Rooney, no papel do auto-destrutivo Lorenz Hart.

CAA