Filmes por gênero

PIXOTE - A LEI DO MAIS FRACO (1981)

imagem imagem imagem

Ficha Técnica

Outros Títulos: Pixote, the law of the weakest (Estados Unidos)
Pixote, la loi du plus faible (França)
Pixote, la legge del più debole (Itália)
Pixote, la ley del más débil (Espanha)
Asphalt-Haie (Alemanha)
Pixote, gatans barn (Suécia)
Pixote - heikomman laki (Finlândia)
Пишоте: Закон самого слабого (Rússia)
Pais: Brasil
Gênero: Drama, Crime
Direção: Hector Babenco
Roteiro: Hector Babenco, Jorge Durán
Produção: Hector Babenco
Música Original: John Neschling
Fotografia: Rodolfo Sánchez
Edição: Luiz Elias
Direção de Arte: Clovis Bueno
Figurino: Clovis Bueno
Guarda-Roupa: Carminha Guarana
Maquiagem: Josefina de Oliveira
Efeitos Sonoros: Hugo Gama, José Luiz Sasso, Francisco Carneiro
Efeitos Especiais: Sérgio Farjalla, José Marchesin
Nota: 8.5
Filme Assistido em: 1981

Elenco

Fernando Ramos da Silva Pixote
Jorge Julião Lilica
Marília Pêra Sueli
Jardel Filho Sapatos Brancos
Gilberto Moura Dito
Edilson Lino Chico
Zenildo Oliveira Santos Fumaça
Cláudio Bernardo Garatão
Israel Feres David Roberto Pie de Plata
José Nilson Martin dos Santos Diego
Rubens de Falco Juiz
Elke Maravilha Débora
Tony Tornado Cristal
Beatriz Segall Viúva
João José Pompeo Almir
Rubens Rollo Diretor
Emilio Fontana Dr. Delgado
Luiz Serra Reporter
Damaceno Pilho Repórter
Ariclê Perez Professora
Joe Kantor Gringo
Raymundo Matos Médico
Isadora de Farias Psicóloga
Benedito Corsi Avô de Pixote
Walter Breda Raulzinho

Prêmios

Festival Internacional de San Sebastián, Espanha

Prêmio OCIC (Hector Babenco)

Associação de Críticos de Cinema de Los Angeles, EUA

Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro (Hector Babenco)

Sociedade dos Críticos de Cinema de Boston

Prêmio de Melhor Filme

Prêmio de Melhor Atriz (Marília Pêra)

Festival Internacional de Cinema de Locarno, Suiça

Prêmio Leopardo de Prata (Hector Babenco)

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro

Sociedade Nacional dos Críticos de Cinema dos Estados Unidos

Prêmio de Melhor Atriz (Marília Pêra)

Indicações

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira

Sociedade Nacional dos Críticos de Cinema dos Estados Unidos

Prêmio de Melhor Filme

Prêmio de Melhor Diretor (Hector Babenco)

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante (Marília Pêra)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

A ação começa com alguns menores sendo recolhidos a um reformatório de São Paulo.  Entre eles, encontram-se Dito, Lilica, Chico, Fumaça e Pixote, este, um menino de apenas dez anos.

Numa das primeiras noites, Pixote é acordado pelos gritos de um garoto que dorme vizinho à sua cama e que está sendo violentado.  Na manhã seguinte, ao ser inquirido pelo inspetor, Pixote nega que tenha visto qualquer coisa.  Noutra noite, ele e Fumaça andam pelas dependências do reformatório e descobrem num porão um policial interrogando alguns garotos a respeito da morte de um desembargador, que teria ocorrido dias antes.

Contra as normas da instituição, na calada da noite, Pixote, Fumaça e outros menores são entregues pelo inspetor à polícia e metidos num camburão.  Nessa caminhada, dois deles são assassinados e Fumaça desaparece.  Os demais voltam e são colocados na solitária.  Saindo dali, Pixote é escalado para a faxina.

Adoentado, ele está só na enfermaria quando os policiais trazem o corpo moribundo de Fumaça. Fingindo dormir, Pixote acompanha toda a cena, até a morte do companheiro e o diálogo áspero do diretor com o médico e o inspetor do reformatório, indagando porque entregaram o menor à polícia, que o devolveu naquele estado.

Durante um noticiário de televisão, os garotos assistem à versão oficial da morte de Fumaça: teria sido assassinado por um dos colegas, amante do homossexual Lilica.  O acusado é separado do grupo.  Trazido de volta, no meio da noite, morre logo em seguida.  Lilica, revoltado, incita os companheiros à rebelião, culminando com um incêndio no dormitório.

A partir desse momento, a fuga se torna uma obsessão.  Durante a visita do Juiz de Menores para observar os efeitos do incêndio, Pixote e um grupo de garotos aproveitam e fogem por uma janela.

Nas ruas, na luta pela sobrevivência, Pixote, Dito, Lilica e Chico formam uma espécie de família, mantendo-se de pequenos assaltos.  São quase irmãos, sob a liderança de Dito e Lilica, os mais velhos.  Numa de suas incursões pelo crime, vão ao Rio de Janeiro levar uma partida de cocaína.

No Rio, encontram Débora, uma compradora que os engana.  Com a droga que lhes resta, procuram o disc-jóquei de uma boate, quando vêem de novo Débora.  Na tentativa de cobrar-lhe a dívida, Chico morre e Pixote comete seu primeiro assassinato.

Sem a droga e sem dinheiro, eles voltam para São Paulo, onde negociam um acordo com Sueli.  Ela se incumbe de atrair homens para o quarto, onde os garotos, ocultos e armados, esperam o momento de entrar em ação.

De assalto em assalto, eles vivem dias alegres.  Dito e Sueli iniciam um pequeno caso.  Lilica, enciumada, vai embora.  Mas a aventura continua.  Até que um acidente provocado por Pixote tira a vida de Dito e de um "cliente".

A sós com Sueli, Pixote encontra nela um tipo de amor que nunca conhecera antes.  Mas isto também não dura.  Rejeitado, ele sai armado pela cidade...

imagem imagem imagem

Comentários

Baseado no livro 'A Infância dos Mortos' de José Louzeiro, "Pixote - A Lei do Mais Fraco" é um ótimo filme nacional.

Realizado pelo cineasta Hector Babenco, que também co-assina o roteiro, o filme mostra a dura realidade dos jovens marginais que vivem do crime.  E ao mostrar essa realidade, Babenco não procura poupar o espectador de cenas efetivamente fortes e contundentes.

Um dos pontos altos do filme é o ótimo desempenho de seus atores.  Marília Pera está magnífica, com uma atuação impecável, no papel da prostituta Sueli.  Fernando Ramos da Silva, na época com apenas 11 anos, também brilha.  Para completar, merecem também destaques as atuações de Jardel Filho, Beatriz Segall, Rubens de Falco, Tony Tornado  e do estreante Jorge Julião, no papel do homossexual Lilica.

CAA