Filmes por gênero

E A VIDA CONTINUA (1942)

The talk of the town
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Ficha Técnica

Outros Títulos: La justice des hommes (França)
Un evaso ha bussato alla porta (Itália)
El asunto del día (Espanha)
Tres contra todos (Argentina, México)
Zeuge der anklage (Alemanha)
Han kom om natten (Suécia, Dinamarca)
Glosy miasta (Polônia)
Het gesprek van de stad (Holanda)
Весь город говорит (União Soviética)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Comédia Dramática, Suspense
Direção: George Stevens
Roteiro: Irwin Shaw, Sidney Buchman
Produção: George Stevens
Música Original: Friedrich Hollaender
Direção Musical: Morris Stoloff
Fotografia: Ted Tetzlaff
Edição: Otto Meyer
Direção de Arte: Lionel Banks
Guarda-Roupa: Irene
Maquiagem: Fred B. Phillips
Efeitos Sonoros: Eldon Coults, Lodge Cunningham
Nota: 8.5
Filme Assistido em: 1948

Elenco

Cary Grant Leopold Dilg / Joseph
Jean Arthur Srta. Nora Shelley
Ronald Colman Professor Michael Lightcap
Edgar Buchanan Sam Yates
Glenda Farrell Regina Bush
Charles Dingle Andrew Holmes
Emma Dunn Sra. Shelley, mãe de Nora
Lloyd Bridges Donald Forrester
Robert Walker Xerife
Leonid Kinskey Jan Pulaski
Tom Tyler Clyde Bracken
Don Beddoe Chefe de Polícia
Eddie Coke Repórter
Rex Ingram Tilney
Clyde Fillmore Senador James Boyd
Lee Phelps Detetive
Al Ferguson Detetive
Dan Seymour Maître na Casa Noturna

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Filme (Columbia )

Oscar de Melhor História Original (Sidney Harmon)

Oscar de Melhor Roteiro (Sidney Buchman, Irwin Shaw)

Oscar de Melhor Fotografia em Preto e Branco (Ted Tetzlaff)

Oscar de Melhor Direção de Arte - Decoração de Interiores (Lionel Banks, Rudolph Sternad, Fay Babcock)

Oscar de Melhor Edição (Otto Meyer)

Oscar de Melhor Trilha Sonora de uma Comédia ou Drama (Friedrich Hollaender, Morris Stoloff)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Em Sweetbrook, quando um incêndio destrói uma fábrica e mata seu capataz Clyde Bracken, seu proprietário Andrew Holmes acusa Lepold Dilg de ter sido o responsável pelo crime. Certo de que será condenado por um crime que não cometeu, Dilg domina um guarda numa noite chuvosa e foge de sua cela. Perseguido pela polícia, ele procura refúgio numa casa de campo desocupada pertencente à professora Nora Shelley e à mãe dela.

Nora acha-se sozinha na casa, preparando-a para a chegada de seu novo inquilino de verão, o diretor da faculdade de direito, Michael Lightcap, que pretende escrever seu novo tratado em direito, aproveitando a tranqüilidade do campo. Ferido no tornozelo e injustamente acusado, Dilg chega à casa e suplica à Nora para que o ajude.

Quando Lightcap chega um dia antes do previsto, Nora esconde Dilg no sótão e, após mostrar os principais cômodos ao professor, ela lhe pede para passar aquela noite na casa. Na manhã seguinte, a mãe de Nora bate à porta à procura da filha. Ela foi seguida pelo repórter Donald Forrester, que deseja obter a opinião de Lightcap a respeito do caso Dilg, e pelo advogado deste, Sam Yates, um antigo colega de turma do professor.

Depois que Yates vai embora, Nora corre até ele e lhe informa que seu cliente acha-se escondido no sótão. Quando o advogado lhe diz ser importante que Dilg continue escondido no sótão, Nora percebe que ela também deve permanecer na casa e convence Lightcap a contratá-la como secretária e cozinheira até que seu mordomo chegue. Enquanto Lightcap dita suas teorias para Nora, Dilg vai escondido até a cozinha à procura de algo para comer. Ao ouvir as palavras do professor, ele vai ao encontro dele e critica seus pontos de vista. Chocada com a intromissão, Nora o apresenta como seu jardineiro, Joseph. Logo depois, o senador James Boyd chega com a notícia de que, no verão, o Presidente pretende nomear Lightcap para a Suprema Corte.

Na manhã seguinte, Dilg discute a corrupção política existente em Sweetbrook e sugere que Nora acompanhe Lightcap ao jogo de beisebol. Uma vez lá, o professor encontra o juiz Grustadt e fica chocado quando este começa a se gabar de já ter sua opinião formada a respeito do caso Dilg, mesmo sem ter ouvido todas as evidências. Lightcap começa a admirar a inteligência de Dilg, mas quando este o desafia a agir contra o juiz, o professor se recusa. Mais tarde, ao saber que Holmes está a incitar a violência contra ele, Dilg convence Nora a acompanhar Lightcap até a fábrica, de modo que o professor possa testemunhar as táticas de Holmes.

Ao passarem por uma casa de sopas, Lightcap, que já conhece um pouco dos gostos de Dilg, entra e pede uma sopa para viagem. Entretanto, quando o professor pede para adicionar um ovo ao caldo, o proprietário da loja, Jan Pulaski, percebe que a sopa foi comprada para Dilg, única pessoa a pedi-la com um ovo. Assim, ele decide seguir Lightcap e Nora. No portão da fábrica, o professor encontra-se com Holmes no momento em que este apresenta à multidão, Regina Bush, a namorada de Bracken.

Depois que Nora e Lightcap deixam a fábrica, Pulaski os segue e informa à polícia. No jantar, ao abrir um jornal, ele vê uma foto de Dilg na 1ª página. Convencido ser seu dever avisar a polícia, Lightcap vai ao telefone, mas é abatido por Dilg no momento em que os carros policiais, pedidos por Pulaski, chegam. Dilg consegue escapar, enquanto os policiais interrogam Nora e Lightcap. Embora furioso com Nora por tê-lo envolvido no caso Dilg, o professor a ajuda ao afirmar que a sopa fora comprada para ele próprio e que nunca tinha visto Dilg até aquela data.

Agitado, Lightcap visita Yates e quando o advogado lhe mostra um Certificado de Inspeção contra Incêndio, assinado por Bracken, o professor começa a desconfiar que alguma coisa está faltando. Decidido a conduzir sua própria investigação, Lightcap tira sua barba e vai ao Salão de Regina Bush à procura de uma manicure. Regina não o reconhece sem barba, e quando ela começa a flertá-lo, ele a convida para irem dançar. Mais tarde, Regina mostra uma carta que recebera de Bracken e admite que ele está morando em Boston. Enquanto Lightcap e a Srta. Bush dançam, Nora, que vinha procurando por Dilg, percebe que ele deve se achar escondido na casa e decide ir ao encontro dele.

Ao retornar pra casa, Lightcap informa Nora que Bracken está morando em Boston. Depois de pensar em entregar Dilg à polícia, o professor muda de idéia e os dois viajam até Boston. Uma vez lá, eles encontram Bracken quando este vai a uma agência do correio pegar sua correspondência. Depois de forçarem Bracken a confessar que ele e Holmes tocaram fogo na fábrica para receberem o dinheiro do seguro, os três voltam para Sweetbrook.

Quando Dilg insiste em acompanhar Bracken até a prefeitura, a fim de poupar Lightcap de um escândalo, os dois voltam a discutir e, na confusão, Bracken bate nos dois e foge. Depois que a polícia prende Dilg, o senador adverte Lightcap sobre a necessidade dele deixar o caso. Ao contrário, o professor pega uma arma, vai ao salão de Regina, onde encontra Bracken. Em seguida, o leva até o tribunal onde, após disparar sua arma, apresenta Bracken e pede a todos que respeitem a lei. Depois que Dilg é absolvido, Lightcap é indicado para a Suprema Corte. Antes de assumir sua cadeira, o novo juiz aconselha Nora a se casar com Dilg. No tribunal, Nora espia Dilg na platéia e pisca para Lightcap. Dilg pensa que ela está apaixonada pelo juiz e deixa o recinto, mas ela o segue. Quando Dilg a incita a se casar com Lightcap, ela o beija, e ele a agarra pela cintura e a leva para fora do tribunal.

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Comentários

Magnificamente escrita pelos roteiristas Irwin Shaw e Sidney Buchman, e sob a batuta do grande diretor George Stevens, “E a Vida Continua” é uma inesquecível comédia dramática, com toques de suspense, mistério e ativismo político. Entre seus méritos, não posso deixar de citar a mensagem que ele passa em relação à ética nos negócios e no governo.

Em seu trabalho, Stevens conta com a ótima trilha sonora de Friedrich Hollaender, a bela fotografia de Ted Tetzlaff (diretor de fotografia de “Interlúdio”, de Hitchcock) e, principalmente, com um elenco de primeiríssima grandeza. Cary Grant e Ronald Colman estão perfeitos em seus respectivos papéis. O discurso final do personagem de Colman, quando a multidão está a ponto de linchar Dilg, está sem dúvida entre as melhores cenas do filme. Já Jean Arthur, continua magnífica como já esteve em filmes de um dos meus favoritos diretores, o siciliano Frank Capra: “O Galante Mr. Deeds”, de 1936; “Do Mundo Nada se Leva”, 1938; e “A Mulher Faz o Homem”, 1939. Entre os coadjuvantes, merecem ser destacadas as atuações de Edgar Buchanan, em um filme não faroeste, Leonid Kinskey e Charles Dingle.

“E a Vida Continua” recebeu 7 indicações ao Oscar, inclusive a de Melhor Filme.

CAA