Filmes por gênero

O ESCARLATE E O NEGRO (1983)

The scarlet and the black
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Scarlatto e nero (Itália)
O vermelho e o negro (Portugal)
Le pourpre et le noir (França)
Escarlata y negro (Espanha, Peru, Venezuela)
Im Wendekreis des Kreuzes (Alemanha)
Purpura i czern (Polônia)
Bíbor és fekete (Hungria)
Mies punaisissa ja mies mustissa (Finlândia)
Pais: Estados Unidos, Reino Unido, Itália
Gênero: Drama, 2ª Guerra Mundial
Direção: Jerry London
Roteiro: David Butler
Produção: Bill McCutchen, Alfio Sugaroni
Design Produção: John Stoll
Música Original: Ennio Morricone
Direção Musical: Ennio Morricone
Fotografia: Giuseppe Rotunno
Edição: Benjamin Weissman
Figurino: Annalisa Nasalli-Rocca
Guarda-Roupa: Ugo Pericoli, Ileana De Govia
Maquiagem: Franco Corridoni
Efeitos Sonoros: Keith Pamplin, John Mitchell, Gordon L. Day
Efeitos Especiais: Giovanni Bacciucchi
Nota: 8.3
Filme Assistido em: 1985

Elenco

Gregory Peck Monsenhor Hugh O'Flaherty
Christopher Plummer Coronel Herbert Kappler
John Gielgud Papa Pio XII
Raf Vallone Padre Vittorio
Kenneth Colley Capitão Hirsch
Walter Gotell General Max Helm
Barbara Bouchet Minna Kappler
Julian Holloway Alfred West
Angelo Infanti Padre Morosini
Olga Karlatos Francesca Lombardo
Michael Byrne Reinhard Beck
T. P. McKenna Heinrich Himmler
Vernon Dobtcheff Conde Langenthal
John Terry Tenente Jack Manning
Peter Burton Sir D'Arcy Osborne
Phillip Hatton Tenente Harry Barnett
Fabiana Udenio Giulia Lombardo
Marne Maitland Secretário do Papa
Remo Remotti Rabino Leoni
Giovanni Crippa Simon Weiss
Itaco Nardulli Franz Kappler
Cariddi Nardulli Liesel Kappler
Alessandra Cozzo Emilia Lombardo
William Berger Oficial da Inteligência Americana
Edmund Purdom Oficial da Inteligência Britânica
Gabriella D'Olive Madre Superiora
Stelio Candelli Secretário de O'Flaherty
Gabriele Ferzetti Príncipe Mataeo
Alfonso Giganti Oficial nazista

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Durante a 2ª Guerra Mundial, em 1943, o comandante da SS na Itália, Gen. Max Helm, vai ao Vaticano informar que o exército alemão tem o total controle de Roma.  Na ocasião, apresenta o Cel. Herbert Kappler, ao Papa Pio XII, como sendo o novo Chefe da Polícia romana.

Por outro lado, no Vaticano, o influente e corajoso religioso irlandês, Monsenhor Hugh O'Flaherty, devota todo o seu tempo e energia para esconder refugiados e aliados, construindo assim uma rede de centenas de pessoas que o ajudam em seus esforços.  O número de fugitivos que batem à sua porta é ascendente.  Para mantê-los, ele conta com a ajuda financeira de algumas representações diplomáticas na Itália, como as do Reino Unido e da Suíça, o que é feito de forma não oficial, a fim de evitar eventuais incidentes internacionais.

Quando o Gen. Helm comunica a Kappler que tem informações confiáveis de que inúmeros fugitivos de campos de concentração, na Itália, têm se dirigido à Roma, o Chefe da Gestapo inicia uma implacável caça aos mesmos e termina descobrindo que a grande maioria tem procurado o Vaticano, aproveitando-se do fato do mesmo ser um Estado neutro.

Através de informantes, o Cel. nazista chega ao nome do Monsenhor O'Flaherty, como sendo o responsável pela organização que acolhe os fugitivos.  Seu desafio nº 1 passa a ser o de desbaratar tal organização.  Numa audiência com Pio XII, ele consegue sua anuência para pintar uma faixa branca sobre o pavimento da Praça de São Pedro, de modo a deixar bem claro para seus soldados onde começa o território neutro do Vaticano.

As arbitrariedades de Kappler não têm limites.  Ao rabino Leoni, por exemplo, ele promete não perseguir os judeus se lhe forem entregues 1 milhão de liras, em dinheiro, e mais 50 kg de ouro puro.  Depois que a comunidade judia, com o auxílio de O'Flaherty, consegue angariar e entregar os valores exigidos, o coronel ordena um verdadeiro massacre do povo judeu, resultando em dezenas de mortos e centenas de prisioneiros que são enviados aos campos de concentração.

A organização de O'Flaherty também sofre algumas baixas, como a prisão, tortura e morte por fuzilamento do Padre Morosini e o envio para um campo de concentração do Padre Vittorio.  Quando um dos refugiados é preso, uma caderneta que se achava com ele termina nas mãos de Kappler.  Embora contenha informações codificadas, o oficial da Gestapo consegue decodificá-las e ter acesso a endereços usados para esconder refugiados.  Inicia-se, assim, uma nova onda de prisões mas, avisado sobre o que está a ocorrer, O'Flaherty, com a ajuda de sua maior colaboradora, a Sra. Francesca Lombardo, viúva de um aristocrata, consegue salvar a grande maioria dos refugiados, de modo que, as novas investidas de Kappler são infrutíferas.

Irritado com a reação do religioso e pressionado por seus superiores, o Gen. Max Helm e Heinrich Himmler, em pessoa, Kappler se dispõe a acabar com O'Flaherty de qualquer forma, mesmo que para isso viole o território neutro do Vaticano para apanhar o religioso.  Junto à linha branca da Praça de São Pedro, são mantidas, permanentemente, patrulhas para evitar que O'Flaherty circule livremente por Roma.  Em prédios que dominam a Praça, são colocados atiradores de elite para um eventual atentado ao monsenhor.  Apesar de todo esse aparato, Kappler é informado que o religioso continua circulando por Roma, ora disfarçado de gari, ora de carvoeiro, ora de motorista de ambulância, ora de carteiro, e até de freira.

Diante disso, Kappler envia dois homens de sua confiança, em trajes civis, ao interior da Basílica de São Pedro, com a missão de assassinar O'Flaherty.  A missão fracassa quando os criminosos são descobertos.

No início de junho de 1944, às vésperas da retomada de Roma pelas tropas aliadas, com o exército alemão sofrendo pesadas baixas a cada dia, Kappler toma consciência que seus dias acham-se contados.  Mais uma vez, envia dois emissários ao Vaticano a fim de, em seu nome, pedir ao religioso que o encontre à noite no Coliseu.  O'Flaherty vai ao encontro, ocasião em que o nazista lhe implora que salve Minna, sua mulher, e suas duas filhas.  O monsenhor dá-lhe as costas, dizendo-lhe que vai visitá-lo no inferno.

No dia seguinte, 4 de junho, o 5º Exército Americano entra vitorioso pela Porta de São João e pela Porta Maior.  Os nazistas que não conseguiram fugir são capturados, entre eles o Cel. Herbert Kappler.  Ao ser interrogado pelas autoridades aliadas, é-lhe perguntado qual organização clandestina foi responsável por fazer com que sua mulher e suas filhas conseguissem sair para a Suíça, onde se encontram sãs e salvas.  Embora responda que não tem a resposta para a pergunta que lhe foi feita, no fundo sabe que sua família foi salva pelo Monsenhor Hugh O'Flaherty.

Com o fim da Guerra, O'Flaherty recebeu honras da Itália, Canadá e Austrália, sendo agraciado com a medalha da liberdade dos Estados Unidos e se tornando Comandante do Império Britânico.

Julgado por crimes de guerra, o Cel. Kappler foi condenado à prisão perpétua.  Nos anos seguintes, todo mês, O'Flaherty o visitava.  Em 1959, o ex-chefe da temível Gestapo foi batizado na fé católica pelas mãos do religioso irlandês.

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Comentários

Baseado no livro "The Scarlet Pimpernel of the Vatican", do escritor americano J. P. Gallagher, "O Escarlate e o Negro" é um excelente filme sobre a 2ª Guerra Mundial.  Realizado pelo cineasta Jerry London, sua trama gira em torno das atividades de um religioso sediado no Vaticano, durante a ocupação nazista de Roma (setembro de 1943 a junho de 1944).

Na realidade, o religioso em questão foi o Monsenhor Hugh O'Flaherty, nascido em 28/02/1898 em Cahersiveen, Irlanda, e que, após sofrer um ataque cardíaco em 1960, retornou à sua terra natal, onde passou a viver com sua irmã até sua morte em 30/10/1963.

Partindo de um bom roteiro, Jerry London nos brinda com um ótimo trabalho repleto de intriga, tensão e drama, muito bem fotografado, sendo ainda ajudado pela excelente trilha sonora de Ennio Morricone, e pelas magníficas atuações de Gregory Peck e Christopher Plummer, nos principais papéis.

CAA