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ETERNAMENTE PAGU (1988)

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Ficha Técnica

Pais: Brasil
Gênero: Drama
Direção: Norma Bengell
Roteiro: Norma Bengell, Geraldo Carneiro, Márcia de Almeida
Produção: Agostino Janequine
Design Produção: Alexandre Meyer
Música Original: Roberto Gnatalli, Turíbio Santos
Fotografia: Antônio Luiz Mendes
Edição: Dominique Paris
Direção de Arte: Alexandre Meyer
Figurino: Carlos Prieto
Maquiagem: Jaque Monteiro
Efeitos Sonoros: Walter Goulart
Nota: 8.0
Filme Assistido em: 1989

Elenco

Carla Camurati Patrícia 'Pagú' Galvão
Antônio Fagundes Oswald de Andrade
Ester Góes Tarsila do Amaral
Nina de Pádua Sidéria, irmã de Pagú
Norma Bengell Elsie Houston
Otávio Augusto Geraldo Ferraz
Paulo Villaça Thiers Galvão, pai de Pagú
Antônio Pitanga
Carlos Gregório
Beth Goulart
Kito Junqueira
Suzana Faini .
Marcelo Picchi
Breno Moroni .
Maria Sílvia .
Eduardo Lago .
Ariel Coelho .

Prêmios

Festival de Gramado, Brasil

Kikito de Ouro de Melhor Atriz (Carla Camurati)

Kikito de Ouro de Melhor Trilha Sonora (Turíbio Santos, Roberto Gnatalli)

Indicações

Festival de Gramado, Brasil

Kikito de Ouro de Melhor Filme Brasileiro

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Fins dos anos 20, Pagú ainda não tem vinte anos e já encanta os meios intelectuais avançados de São Paulo, da mesma forma que escandaliza os conservadores.  Durante uma festa, é apresentada aos membros da ala radical do movimento modernista, liderada por Oswald de Andrade, brilhando entre estrelas não menos cintilantes, como a pintora Tarsila do Amaral.

Pagú e Oswald se amam, a princípio em segredo, depois com bastante estardalhaço.  Têm um filho, militam no Partido Comunista, fundam um jornal, agitam a cidade.  Pagú vai à Argentina, onde encontra o Cavaleiro da Esperança, Luiz Carlos Prestes.  Participa de uma greve em Santos e aí é presa pela primeira vez.  Em seguida, parte numa viagem pelo mundo, deixando Oswald e o garoto e sempre convivendo com artistas e militantes de esquerda.

De volta ao Brasil, passa a viver modestamente com a irmã Sidéria e o filho.  Presa outra vez por cinco anos, sente na pele o horror e a violência do Estado Novo Getulista.  Foge, tenta reconstruir sua vida com o novo companheiro, Geraldo Ferraz, nova prisão e castigos por insubordinação.

A partir de 1940, finalmente a liberdade.  O carinho de Oswald, um segundo filho, uma atuação marcante na imprensa, literatura e teatro.  Mas Pagú esperava mais da vida.  Talvez a verdadeira liberdade pela qual lutou até o limite de suas forças.

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Comentários

"Eternamente Pagu" é um ótimo filme nacional.  Realizado pela atriz e cineasta Norma Bengell, o filme narra a vida da bela poeta modernista e militante de esquerda, Patrícia Galvão, ao mesmo tempo em que faz uma crítica à hipócrita burguesia da época.

A direção de Norma Bengell é consistentemente boa.  Com uma bela trilha sonora, assinada por Roberto Gnatalli e Turíbio Santos, e a ótima fotografia de Antônio Luiz Mendes, "Eternamente Pagu" conta ainda com um elenco de primeira grandeza, do qual se destaca a magnífica atuação de Carla Camurati.

CAA