Filmes por gênero

GENTE COMO A GENTE (1980)

Ordinary people
imagem imagem imagem

Ficha Técnica

Outros Títulos: Gente vulgar (Portugal)
Des gens comme les autres (França, Canadá)
Gente comune (Itália)
Gente corriente (Espanha)
Gente como uno (Argentina, México, Venezuela)
Eine ganz normale familie (Alemanha)
En familj som andra (Suécia)
En ganske almindelig familie (Dinamarca)
Обыкновенные люди (Rússia)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Drama
Direção: Robert Redford
Roteiro: Alvin Sargent
Produção: Ronald L. Schwary
Música Original: Marvin Hamlisch
Fotografia: John Bailey
Edição: Jeff Kanew
Direção de Arte: Phillip Bennett, J. Michael Riva
Figurino: Bernie Pollack
Guarda-Roupa: Robert M. Moore, Rita Salazar
Maquiagem: Gary Liddiard
Efeitos Sonoros: Kay Rose, Charles Wilborn, Bill Varney e outros
Nota: 8.9
Filme Assistido em: 1981

Elenco

Donald Sutherland Calvin 'Cal' Jarrett
Mary Tyler Moore Beth Jarrett
Judd Hirsch Dr. Tyrone C. Berger
Timothy Hutton Conrad Jarrett
M. Emmet Walsh Treinador Salan
Elizabeth McGovern Jeannine Pratt
Dinah Manoff Karen
Fredric Lehne Joe
James Sikking Ray Hanley
Basil Hoffman Sloan
Quinn K. Redeker Ward
Mariclare Costello Audrey
Richard Whiting Avô
Meg Mundy Avó
Elizabeth Hubbard Ruth
Adam Baldwin Stillman
Scott Doebler Buck
Tim Clarke Truan
Lisa Smyth Gail
Ann Eggert Mitzi
Randall Robbins Bryce
John Stimpson John
Liz Kinney Liz
Clarissa Downey Chris
Cynthia Burke Annie
Jane Alderman Linda
Paul Preston Dennis
Marilyn Rockafellow Sarah
Don Billett Philip

Prêmios

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (Timothy Hutton)

Oscar de Melhor Direção (Robert Redford)

Oscar de Melhor Roteiro Adaptado (Alvin Sargent)

Oscar de Melhor Filme (Ronald L. Schwary)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Filme - Drama

Prêmio de Melhor Revelação Masculina (Timothy Hutton)

Prêmio de Melhor Direção (Robert Redford)

Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Timothy Hutton)

Prêmio de Melhor Atriz em um Drama (Mary Tyler Moore)

Associação de Críticos de Cinema de Los Angeles, EUA

Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Timothy Hutton)

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Filme

Grêmio dos Diretores da América

Prêmio por Direção Excepcional (Robert Redford)

Círculo dos Críticos de Cinema de Kansas City, USA

Prêmio de Melhor Filme

Prêmio de Melhor Direção (Robert Redford)

Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Timothy Hutton)

Grêmio dos Roteiristas da América

Prêmio de Melhor Drama adaptado de material previamente publicado (Alvin Sargent)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Atriz (Mary Tyler Moore)

Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (Judd Hirsch)

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Atriz (Mary Tyler Moore)

Prêmio de Melhor Revelação Masculina (Timothy Hutton)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Ator em um Drama (Donald Sutherland)

Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Judd Hirsch)

Prêmio de Melhor Roteiro (Alvin Sargent)

Academia Japonesa de Cinema, Japão

Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira

Sindicato dos Jornalistas Críticos de Cinema, Itália

Prêmio Fita de Prata de Melhor Diretor de Filme Estrangeiro (Robert Redford)

Sociedade Nacional dos Críticos de Cinema dos Estados Unidos

Prêmio de Melhor Atriz (Mary Tyler Moore)

Preêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Timothy Hutton)

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Direção (Robert Redford)

Prêmio de Melhor Atriz (Mary Tyler Moore)

Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Timothy Hutton)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Em Chicago, os membros de uma família de classe média alta tentam se recompor após a morte por afogamento do filho mais velho, Buck.  O filho adolescente, Conrad, é o mais abalado.  Ele se sente culpado pelo ocorrido, tenta o suicídio e passa a fazer terapia intensivamente, mas ainda assim não consegue superar o acontecido.  Fria e distante, a mãe só se preocupa em manter a aparência feliz da família. O pai, Cal, tenta dar apoio aos dois e manter a família unida, mas seu casamento passa por uma crise.

Um dia, quando voltam do teatro, a tensão entre marido e esposa é clara.  Ao chegarem em casa, o pai percebe que o filho está acordado pela luz acesa embaixo da porta.  A esposa, Beth, vai para o seu quarto sem se incomodar. Mas o pai abre a porta do quarto do filho e verifica se tudo está bem.  

Na manhã seguinte, Conrad não se junta aos pais para o café da manhã, alegando não estar com fome, e sai para o Colégio.  Ao pegar uma carona para o colégio, pode-se observar o contraste entre o mundo interior de Conrad e o de seus colegas.  Quando o carro para em um cruzamento, aguardando a passagem de um trem, subitamente vem à tona de Conrad uma série de imagens de cruzes em um cemitério, lembrando a morte do irmão.

Nas aulas, Conrad não consegue se concentrar e aparece completamente desligado.  Ele resolve procurar a ajuda de um psiquiatra recomendado, Dr. Berger.  Uma vez no consultório, ele conta que tentou se matar com uma gilete e que ficou quatro meses no hospital, de onde saiu há um mês e meio.  Em casa, a notícia de sua ida ao psiquiatra é recebida com alegria pelo pai, enquanto a mãe se mostra indiferente.

A mãe hesita, mas acaba entrando no quarto do filho morto, arrumado da mesma forma que antes de sua morte.  Conrad passa pela porta e ela se assusta.  A fim de acabar com o constrangimento, ele incentiva um diálogo sobre coisas banais.

Na saída de uma festa, Beth censura o marido por ter falado que o filho visita um psiquiatra.  Já Conrad, quer mudar algo em sua vida e desabafa com Berger que não está satisfeito na equipe de natação, no que é apoiado pelo psiquiatra.

Ao se encontrar com uma colega, Jeannine, ele fica meio embaraçado, mas a garota mostra-se com mais naturalidade e lhe dirige a palavra.  Os dois caminham enquanto saem da escola.  Conrad percebe que há a possibilidade de um convívio com Jeannine, já que, além de ser uma garota legal, ela tem os mesmos receio que ele.

Chegando em casa, Conrad liga para a casa da garota, receoso de não ser bem aceito, mas tal contato termina bem-sucedido, para sua alegria.  Entretanto, quando o pai chega com uma linda árvore de Natal, a mãe censura rispidamente o filho por ter sabido que ele abandonara a natação.

Ao fazer 'cooper', Cal aos poucos se lembra de fragmentos de palavras, tanto de Beth quanto de Conrad, que o marcaram, e decide ter uma consulta com o Dr. Berger.  Já em casa, ao almoçar com Beth, ele lhe fala sobre sua ida a Berger e a aconselha a procurá-lo também.  Beth reage com energia, pois a consulta seria a prova de que os problemas realmente existem e que eles não são uma família feliz.

A auto-confiança de Conrad aumenta quando ele convida Jeannine para jogar boliche e ela lhe diz que não sabe jogar mas que o acompanha.  Ao chegar em casa, ele telefona para Karen, uma antiga amiga do hospital, e recebe a notícia de que ela se matou.  Em seguida, ele foge sem destino pela ruas do bairro, lembrando-se de cenas fragmentadas da morte do irmão.

Enquanto isso, os pais viajam para o Texas, numa tentativa de fuga dos verdadeiros problemas, mas a viagem termina frustrada, acirrando as próprias divergências entre marido e mulher.  Ao voltarem, são recebidos por um Conrad diferente, mais gentil.  Conrad abraça a mãe, diz que está feliz por eles estarem de volta e elogia o jantar.

No meio da noite, quando Beth se acorda, verifica que Cal não está ao seu lado.  Ela se levanta e vai encontrá-lo chorando.  Ele lhe diz que os dois teriam se dado bem se não houvesse nenhum problema, já que ela não sabe lidar com problemas.  Ele continua dizendo que, com a morte de Buck, o melhor dela foi enterrado com ele; que não sabe mais quem é ela e se ainda a ama.  Beth, impassível, apenas se retira.  No quarto, arruma suas malas e sente as circunstâncias que agora culminaram com o fim do seu casamento.

Quando Conrad se acorda, vê um taxi saindo.  Ele corre até o pai e lhe pergunta o que houve.  Cal lhe responde que Beth vai se ausentar por uns tempos.  "Ela foi para Huston, depois não sei", diz ele.  Os dois se abraçam.

imagem imagem imagem

Comentários

"Gente como a gente" é um filme extraordinário, que mereceu todos os quatro Oscars ganhos.  Na realidade, ele deveria ter levado um quinto Oscar, o de Melhor Atriz, face ao magnífico trabalho de Mary Tyler Moore, que o perdeu para Sissy Spacek com o filme "O destino mudou sua vida".

Robert Redford, em sua estréia como diretor, surpreendeu a todos com sua sensibilidade e seu estilo, ao conduzir com maestria este formidável filme.

O elenco principal está impecável.  Mesmo sem ter sido indicado ao Oscar de Melhor Ator de 1980, Donald Sutherland está ótimo como um homem que observa o seu mundo cair em pedaços sem poder fazer nada que o impeça.  Uma menção honrosa deve ser dada a Dinah Manoff, por sua atuação como Karen, a amiga de Conrad que se suicida.  O filme marca, ainda, a estréia de Elizabeth McGovern no cinema.

CAA