Filmes por gênero

GRITOS E SUSSURROS (1972)

Viskningar och rop
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Lágrimas e suspiros (Portugal)
Cris et chuchotements (França)
Cries and Whispers (Reino Unido, Estados Unidos)
Sussurri e grida (Itália)
Gritos y susurros (Espanha, México, Argentina)
Schreie und flüstern (Alemanha)
Hvisken og råb (Dinamarca)
Hviskninger og rop (Noruega)
Pais: Suécia
Gênero: Drama
Direção: Ingmar Bergman
Roteiro: Ingmar Bergman
Produção: Ingmar Bergman, Lars-Owe Carlberg
Design Produção: Marik Vos-Lundh
Fotografia: Sven Nykvist
Edição: Siv Lundgren
Figurino: Marik Vos-Lundh
Maquiagem: Cecilia Drott, Britt Falkemo, Börje Lundh
Efeitos Sonoros: Tommy Persson, Owe Svensson, Sven Fahlén
Nota: 9.5
Filme Assistido em: 1973

Elenco

Harriet Andersson Agnes
Kari Sylwan Anna
Ingrid Thulin Karin
Liv Ullmann Maria / e sua mãe
Anders Ek Isak, o padre
Erland Josephson Dr. David
Henning Moritzen Joakim, marido de Maria
Georg Ärlin Fredrik, marido de Karin
Lena Bergman Maria, quando criança
Rosanna Mariano Agnes, quando criança
Monika Priede Karin, quando criança
Malin Gjörup Filha de Maria
Linn Ullmann Filha de Maria
Malin Gjörup Filha de Anna
Ingmar Bergman Narrador
Ingrid Bergman Espectadora

Prêmios

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Fotografia (Sven Nykvist )

Prêmios Bodil - Copenhague, Dinamarca

Bodil de Melhor Filme Europeu (Ingmar Bergman)

Festival Internacional de Cannes, França

Grande Prêmio Técnico (Ingmar Bergman)

Prêmios David di Donatello, Itália

Prêmio de Melhor Direção de um Filme Estrangeiro (Ingmar Bergman)

David Especial (Harriet Andersson, Liv Ullmann, Ingrid Thulin, Kari Sylwan)

Sindicato dos Jornalistas Críticos de Cinema, Itália

Prêmio Fita de Prata de Melhor Diretor de Filme Estrangeiro (Ingmar Bergman)

Prêmios Jussi, Finlândia

Jussi de Melhor Diretor Estrangeiro (Ingmar Bergman)

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Filme

Prêmio de Melhor Roteiro (Ingmar Bergman)

Prêmio de Melhor Atriz (Liv Ullmann)

Prêmio de Melhor Direção (Ingmar Bergman)

Círculo dos Roteiristas de Cinema, Espanha

Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro

Prêmios Guldbagge, Suécia

Prêmio de Melhor Filme

Prêmio de Melhor Atriz (Harriet Andersson)

Círculo dos Críticos de Cinema de Kansas City, USA

Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro

Prêmio de Melhor Direção (Ingmar Bergman)

Sociedade Nacional dos Críticos de Cinema dos Estados Unidos

Prêmio de Melhor Roteiro (Ingmar Bergman )

Prêmio de Melhor Fotografia (Sven Nykvist)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Filme (Ingmar Bergman)

Oscar de Melhor História e Roteiro (Ingmar Bergman)

Oscar de Melhor Direção (Ingmar Bergman)

Oscar de Melhor Figurino (Marik Vos-Lundh )

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante (Ingrid Thulin)

Prêmio de Melhor Fotografia (Sven Nykvist)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Atriz (Harriet Andersson)

Sociedade Nacional dos Críticos de Cinema dos Estados Unidos

Prêmio de Melhor Filme

Prêmio de Melhor Diretor (Ingmar Bergman)

Prêmio de Melhor Atriz (Harriet Andersson)

Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante (Harriet Andersson)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

No final do século XIX, no silêncio de uma bela casa rodeada por um enorme parque, na região central da Suécia, Agnes está morrendo de câncer aos 37 anos.   Todos os aposentos são pintados de vermelho.  As batidas de um relógio de parede estão marcando os últimos momentos de sua vida.   Agnes está sendo cuidada pela empregada, Anna, e por suas irmãs Maria e Karin.

Agnes acorda, olha para o parque através da janela e escreve em seu diário.  Anna entra no quarto e acorda Maria que ainda dorme numa cadeira perto da cama.  Ela serve o café.

1º flashback - Lembranças da infância de Agnes:  sua mãe vestida de branco, a lanterna mágica da tia Olga.

Voltando ao presente, Dr. David chega para dizer a Karin que o fim está próximo.  Antes dele sair, Maria o chama.  Eles foram amantes e se beijam novamente.

2º flashback - Lembranças de Maria:  a filha de Anna adoece e ela chama o médico.  Em seguida, o convida para jantar e para uma noite.  Na manhã seguinte, ela conta ao marido que chamara o médico.  Mais tarde, quando bate na porta do seu escritório, o encontra a pedir ajuda depois de tentar se matar com uma faca no peito.

Voltando ao presente, é noite.  Anna é acordada com os gritos de dor de Agnes e tenta consolá-la.  Depois, chama as duas irmãs, que trocam a camisola de Agnes.  Algum tempo mais tarde, após uma nova crise, Agnes morre.

3º flashback - Karin e seu marido estão sentados em silêncio na mesa.  Durante o jantar, Karin quebra um copo apertando-o contra as mãos.  Mais tarde, em seu quarto, ela usa um pedaço do vidro para se mutilar, cortando sua vagina.  Quando seu marido entra no quarto, ela se lambuza  esfregando suas mãos sujas de sangue em seu rosto.

Voltando ao presente, Anna, na noite que se segue à morte de Agnes, ouve uns sussurros vindos do quarto da morta.   Quando vai até lá, descobre que ela esteve chorando:  "Estou morta, mas não consigo deixá-la", diz Agnes.  Anna senta-se na cama e toma o corpo de Agnes em seus braços.

Depois do funeral, a casa é vendida e Anna é despedida.  Karin e Maria parecem ser estranhas novamente.  Sozinha, na casa, Anna lê o diário de Agnes.  À medida que se ouve a voz de Agnes, vê-se, em flashback, as três irmãs passeando no parque com suas sombrinhas brancas abertas, numa bela tarde ensolarada.

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Comentários

"Gritos e Sussurros" é mais uma amostra da genialidade do famoso cineasta sueco, Ingmar Bergman.  Na minha opinião, ele só perde para "Morangos Silvestres".  Não é um filme para qualquer um.  Frio, algumas vezes lento e sempre emocionalmente doloroso, "Gritos e Sussurros" é um filme obrigatório para os verdadeiros amantes do cinema clássico.

Bergman é extraordinariamente perspicaz em seu modo de mostrar os conflitos e as rivalidades, o amor e o desprezo.  Há vários momentos no filme, durante os quais nada é falado, mas o silêncio é mais eloqüente do que qualquer palavra que fosse dita.

As interpretações das quatro principais atrizes são excepcionais e perfeitas em todos os sentidos.  A fotografia de Sven Nykvist é extraordinária, principalmente no que diz respeito ao uso das cores.

CAA