Filmes por gênero

O HOMEM QUE SABIA DEMAIS (1956)

The man who knew too much
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Ficha Técnica

Outros Títulos: L'homme qui en savait trop (França, Bélgica, Canadá)
L'uomo che sapeva troppo (Itália)
El hombre que sabía demasiado (Espanha, Argentina)
En manos del destino (México)
Der Mann, der zuviel wußte (Austria, Alemanha)
Mannen som visste för mycket (Suécia)
Mies joka tiesi liikaa (Finlândia)
Manden der vidste for meget (Dinamarca)
Чeловек, который слишком много знал (União Soviética)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Suspense, Mistério
Direção: Alfred Hitchcock
Roteiro: John Michael Hayes
Produção: Alfred Hitchcock, Herbert Coleman
Música Original: Bernard Herrmann
Fotografia: Robert Burks
Edição: George Tomasini
Direção de Arte: Hal Pereira, Henry Bumstead
Figurino: Edith Head
Guarda-Roupa: Lee Forman, Leonard Mann
Maquiagem: Wally Westmore
Efeitos Sonoros: Paul Franz, Gene Garvin
Efeitos Visuais: Farciot Edouart, John P. Fulton
Nota: 8.5
Filme Assistido em: 1958

Elenco

James Stewart Dr. Benjamin McKenna
Doris Day Josephine Conway McKenna
Brenda De Banzie Lucy Drayton
Bernard Miles Edward Drayton
Ralph Truman Inspetor Buchanan
Daniel Gélin Louis Bernard
Carolyn Jones Cindy Fontaine
Mogens Wieth Embaixador
Alan Mowbray Val Parnell
Hillary Brooke Jan Peterson
Christopher Olsen Hank McKenna
Reggie Nalder Rien
Richard Wattis Gerente Assistente
Alix Talton Helen Parnell
Yves Brainville Inspetor de polícia
Betty Bascomb Edna
Clifford Buckton Sir Kenneth Clarke
Barbara Burke Namorada do assassino
Pauline Farr Esposa do Embaixador
Bess Flowers Mulher no Royal Albert Hall
Alfred Hitchcock Homem no mercado de Marrocos

Prêmios

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Canção Original (Jay Livingston, Ray Evans)

Indicações

Festival Internacional de Cannes, França

Prêmio Palma de Ouro (Alfred Hitchcock)

Grêmio dos Diretores da América

Prêmio por Direção Excepcional (Alfred Hitchcock)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Dr. Ben McKenna é um médico americano de Indianápolis.  Depois de participar de um congresso médico em Paris, decide visitar com a mulher Jo, e o filho Hank, além das cidades de Roma e Lisboa, o Marrocos.  No ônibus em que viajam de Casablanca à Marrakesh, conhecem um francês que se apresenta como sendo Louis Bernard.

No dia seguinte, ao visitarem o mercado central da cidade, em companhia do casal Lucy e Edward Drayton, que conheceram num restaurante, presenciam o assassinato de Bernard.  Antes de morrer, o francês pede ao médico que avise as autoridades britânicas sobre o assassinato de um Chefe de Estado que está para ocorrer em Londres, citando o nome de Ambrose Chappell.

O fato de Bernard ter morrido nos braços de McKenna, faz com que a polícia peça que ele e Jo dêem um pulo na Delegacia.  No meio de seu depoimento, McKenna recebe um telefonema anônimo no qual é ameaçado de perder o filho, caso fale o que sabe sobre a morte do francês.  A criança havia sido deixada aos cuidados da Sra. Drayton.

De volta ao hotel, tomam conhecimento que os Drayton não mais se encontram lá, o que faz com que admitam que Hank foi raptado pelo casal e decidem viajar imediatamente para Londres.  Ao chegarem ao aeroporto de Gatwick, são recebidos pela Scotland Yard, que já estava a par do ocorrido, pois Bernard era um de seus agentes.  Preocupados com a segurança do filho, mais um vez se negam a falar sobre o assassinato.  Ao ouvirem a voz de Hank, por telefone, aumentam ainda mais suas preocupações.

Depois de procurarem um homem de nome Ambrose Chappell, Jo descobre que, na realidade, deve se tratar de Ambrose Chapel, uma capela na região de Bayswater.  Eles vão até lá, onde encontram os Drayton na celebração de um Culto.  Jo sai para avisar a Scotland Yard, enquanto McKenna fica na última fila da capela.  Quando o Culto termina, ele é atacado e cai desacordado.  Os Drayton fogem, levando a criança, para a Embaixada de um País onde toda a trama foi arquitetada para o assassinato de seu Primeiro Ministro, em visita a Londres.

Ao telefonar para a Scotland Yard, Jo não consegue falar com o Sr. Buchanan, sendo informada que ele está a caminho do Royal Albert Hall, onde vai ser realizado um concerto para o Corpo Diplomático.  Retornando à capela, não consegue entrar, pois a mesma já se encontra com suas portas fechadas.  Assim, decide ir ao encontro do Sr. Buchanan no Royal Albert Hall.  Lá, consegue salvar o Primeiro Ministro ao reconhecer o assassino.  Em retribuição, o casal é convidado para uma recepção na Embaixada, onde termina desbaratando a quadrilha de traidores e reencontrando o filho Hank.

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Comentários

Baseado na obra de Charles Bennett e D. B. Wyndham-Lewis, "O Homem Que Sabia Demais" é mais um excelente filme do grande mestre, Alfred Hitchcock, embora não chegue à altura de um "Rebecca, A Mulher Inesquecível", ou de "Quando Fala o Coração", ou de "Janela Indiscreta", ou ainda de "Psicose", entre mais alguns.

O roteiro de John Michael Hayes é bem estruturado e, na nas mãos de Hitchcock, nos brinda com grandes momentos de tensão, como nas cenas da tentativa de assassinato do Primeiro Ministro, no Royal Albert Hall, ou nas seqüências finais que envolvem o resgate na Embaixada do jovem Hank. 

A trilha sonora, conduzida pelo legendário colaborador de Hitchcock, Bernard Herrmann, é um dos pontos fortes do filme.  A performance de Doris Day, nas cenas da Embaixada, ao cantar a música ganhadora do Oscar, "Whatever Will Be, Will Be" (Que será, será), enquanto o marido tenta localizar o filho seqüestrado, contribui para o aumento da tensão exigida pela trama.

A fotografia de Robert Burks também merece menção, assim como as magníficas atuações de Doris Day e James Stewart.  Doris Day mostra uma forte presença de cena, demonstrando segurança e, várias vezes, sobrepujando o grande James Stewart.

CAA