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O TRONCO (1999)

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Ficha Técnica

Pais: Brasil
Gênero: Drama
Direção: João Batista de Andrade
Roteiro: João Batista de Andrade
Produção: Assunção Hernandes
Música Original: Tavinho Moura
Fotografia: Jacques Cheuiche
Edição: Renato Neiva Moreira
Direção de Arte: Vinícius Andrade
Figurino: Moacyr Gramacho
Maquiagem: Antônio Pacheco
Efeitos Sonoros: Juarez Dagoberto Costa
Nota: 6.4
Filme Assistido em: 2000

Elenco

Antônio Fagundes Juiz Celso Carvalho
Ângelo Antônio Vicente Lemos
Chico Diaz Catulino
Letícia Sabatella Anastácia
Rolando Boldrin Coronel Pedro Melo
Cida Mendes Maria Pequena
Augusto Pompeo Baianinho
Breno Moroni Franceliano
Mauri de Castro Mendes de Assis
Paulo Vespúcio Marido de Anastácia
Júlio Vann Caboclo
André Pimenta Pedro Melo, jovem
Mariane Vicentini Lina
Guilherme Reis Eugênio Jardim
Henrique Rovira Artur Melo
Fernanda Ivar Alice
Wellington Dias Carajá
Itamar Gonçalves Adonias
Luzia Divina Leonora
Luiz Antônio Godinho Presidente
Ana Flor Fulô
Elite da Costa Gonçalves Dona Benta
Cirilo Tovar Filho Silvério
Graça Veloso Deodato

Prêmios

Festival de Cinema do Recife, Brasil

Troféu Passista de Melhor Direção (João Batista de Andrade)

Festival de Cinema de Brasília, DF

Troféu Candango de Melhor Ator Coadjuvante (Rolando Boldrin)

Sinopse

A ação se passa em 1919, no interior do Estado de Goiás e narra a disputa pelo poder entre grandes fazendeiros do Sul, que comandam o Governo, e coronéis do Norte do Estado. O coletor de impostos Vicente Lemos, homem de confiança do Governo, é enviado para a região a fim de combater o domínio absoluto exercido pela família do patriarca Pedro Melo, cujo filho é ex-deputado e ex-aliado dos coronéis sulistas.

Idealista, Vicente Lemos sonha em exercer sua autoridade e levar os poderosos da região, dos quais também é parente, a aceitar uma sociedade de justiça, respeito às leis. De início, o parentesco dá uma certa liberdade a Vicente para organizar a coletoria. Mas essa paz dura pouco.

Vicente é desrespeitado e sua coletoria incendiada. Ele comunica o fato ao Governo, que envia para a região Norte uma tropa com soldados comandada pelo astuto e carreirista Juiz Carvalho que manda invadir a fazenda. Todos são presos menos Arthur Melo que escapa, escondendo-se.

Temendo a represália, o juiz Carvalho foge da região, deixando a tropa e os cidadãos sob fogo cruzado. Inclusive Vicente, que fica dividido entre os dois lados dessa guerra. De um lado a selvageria dos jagunços, que resolvem fazer sua guerra, agindo individualmente ou em pequenos grupos, que invadem a Vila e apavoram os soldados com seus malabarismos em cima dos cavalos. Do outro lado, a violência dos soldados, que aprisionam os familiares e agregados do coronel Pedro Melo ao tronco, no porão da sede da fazenda sob a ameaça de matá-los um a um, caso os jagunços não se rendam.

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Comentários

Baseado no romance homônimo de Bernardo Elis e realizado por  João Batista de Andrade, que também assina o roteiro, "O Tronco" é um bom filme nacional.  Com uma trama aparentemente simples, o filme retrata uma época em que os 'coronéis' eram os todo-poderosos de suas regiões, enquanto os menos favorecidos não tinham a menor consciência de seu papel na sociedade.

A bela trilha sonora, assinada por Tavinho Moura, conta com orquestrações e arranjos dele e de Geraldo Vianna.  A fotografia de Jacques Cheuiche também merece destaque.

O filme apresenta alguns momentos inesquecíveis como aquele em que Catulino, na sede devastada da fazenda, encontra uma estatueta representando a Justiça, quebrada em vários pedaços, e a reconstrói, pacientemente.

No elenco, os grandes destaques ficam por conta de Chico Díaz, Antônio Fagundes e Rolando Boldrin.  Há ainda as boas interpretações de Ângelo Antônio e Letícia Sabatella.

CAA