Filmes por gênero

O MANTO SAGRADO (1953)

The Robe
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Ficha Técnica

Outros Títulos: A túnica (Portugal)
La tunique (França, Bélgica)
La tunica (Itália)
La túnica sagrada (Espanha)
El manto sagrado (Argentina, México)
Das Gewand (Alemanha, Austria)
Den purpurröda manteln (Suécia)
Men jeg så ham dø (Dinamarca)
Плащаница (União Soviética)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Bíblico, Épico, Drama
Direção: Henry Koster
Roteiro: Philip Dunne, Albert Maltz
Produção: Frank Ross
Música Original: Alfred Newman
Fotografia: Leon Shamroy
Edição: Barbara McLean
Direção de Arte: George W. Davis, Lyle Wheeler
Figurino: Emile Santiago
Guarda-Roupa: Charles Le Maire
Maquiagem: Ben Nye
Efeitos Sonoros: Roger Heman Sr., Bernard Freericks
Efeitos Especiais: Ray Kellogg, James Gordon
Efeitos Visuais: Matthew Yuricich
Nota: 8.5
Filme Assistido em: 1955

Elenco

Richard Burton Marcellus Gallio
Jean Simmons Diana
Victor Mature Demetrius
Michael Rennie Simão Pedro
Jay Robinson Caligula
Dean Jagger Justus
Torin Thatcher Sen. Gallio
Richard Boone Pôncio Pilatos
Betta St. John Miriam
Jeff Morrow Paulus
Ernest Thesiger Imperador Tiberius
Dawn Addams Junia
Leon Askin Abidor
Michael Ansara Judas
Helen Beverly Rebecca
Harry Shearer David
Anthony Jochim Milas
Rosalind Ivan Julia
Frank Pulaski Quintus
Sally Corner Cornelia
Peter Reynolds Lucius

Prêmios

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Direção de Arte - Decoração de Cenários (Lyle Wheeler, George Davis, Walter Scott, Paul Fox)

Oscar de Melhor Figurino a cores (Charles Le Maire, Emile Santiago)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Filme - Drama

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Ator (Richard Burton)

Oscar de Melhor Filme (Frank Ross)

Oscar de Melhor Fotografia a Cores (Leon Shamroy)

Grêmio dos Diretores da América

Prêmio por Direção Excepcional (Henry Koster)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Poucos anos antes da morte de Cristo, o poderoso Império Romano é governado pelo Imperador Tiberius.  O herdeiro do trono é seu sobrinho-neto Caligula, um homem ambicioso e cruel.  Caligula mantém uma rixa pessoal com Marcellus Gallio, um tribuno romano sempre envolvido com jogos e mulheres.

Certo dia, Marcellus vai ao mercado de escravos a fim de comprar um par de gêmeas da Macedônia. Lá, ele presencia a tentativa de fuga de um grego educado, Demetrius, e ajuda o senhor de escravos a capturá-lo. Enquanto espera o início do leilão, ele é abordado por uma bela jovem, que lhe pergunta se ainda se lembra dela. Vendo que ele não a reconheceu, ela o lembra que a última vez que se viram foi em Capri, doze anos atrás. Ela era ainda uma menina, chorava com um dedo cortado e ele a consolou com um beijo e a promessa de se casarem quando ficassem adultos. Recordando-se do episódio, Marcellus finalmente lhe diz: “Diana, como estás linda! Estou sentindo falta de tuas sardas. Eu amava cada uma delas!”

Em seguida, ela lhe conta que, ao ficar órfã, veio para Roma por ordem de Tiberius, que passou a ser seu tutor. Ao ver Calígula se aproximar, Diana sugere que ele vá embora a fim de evitar um vexame. Calígula e eu já competimos antes, responde-lhe Marcellus, que continua a aguardar o início do leilão. Ao tomar conhecimento que o tribuno encontra-se ali para tentar comprar as gêmeas, Calígula convida-o para sentar-se ao seu lado, dá ordens para que o leilão seja iniciado e arremata as gêmeas. No lance seguinte, entretanto, ele recebe o troco quando, representado pelo tribuno Quintus, este leva a pior contra Marcellus, que arremata o gladiador Demetrius por 3.000 moedas de ouro. O herdeiro do trono encara esse fato como uma afronta pessoal e ordena que Marcellus vá servir em Jerusalém, uma verdadeira sentença de morte, pois lá se encontra a escória do exército romano e as doenças fazem milhares de vítimas.

Antes de partir, Marcellus sabe por sua mãe que Diana esteve em sua casa, preocupada com o ocorrido entre ele e Calígula, enquanto seu pai lhe dá uma série de conselhos visando sua sobrevivência na Palestina. À noite, quando o galeão se prepara para zarpar, Diana procura Marcellus para dizer-lhe que está voltando à Capri para pedir ao Imperador que interceda por ele, pois não pretende perdê-lo depois de tê-lo achado novamente. Emocionado, Marcellus lhe diz: “Faça Tiberius prometer que não a entregará a Calígula até que eu volte”.

Em Jerusalém, o governador da Província, Pôncio Pilatos, ordena que prendam Jesus, um agitador perigoso.  Demetrius, ao ter a oportunidade de conhecer o Messias, sente algo estranho como se ele o estivesse chamando a segui-lo.  Assim, ao tomar conhecimento da ordem de Pilatos, através de Marcellus, ele corre à procura de Jesus para avisá-lo sobre a ordem do governador, mas é tarde.

Pilatos chama Marcellus ao seu palácio, a quem informa que ele deve se apresentar ao imperador em Capri e comenta que ele deve ter amigos influentes na Corte.  De qualquer forma, adianta Pilatos, antes de partir, ele vai ter a missão de crucificar três condenados: um fanático e dois ladrões.  Terminada a missão, Marcellus e outros soldados disputam, através de um jogo de dados, próximo à cruz, a posse do manto vermelho usado pelo mártir.  O tribuno vence o jogo, mas o manto fica com Demetrius, pois quando Gallio tenta usá-lo, algo terrível e indescritível lhe acontece.  O escravo, que a essa altura já tinha se tornado um cristão, tira-lhe o manto e lhe diz que jamais o servirá novamente, pois ele havia crucificado o Messias.

Em Capri, ao se encontrar com Diana e Tiberius, Marcellus se mostra muito atormentado.  Ao falar do ocorrido após se cobrir com o manto, o adivinho da Corte conclui que o tal manto se achava enfeitiçado e que o mesmo precisa ser encontrado e destruído.  Assim, movido por sua afeição por Diana, Tibério dá a Marcellus uma comissão imperial para encontrar o manto, fazendo com que o tribuno retorne à Palestina.

Uma vez lá, em sua procura pelo manto, Marcellus vai ter à pequena vila de Caná, onde conhece Justus e Miriam, dois exemplos de vida cristã.  Embora não acredite em algumas coisas que lhe falam, como a ressurreição de Cristo, o tribuno começa a ter dúvidas sobre suas crenças.  Justus lhe diz que conhece sua identidade e lhe informa que todos já o perdoaram, assim como Jesus o perdoou.  Logo depois, ao tentar convencer Marcellus do amor de Jesus, Miriam lhe diz que um dos seus discípulos, Simão Pedro, conhecido como “O Grande Pescador”, acaba de chegar em companhia de seu companheiro grego.

Ao pedir o manto para ser queimado, Marcellus ouve de Demetrius que o problema dele não está no manto e sim em sua consciência, em seu coração, por ter crucificado o Messias.  Receoso, em princípio, mas encorajado por Demetrius, o tribuno termina abraçando o manto sagrado e se livrando de todas as suas angústias.

Em seguida, Marcellus é levado à presença de Pedro e termina convertendo-se ao cristianismo, passando a seguir o apóstolo.  Tempos de depois, Pedro e seus seguidores chegam à Roma e passam a viver nas catacumbas.  Com a morte de Tiberius, Caligula é o novo imperador e inicia uma perseguição implacável aos cristãos.  Quando Demetrius é preso e torturado, Marcellus decide libertá-lo, o que consegue com a ajuda de um grupo de homens.  Entretanto, durante a fuga, eles são perseguidos e, em benefício da liberdade do grupo, Marcellus atrai seus perseguidores, a quem se entrega.

Depois que Marcellus é capturado, Diana o visita em sua cela e lhe implora para que renegue Jesus, a fim de salvar a si próprio, mas ele fala pra ela sobre o povo de Caná, que nunca renegou Jesus, apesar do perigo de ser seu seguidor.

Marcellus é então levado a julgamento por traição, oportunidade em que confessa ser um cristão. Calígula ridiculariza as afirmações do tribuno de que o seu rei é o Rei do Céu, que acredita em amor, compaixão e caridade acima de tudo. Irritado por que Diana ainda prefere Marcellus a ele, Calígula faz com que a assembléia exija a morte do tribuno.

Diana, movida pela crença apaixonada de Marcelo e repugnada pela tirania de Calígula, escolhe morrer com o homem que realmente ama. Enquanto eles caminham juntos, Marcelo é reconhecido por seu pai, arrependido, e Diana entrega o manto a Marcipor, a quem pede para levá-lo até Pedro. Em seguida, continuam a caminhada em direção ao seu destino.

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Comentários

Baseado no livro homônimo de Lloyd C. Douglas, "O Manto Sagrado" é um dos grandes épicos bíblicos do cinema mundial.  Realizado pelo cineasta Henry Koster, o filme conta a história do centurião romano que recebeu a ordem de Pôncio Pilatos para executar a crucificação de Jesus Cristo, principalmente no que tange às conseqüências por ele sofridas após concluída tal missão.

O trabalho apresentado por Koster é consistentemente bom do início ao fim.  A produção foi a primeira a ser realizada pela 20th Century Fox pelo processo de Cinemascope.  Além dos aspectos de produção e direção, "O Manto Sagrado" brinda o espectador com a excelente trilha sonora de Alfred Newman, com um cenário bem cuidado e com um figurino de alto nível.

Por sua magnífica atuação, Richard Burton recebeu a indicação ao Oscar de Melhor Ator, mas perdeu a estatueta para William Holden por seu trabalho em "Inferno nº 17", de Billy Wilder.  No elenco, merecem ainda destaques as ótimas interpretações proporcionadas por Victor Mature, Jean Simmons e Michael Rennie.

CAA