Filmes por gênero

O PODEROSO CHEFÃO (1972)

The Godfather
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Ficha Técnica

Outros Títulos: O padrinho (Portugal)
Le parrain (França, Canadá)
Il padrino (Itália)
El padrino (Espanha, Argentina, México)
Der pate (Austria, Alemanha)
Gudfadern (Suécia)
De peetvader (Holanda)
Ojciec chrzestny (Polônia)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Drama, Crime
Direção: Francis Ford Coppola
Roteiro: Francis Ford Coppola, Mario Puzo
Produção: Albert S. Ruddy, Gray Frederickson
Design Produção: Dean Tavoularis
Música Original: Nino Rota
Direção Musical: Carlo Savina
Fotografia: Gordon Willis
Edição: William Reynolds, Peter Zinner
Direção de Arte: Warren Clymer
Figurino: Anna Hill Johnstone
Guarda-Roupa: George Newman, Marilyn Putnam
Maquiagem: Phil Rhodes, Dick Smith
Efeitos Sonoros: Christopher Newman, Charles Grenzbach, Richard Portman
Efeitos Especiais: Sass Bedig, A. D. Flowers, Joe Lombardi
Nota: 9.8
Filme Assistido em: 1973

Elenco

Marlon Brando Don Vito Corleone
Al Pacino Michael Corleone
James Caan Sonny Corleone
Richard S. Castellano Peter Clemenza
Robert Duvall Tom Hagen
Sterling Hayden Capitão McCluskey
John Marley Jack Woltz
Richard Conte Barzini
Al Lettieri Virgil Sollozzo
Diane Keaton Kay Adams Corleone
Abe Vigoda Salvatore Tessio
Talia Shire Connie Corleone Rizzi
Gianni Russo Carlo Rizzi
John Cazale Fredo Corleone
Al Martino Johnny Fontane
Morgana King Mama Corleone
Lenny Montana Luca Brasi
John Martino Paulie Gatto
Salvatore Corsitto Amerigo Bonasera
Richard Bright Neri
Alex Rocco Moe Greene
Tony Giorgio Bruno Tattaglia
Vito Scotti Nazorine
Tere Livrano Theresa Hagen
Victor Rendina Philip Tattaglia
Jeannie Linero Lucy Mancini
Julie Gregg Sandra Corleone
Ardell Sheridan Sra. Clemenza
Sofia Coppola Michael Francis Rizzi
Anthony Gounaris Anthony Vito Corleone
Tom Rosqui Rocco Lampone
Simonetta Stefanelli Apollonia
Angelo Infanti Fabrizio
Corrado Gaipa Don Tommasino

Prêmios

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Filme (Albert S. Ruddy )

Oscar de Melhor Ator (Marlon Brando)

Oscar de Melhor Roteiro Adaptado (Francis Ford Coppola, Mario Puzo)

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio Anthony Asquith de Melhor Música (Nino Rota)

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Robert Duvall)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Filme - Drama

Prêmio de Melhor Roteiro (Francis Ford Coppola, Mario Puzo)

Prêmio de Melhor Trilha Sonora (Nino Rota)

Prêmio de Melhor Direção (Francis Ford Coppola)

Prêmio de Melhor Ator em um Drama (Marlon Brando)

Prêmios David di Donatello, Itália

David de Melhor Filme Estrangeiro (Albert S. Ruddy )

David Especial (Al Pacino)

Grêmio dos Diretores da América

Prêmio por Direção Excepcional (Francis Ford Coppola)

Grêmio dos Roteiristas da América

Prêmio de Melhor Roteiro de um Drama Americano (Mario Puzo, Francis Ford Coppola )

Círculo dos Críticos de Cinema de Kansas City, USA

Prêmio de Melhor Direção (Francis Ford Coppola)

Prêmio de Melhor Ator (Marlon Brando)

Sociedade Nacional dos Críticos de Cinema dos Estados Unidos

Prêmio de Melhor Ator (Al Pacino)

Prêmios Grammy, EUA

Grammy de Melhor Trilha Sonora para Mídia Visual (Nino Rota )

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Direção (Francis Ford Coppola)

Oscar de Melhor Edição (William Reynolds, Peter Zinner)

Oscar de Melhores Efeitos Sonoros (Charles Grenzbach, C. Newman, Richard Portman)

Oscar de Melhor Figurino (Anna Hill Johnstone)

Oscar de Melhor Trilha Sonora (Nino Rota)

Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (Robert Duvall)

Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (James Caan)

Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (Al Pacino)

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Ator (Marlon Brando)

Prêmio de Melhor Figurino (Anna Hill Johnstone)

Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Robert Duvall)

Prêmio de Melhor Revelação Masculina (Al Pacino)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Ator em um Drama (Al Pacino)

Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (James Caan)

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Filme

Prêmio de Melhor Direção (Francis Ford Coppola)

Prêmio de Melhor Ator (Marlon Brando)

Sociedade Nacional dos Críticos de Cinema dos Estados Unidos

Prêmio de Melhor Filme

Prêmio de Melhor Fotografia (Gordon Wills )

Preêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Robert Duvall)

Prêmio de Melhor Ator (Marlon Brando)

Prêmio de Melhor Diretor (Francis Ford Coppola)

Prêmio de Melhor Roteiro (Francis Ford Coppola, Mario Puzo)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Don Vito Corleone é o um dos cinco chefes da máfia siciliana de Nova York e Nova Jersey.  Ele mantém sua teia de influência com sua fortuna, controla juízes e políticos e consegue tudo o que quer, mesmo que, para isso, tenha que usar métodos nada justos.  Muitos o chamam de 'Padrinho', porque ele faz 'pequenos favores' a pessoas com quem simpatiza.  Um dos seus protegidos é Johnny Fontana, um cantor que alcança a fama com sua 'ajuda'.

Don Vito tem cinco filhos:  Sonny, o brigão da família, mulherengo e provável sucessor do pai; Fredo,  com bom coração, mas que não se adequa aos negócios da família; Tom Hagen, filho adotivo, advogado e conselheiro da família; Connie, única filha; e Michael, o caçula, que acaba de chegar como herói da II Guerra Mundial e não tem nenhum envolvimento com a máfia.  Ele também possui dois sócios de longa data: Peter Clemenza e Salvatore Tessio.

A história se inicia com o casamento de Connie.  Don Vito, como um senhor feudal, recebe os cumprimentos e promessas de lealdade da família e de clientes.  Michael chega com Kay Adams, sua namorada.

Com o fim da II Guerra, as outras 'famílias' da máfia querem abraçar o tráfico de drogas na região.  O representante da 'família Tattaglia', Virgil Sollozzo, tem plantações de papoulas na Turquia e usinas de beneficiamento na Sicília.  Ele precisa de dinheiro e de proteção da polícia para comercializar a heroína produzida.

Uma reunião é marcada para discutir os rumos da máfia.  Corleone, Fredo, Clemenza, Sonny, Tessio e Hagen comparecem.  Após Sollozzo apresentar seus planos, Don Vito se mostra contrário à idéia.  Seu filho, Sonny, se mostra favorável e é repreendido pelo pai.  Sollozzo percebe que se Don Vito for eliminado, as coisas se tornarão mais fáceis, pois poderão contar com a simpatia de Sonny.

Em dezembro de 1945, quando fazia compras num mercado de frutas de 'Little Italy', na região sul de Manhattan, Don Vito sofre um sério atentado ao ser atingido por cinco tiros.  Michael passeava com sua namorada, Kay, pelo Radio City Music Hall, quando toma conhecimento do atentado.  Ele vai até o hospital, onde pressente que um novo atentado está para acontecer, já que encontra seu pai abandonado e sem nenhuma segurança.  Percebe, assim, que se não fizer algo e rápido, seu pai vai ser morto.

Na manhã seguinte, Sonny decide fazer uma retaliação contra Bruno Tattaglia.  Sua ação faz com que Sollozzo proponha uma nova reunião para acabar com esse estado de guerra. Quando os Corleone se reúnem para discutir o assunto, Michael diz que não importa o que Sollozzo vai dizer, pois, no fundo, o que ele quer é matar o seu pai.  Fica, então, acertado que Michael irá reunir-se com Sollozzo e com o capitão McCluskey, um policial corrupto que faz parte da folha de pagamento de Sollozzo, para saber o que eles vão propor.  

A reunião tem lugar num restaurante italiano do Bronx.  Lá, preocupado com a segurança de sua família, Michael termina assassinando Sollozzo e McCluskey.  Tal atitude faz com que ele se sinta obrigado a fugir para a Sicília.  Lá, ele é protegido por Don Tommasino, um sócio dos Corleone no negócio com azeite de oliva.   Ainda na Sicília, ele conhece e se casa com Apollonia, mas não deixa de amar e pensar em Kay o tempo todo.

Em Nova York, ao deixar o hospital, Don Vito fica chateado ao saber o que ocorreu a Michael.  Por outro lado, a escalada de violência, traições e mortes aumenta a cada dia:  Connie passa a apanhar do marido, Carlo;  ao tomar conhecimento, Sonny encontra Carlo e bate bastante nele;  Sonny, traído por Carlo, é assassinado por um membro de uma gangue rival.

Os inimigos de Michael descobrem onde ele se encontra e providenciam uma bomba para explodir quando ele der partida em seu carro.  Entretanto, a vítima é sua mulher Apollonia.

Depois de uma nova reunião entre as diversas 'famílias', Don Vito consegue fazer com que seu filho caçula, Michael, retorne aos Estados Unidos.  Ele chega como o novo 'Don', herdeiro e sucessor de seu pai.  Ele procura Kay, sua ex-namorada, agora professora de uma escola em New Hampshire e lhe propõe casamento.  Ela reluta, mas termina se casando com ele.

Em 1952, quase todos os negócios da família já estão sob o controle de Michael, que demonstra ser muito mais agressivo e violento que seu pai.  Ele expande seu pequeno império até Nevada (Las Vegas).   Barzini é revelado, finalmente, como o grande vilão e tem o seu destino, juntamente com os demais 'Dons' que foram coniventes com as suas manobras.  Tessio, cada vez mais pressionado, trai Michael, recebendo a vingança do novo 'Don'.   O tratamento da traição de Carlo é o mais representativo, quanto à mentalidade da 'família'.  Michael traz Carlo para dentro dos negócios para mantê-lo feliz, como se tudo tivesse passado, mesmo concordando em batizar o seu filho (no fundo, obtendo um álibi perfeito) e, ao final, mata o cunhado e mente para sua irmã e para a sua (segunda) esposa sobre o seu envolvimento em tal morte.  Tudo pela 'família'.

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Comentários

"O Poderoso Chefão" é um dos maiores clássicos do cinema e um dos filmes mais importantes de todos os tempos.  É um estudo sociológico da violência, poder, honra, corrupção, justiça e crime nos Estados Unidos das décadas de 40 e 50.

Com um excelente roteiro e uma direção soberba, o filme de quase 3 horas de duração, mantém o espectador atento e interessado do início ao fim.  O elenco é fantástico, com destaques para as atuações de Al Pacino e, principalmente, Marlon Brando.

A reconstituição dos anos 40 / 50 é perfeita.  A trilha sonora de Nino Rota é simplesmente muito bonita.  Merecem ainda destaques, o figurino e a fotografia de Gordon Willis.

CAA