Filmes por gênero

OS MELHORES ANOS DE NOSSAS VIDAS (1946)

The best years of our lives
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Les plus belles années de notre vie (França)
I migliori anni della nostra vita (Itália)
Los mejores años de nuestra vida (Espanha)
Lo mejor de nuestra vida (Argentina)
Die besten jahre unseres lebens (Alemanha)
De bästa åren (Suécia)
Najlepsze lata naszego zycia (Polônia)
De beste jaren van ons leven (Holanda)
Лучшие годы нашей жизни (União Soviética)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Drama
Direção: William Wyler
Roteiro: Robert E. Sherwood
Produção: Samuel Goldwyn
Música Original: Hugo Friedhofer
Direção Musical: Emil Newman
Fotografia: Gregg Toland
Edição: Daniel Mandell
Direção de Arte: George Jenkins, Perry Ferguson
Figurino: Irene Sharaff
Maquiagem: Robert Stephanoff, Marie Clark
Efeitos Sonoros: Gordon Sawyer, Larry Gannon, Richard DeWeese
Efeitos Especiais: John P. Fulton, Harry Redmond Sr.
Nota: 9.4
Filme Assistido em: 1953

Elenco

Myrna Loy Milly Stephenson
Fredric March Al Stephenson
Dana Andrews Fred Derry
Teresa Wright Peggy Stephenson
Virginia Mayo Marie Derry
Cathy O'Donnell Wilma Cameron
Hoagy Carmichael Tio Butch Engle
Harold Russell Homer Parrish
Gladys George Hortense Derry
Roman Bohnen Pat Derry
Ray Collins Sr. Milton
Minna Gombell Sra. Parrish
Walter Baldwin Sr. Parrish
Steve Cochran Cliff Scully
Dorothy Adams Sra. Cameron
Don Beddoe Sr. Cameron
Marlene Aames Luella Parrish
Charles Halton Sr. Prew
Donald Kerr Steve, o barman
Blake Edwards Cabo
Erskine Sanford Sr. Bullard
Victor Cutler Woody Merrill
Dean White Sr. Novak
Michael Hall Rob Stephenson

Prêmios

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Prêmio Honorífico (Harold Russell )

Oscar de Melhor Direção (William Wyler)

Oscar de Melhor Edição (Daniel Mandell)

Oscar de Melhor Trilha Sonora de uma Comédia ou Drama (Hugo Friedhofer)

Oscar de Melhor Filme (Samuel Goldwyn Productions)

Oscar de Melhor Roteiro (Robert E. Sherwood)

Oscar de Melhor Ator (Fredric March)

Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (Harold Russell)

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Filme (Estados Unidos)

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Filme

Prêmio de Melhor Direção (William Wyler)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio Especial (Harold Russell)

Prêmio de Melhor Filme

Prêmios Bodil - Copenhague, Dinamarca

Bodil de Melhor Filme Americano (William Wyler)

Festival Internacional de Karlovy Vary, República Tcheca

Prêmio de Melhor Direção (William Wyler)

Círculo dos Roteiristas de Cinema, Espanha

Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro (Estados Unidos)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Gravação de Som (Gordon Sawyer)

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Ator (Fredric March)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Com o fim da 2ª Guerra Mundial, três veteranos retornam num mesmo avião à Boone City, uma cidade do meio-oeste americano:  Al Stephenson, que serviu como sargento do exército; Fred Derry, que lutou como capitão da Força Aérea e foi várias vezes condecorado; e Homer Parrish, que serviu na Marinha de Guerra.  Os três têm idades, profissões, experiências e classes sociais diferentes.

Durante o vôo, o jovem marinheiro revela como perdeu suas duas mãos em combate.  Al e Fred conversam sobre o futuro incerto e a difícil readaptação à vida civil, depois de tantos anos nas forças armadas.  Al, o mais velho, é casado há 20 anos, enquanto Fred casara-se poucas semanas antes de partir para a guerra.

Uma vez em terra, Homer é o primeiro a chegar à casa da família.  Luella, sua irmã mais nova, é a primeira a vê-lo e corre até a casa ao lado para avisar Wilma Cameron, a namorada de Homer.  Os pais também aparecem, felizes por revê-lo, mas deixando transparecer uma certa piedade e tristeza, face às mutilações por ele sofridas.  Homer, por sua vez, embora tenha perdido suas duas mãos e sofra com isso, demonstra que seu maior problema está na mente.  Embora Wilma o ame, ele vai aos poucos afastando-se dela e passando a maior parte do seu tempo no Butch's Place, o Bar do seu tio.

Al é recebido em seu luxuoso apartamento por seus dois filhos, Rob e Peggy.  Em seguida, surge da cozinha, Milly, sua esposa, que o abraça longamente.  Enquanto seus familiares demonstram estar felizes com sua chegada, Al sente-se meio deslocado, principalmente em relação aos filhos, pois, quando partira para a guerra, eles eram bem pequenos e agora estavam crescidos, como se fossem estranhos.  Quando seu filho vai dormir, Al sai com sua mulher e sua filha e, juntos, vão a uns bares e boates da cidade.

Fred chega à casa da família, onde é recebido por seu pai, Pat, e por sua madrasta, Hortense, que ficam maravilhados com as várias medalhas que ele ostenta no peito.  Ele logo pergunta por sua mulher, Marie, e Hortense lhe diz que ela não mora mais com eles e sim num apartamento no centro da cidade, bem como, que ela trabalha numa boate.  Quando ele a procura, Marie mostra-se mais atraída por seu uniforme cheio de condecorações do que pela sua própria pessoa.

Fred procura o seu antigo emprego numa drogaria, mas sai desencorajado face ao pequeno salário que lhe é oferecido.  Por falta de maiores qualificações, ele passa a ter dificuldades para conseguir um emprego que lhe permita ter uma vida decente. 

Al volta ao Banco em que trabalhara antes da guerra e lhe é oferecida a gerência de uma carteira responsável por conceder empréstimos aos veteranos de guerra.  De volta ao trabalho, ele sente a falta do espírito cooperativo que existia no exército e passa a beber.

A readaptação de Homer continua difícil.  Sem auto-confiança, ele permanece o tempo todo isolado dos pais e de Wilma.  Esta o procura para falar das incertezas de seu relacionamento e para lhe dizer que continua o amando como antes, mas ele a afasta.  Mais tarde, ele lhe pede desculpas e lhe diz que seu maior problema é devido ao fato das pessoas não o tratarem como uma pessoa normal.

O relacionamento entre Fred e Marie torna-se cada vez mais difícil, desgastado principalmente por sua inabilidade de conseguir melhorar de vida.  Desistindo de encontrar um trabalho decente, ele volta à drogaria e aceita ficar por trás do balcão como vendedor de perfumes.

Um dia, Peggy aparece na drogaria e termina sendo convidada por Fred para almoçarem juntos, quando os dois percebem que estão apaixonados.  Em casa, quando Al toma conhecimento que sua filha está namorando Fred, um homem casado e sem futuro, diz que vai fazer de tudo para separar os dois.  No dia seguinte, ele encontra Fred no Butch's Place e diz o mesmo a ele.  Fred acaba o namoro por telefone e, ao chegar à drogaria, tem uma discussão com um freguês e é despedido.

Certa noite, quando Homer se prepara para dormir, Wilma chega e lhe diz que está indo embora da cidade no dia seguinte, já que ele não a quer mais.  Os dois terminam-se entendendo.

Quanto a Fred, depois que Marie lhe pede o divórcio, decide tentar a vida em outra cidade.  Antes  de partir, entretanto, ele consegue um trabalho na área de construção de casas pré-fabricadas.

O dia do casamento de Homer e Wilma chega e, entre os convidados, encontram-se Peggy, seus pais e Fred.  Ao final da cerimônia, Fred vai até Peggy e a beija.  Os dois percebem que ainda estão apaixonados, mas que devem esperar o fim do processo de divórcio de Fred.

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Comentários

A 2ª Guerra Mundial separou muitas famílias por vários anos.  Com o seu término, verificou-se que inúmeras transformações ocorreram com as pessoas envolvidas:  Muitos sobreviventes voltaram mutilados com pernas ou braços amputados; todos sonhavam em esquecer os horrores da guerra e voltar à vida normal, mas encontraram uma realidade bem diferente; esposas e filhos tornaram-se estranhos; casamentos realizados por impulso às vésperas dos maridos partirem para o front, fracassaram; e mulheres que se engajaram no esforço de guerra, enquanto seus maridos lutavam na Europa e no Pacífico, descobriram uma nova independência.  "Os Melhores Anos de Nossas Vidas" leva em consideração todos esses fatores.

Embora seja um filme longo, com quase 3 horas de projeção, ele é tão envolvente que a gente não sente o tempo passar.  Fredric March tem uma das melhores atuações de sua carreira.  Harold Russell também está ótimo no papel de Homer, o marinheiro que retorna da guerra sem as mãos.  Merecem ainda destaque as interpretações de Myrna Loy e Dana Andrews.

"Os Melhores Anos de Nossas Vidas" foi agraciado com 7 importantes Oscars do ano, inclusive os de Melhor Filme e de Melhor Direção.  Foi ainda indicado a 2 outros Prêmios da Academia de Hollywood.

CAA