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ADEUS, LENIN ! (2003)

Good-bye Lenin !
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Au revoir Lénine! (Canadá francês)
Adeus, Lenine! (Portugal)
Pais: Alemanha
Gênero: Comédia Dramática
Direção: Wolfgang Becker
Roteiro: Wolfgang Becker, Bernd Lichtenberg
Produção: Stefan Arndt, Katja De Bock, Andreas Schreitmüller
Design Produção: Lothar Holler
Música Original: Yann Tiersen
Música Não Original: Wolfgang Richter
Fotografia: Martin Kukula
Edição: Peter R. Adam
Direção de Arte: Matthias Klemme
Figurino: Aenne Plaumann
Guarda-Roupa: Anne Kerstan, Barbara Koeppl, Frank Specht
Maquiagem: Heike Merker, Birger Laube, Björn Rehbein e outros
Efeitos Sonoros: Christoph Dudek, Wolfgang Schukrafft, Dirk Jacob e outros
Efeitos Especiais: Sven Asamoa, Thorsten Thiesse
Efeitos Visuais: Natalie Maximova, Sven Pohle, Gunnar Wittig e outros
Nota: 8.4
Filme Assistido em: 2006

Elenco

Daniel Brühl Alex Kerner
Katrin Sass Christine Kerner
Chulpan Khamatova Lara
Maria Simon Ariane Kerner
Alexander Beyer Rainer
Florian Lukas Denis
Christine Schorn Sra. Schäfer
Jürgen Holtz Sr. Ganske
Jochen Stern Sr. Mehlert
Stefan Walz Sigmund Jähn
Eberhard Kirchberg Dr. Wagner
Hans-Uwe Bauer Dr. Mewes
Michael Gwisdek Klapprath
Armin Dillenberger Gerente do Banco
Hanna Schwamborn Carla
Rafael Hübner Thomas
Maximilian Brunow Sascha
Bojan Heyn Niko
Bastian Lang Frank
Burghart Klaußner Robert Kerner

Prêmios

Academia do Cinema Europeu

Prêmio de Melhor Filme

Prêmio de Melhor Roteiro

Prêmio de Melhor Ator (Daniel Brühl)

Prêmio do Público de Melhor Ator (Daniel Brühl)

Prêmio do Público de Melhor Atriz (Katrin Sass)

Prêmio do Público de Melhor Diretor (Wolfgang Becker)

Círculo de Críticos de Cinema de Londres, Inglaterra

Prêmio Filme em Língua Estrangeira do Ano

Festival Internacional de Berlim, Alemanha

Prêmio Anjo Azul (Wolfgang Becker)

Festival Robert de Copenhague, Dinamarca

Robert de Melhor Filme Não Americano

Festival Internacional de Valladolid, Espanha

Prêmio Especial do Júri (Wolfgang Becker)

Prêmios Bodil - Copenhague, Dinamarca

Bodil de Melhor Filme Não Americano

Prêmios César - Academia das Artes do Cinema, França

César de Melhor Filme da União Européia

Prêmios do Cinema Alemão

Prêmio em Ouro de Melhor Direção (Wolfgang Becker)

Prêmio em Ouro de Melhor Ator Coadjuvante (Florian Lukas)

Prêmio em Ouro de Melhor Edição

Prêmio em Ouro de Melhor Design de Produção

Prêmio em Ouro de Melhor Música

Prêmio do Público de Filme Alemão do Ano

Prêmio de Melhor Filme

Prêmios Goya - Academia Espanhola, Espanha

Goya de Melhor Filme Europeu

Indicações

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira

Academia do Cinema Europeu

Prêmio de Melhor Direção (Wolfgang Becker)

Prêmio de Melhor Atriz (Katrin Sass)

Associação dos Críticos de Cinema da Argentina

Condor de Prata de Melhor Filme Estrangeiro em Língua não Espanhola

Festival Internacional de Berlim, Alemanha

Prêmio Urso de Ouro (Wolfgang Becker)

Festival Internacional de Valladolid, Espanha

Prêmio Espiga de Ouro (Wolfgang Becker)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira

Prêmios do Cinema Alemão

Prêmio em Ouro de Melhor Atriz (Katrin Sass)

Prêmio em Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante (Maria Simon)

Prêmios David di Donatello, Itália

David de Melhor Filme da União Européia

Sindicato dos Jornalistas Críticos de Cinema, Itália

Prêmio Fita de Prata de Melhor Diretor de Filme Estrangeiro (Wolfgang Becker)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Em outubro de 1989, na Berlim Oriental, Christine Kerner é uma militante do Partido Comunista, além de professora e responsável por um coral de jovens adolescentes.  Separada do marido, que passou a viver na Alemanha Ocidental, ela mora com os filhos Alex e Ariane e com a netinha, filha desta última, num pequeno apartamento de 79 m2.

Certo dia, a caminho de uma importante cerimônia do Partido, Christine vê seu filho ser maltratado pela polícia ao participar de uma grande passeata, ocasião em que sofre um violento infarto do miocárdio.  Levada a um hospital, entra em coma profundo.

Os meses se passam e o coma não cede.  Nesse período, ocorrem no País a unificação das duas Alemanhas, a ascensão do capitalismo e do regime democrático, as primeiras eleições livres.  O governo adota a economia de mercado e, por conseqüência, inicia-se a lenta ocidentalização do País, com a chegada de novas marcas de veículos, redes de 'fast-food', supermercados, etc.

Ao final de oito meses, Christine finalmente abre os olhos.  Os médicos, entretanto, alertam a família para o estado fraco de seu coração, incapaz de suportar grandes emoções.  Preocupado com a saúde da mãe, Alex decide esconder dela todos os acontecimentos que resultaram na nova Alemanha.  Sua irmã, Ariane, e sua namorada, Lara, uma jovem russa estudante de enfermagem, que conhecera no hospital, não gostam da idéia mas resolvem cooperar.  Assim, contando com a ajuda dos familiares e de amigos, Alex retira do apartamento todo e qualquer vestígio que lembre o mundo ocidental, de modo que sua mãe seja levada a acreditar que nada mudou.

A situação começa a se complicar quando, embora acamada, Christine demonstra interesse de assistir à televisão.  Desesperado, Alex recorre aos serviços de um amigo diretor de vídeos, o qual concorda em editar noticiários antigos para serem passados como se fossem atuais e ao vivo.  No dia do aniversário da mãe, ele convoca os jovens cantores do coral, o antigo diretor da escola onde ela foi professora e vários outros amigos, todos orientados sobre como se comportarem diante dela.

Sentindo-se melhor, certo dia Christine levanta-se da cama e sai de casa sem ser vista.  Na rua, vê alguns sinais da civilização ocidental, além de uma estátua de Lenin ser transportada por um helicóptero.  Sentindo a falta da mãe, Alex vai ao seu encontro e, em seguida, corre até o amigo produtor de vídeos, a quem pede a elaboração de algum material que justifique a presença local de elementos ocidentais.

Alex, Ariane e Lara decidem levá-la para uma casa afastada, longe da propaganda capitalista.  Alegando tratar-se de uma surpresa, ela viaja com os olhos vendados.  Uma vez lá, Christine, pedindo desculpas aos filhos, resolve fazer-lhes uma confissão.  Ao contrário do que sempre  dissera, o pai não os abandonara.  A ida dele para o ocidente foi cuidadosamente programada pelo casal e ela, juntamente com os filhos, deveria logo a seguir ter ido ao seu encontro.  Infelizmente, com medo de ser presa pela polícia, nunca ousou atravessar a fronteira.  Confessa ainda que, durante muito tempo, recebeu cartas do marido, que se acham guardadas em casa, e que nunca deixou de amá-lo.  Nesse mesmo dia, sua saúde piora, sendo levada às pressas para o hospital.

Depois de examiná-la, os médicos informam que seu estado é crítico.  Aos filhos, Christine diz que seu maior sonho seria poder ver o marido antes de morrer.  Em casa, Ariane encontra as cartas do pai e, por conseqüência, seu endereço.  Alex vai à sua procura e termina conhecendo mais dois irmãos seus.  O pai atende ao seu apelo e volta com ele.  No hospital, visita a ex-mulher em atenção ao seu último pedido.

Finalmente, Christine morre mantendo viva, até o último suspiro, a Alemanha socialista em que vivera por 40 anos.

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Comentários

"Adeus, Lenin !" é uma excelente comédia dramática.  Realizado pelo cineasta alemão, Wolfgang Becker, o filme é uma ode à família.

Tendo como pano de fundo os acontecimentos históricos que levaram à reunificação da Alemanha, o que é mostrado através de imagens de arquivo e de reconstituições, como é o caso da repressão policial a uma manifestação pacífica, a trama versa sobre a determinação e a capacidade de mover montanhas que um filho pode ter para proteger sua mãe e a integridade da célula familiar.

As seqüências marcadas pelo humor, na maioria das vezes, estão ligadas aos artifícios usados pelo filho para explicar certas cenas presenciadas pela mãe como, por exemplo, a reportagem forjada em vídeo para justificar o painel publicitário da Coca-Cola, instalado defronte à janela do quarto dela.  A seqüência em que Christine vê a estátua de Lenin atravessar a cidade suspensa por um helicóptero é também muito interessante e está intimamente ligada ao título do filme.  Já os momentos dramáticos estão ligados aos aspectos românticos e às confissões familiares.

Tecnicamente, o filme é excelente em quase todos os quesitos, destacando-se a eficiente direção de Becker, a edição assinada por Peter Adam e a trilha sonora de Yann Tiersen.  No elenco, Daniel Brühl e Katrin Saß, respectivamente nos papéis de filho e mãe, são os grandes nomes a destacar.

CAA