Filmes por gênero

AGONIA E ÊXTASE (1965)

The agony and the ecstasy
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Ficha Técnica

Outros Títulos: A Agonia e o Êxtase - Miguel Ângelo (Portugal)
L'extase et l'agonie (França)
Il tormento e l'estasi (Itália)
El tormento y el éxtasis (Espanha)
La agonía y el éxtasis (México, Venezuela)
Inferno und Ekstase (Alemanha)
Vånda och extas (Suécia)
Michelangelo - smerte og ekstase (Dinamarca)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Drama, Histórico
Direção: Carol Reed
Roteiro: Philip Dunne
Produção: Carol Reed
Design Produção: John DeCuir
Música Original: Alex North
Direção Musical: Alex North
Fotografia: Leon Shamroy
Edição: Samuel E. Beetley
Direção de Arte: Jack Martin Smith
Figurino: Vittorio Nino Novarese
Guarda-Roupa: Ruggero Peruzzi, Ed Wynigear
Maquiagem: Amato Garbini
Efeitos Sonoros: James Corcoran, Carlton W. Faulkner, Douglas O. Williams
Efeitos Visuais: L. B. Abbott, Emil Kosa Jr.
Nota: 8.5
Filme Assistido em: 1966

Elenco

Charlton Heston Michelangelo Buonarroti
Rex Harrison Papa Júlio II
Diane Cilento Condessa de Médici
Harry Andrews Donato Bramante
Alberto Lupo Duque de Urbino
Adolfo Celi Cardeal Giovanni de Médici
Venantino Venantini Paris De Grassis
John Stacy Sangallo
Fausto Tozzi Contramestre
Tomas Milian Raphael
Paolo Magalotti Guarda do Vaticano

Prêmios

Prêmios David di Donatello, Itália

Prêmio de Melhor Produção de um Filme Estrangeiro

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Fotografia a Cores (Leon Shamroy)

Oscar de Melhor Trilha Sonora (Alex North )

Oscar de Melhor Direção de Arte - Decoração de Cenários (John DeCuir, Jack Martin Smith, Dario Simoni)

Oscar de Melhor Figurino (Vittorio Nino Novarese)

Oscar de Melhores Efeitos Sonoros (James Corcoran)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Ator em um Drama (Rex Harrison)

Prêmio de Melhor Roteiro (Philip Dunne)

Prêmios Laurel, USA

Prêmio Laurel de Ouro de Melhor Ator em um Drama (Rex Harrison)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Depois de realizar vários trabalhos para o Papa Júlio II, Michelangelo Buonarroti é por ele chamado ao Vaticano, no início de 1508, para pintar o teto da Capela Sistina.  A idéia do Papa é a de que o artista pinte as figuras dos doze apóstolos, complementadas com alguns elementos decorativos.  Não se achando familiarizado com as técnicas do afresco, já que se considera, antes de tudo, um escultor, Michelangelo tenta inutilmente fugir da encomenda, inclusive alegando ter recebido uma proposta irrecusável, do sultão da Turquia, para construir uma grande ponte.

Júlio II, manipulado por seu arquiteto, Donato Bramante, que por inveja deseja ver arruinada a carreira do artista, insiste em sua proposta que termina sendo por ele aceita.  Os trabalhos começam em maio daquele ano, quando Michelangelo recusa o andaime construído para a obra por Bramante.  Com a ajuda de seus melhores auxiliares trazidos de Florença, ele constrói outro que, ao contrário do de Bramante, não perfura o teto ou as paredes da Capela.

Não satisfeito com os primeiros esboços, Michelangelo os destrói e desaparece de Roma, indo refletir em Carrara.  Furioso, Júlio II ordena que ele seja caçado em toda a Itália.  Enquanto isso, em Carrara, ao admirar as nuvens, ele vislumbra várias imagens como, por exemplo, as que representam a criação do homem.  Seguro do que quer para o teto da Capela, ele vai ao encontro de Júlio II, em plena frente de batalha, onde expõe suas idéias.

O trabalho avança lentamente.  Durante mais de um ano, o Papa não lhe paga um único ducado.  Impaciente com a demora da obra, Júlio II constantemente vem perturbar a concentração do artista, gerando discussões entre eles.

Certo dia, Michelangelo passa mal e cai de uma razoável altura.  Sua grande amiga, a Condessa de Médici chega para cuidar dele, que passa uma semana sem comer nem dormir.  Enquanto isso, depois de conhecer uma grande obra de Raphael, Júlio II procura Michelangelo para lhe dizer que ele está livre para voltar para Florença, já que tomou as providências para que os trabalhos da Capela Sistina sejam entregues a Raphael.  Mesmo sem condições físicas, Michelangelo reassume os trabalhos.

Os francesas invadem a Lombardia, enquanto os alemães estão a um passo de Brenner.  Ferrara e Bolonha se unem contra Júlio II.  Milão é sitiada.  Diante dessa situação, o Papa se vê obrigado a partir para a luta contra seus inimigos, muito embora não conte com um exército adequado.  Derrotado, volta à Roma, onde aguarda a chegada dos conquistadores.  A sorte muda de lado, no entanto, quando espanhóis, suíços e até o rei Henrique da Inglaterra decidem apoiar o Pontífice.

Quando finalmente a pintura do teto da Capela Sistina é concluída, é celebrada uma missa solene.  A seguir, Júlio II procura Michelangelo, a quem pede que comece a pensar na pintura da parede que fica por trás do altar, onde ele deve representar uma cena do Juízo Final.

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Comentários

Baseado num livro de Irving Stone, "Agonia e Êxtase" é um ótimo filme sobre uma das maiores obras de arte já produzidas: A pintura do teto da Capela Sistina, pelo grande mestre florentino, Michelangelo  Buonarroti.

Realizado pelo cineasta Carol Reed, o filme parte de um fabuloso roteiro escrito por Philip Dunne.  A direção de Reed é meticulosa, a fotografia de Leon Shamroy é muito boa e a trilha sonora, assinada por Alex North, é belíssima.

O período do século XVI, no qual se passam os fatos foi, sem dúvida, um dos mais fascinantes da história universal, e o Papa Júlio II, um dos grandes patronos da arte de seu tempo.

Rex Harrison está soberbo no papel do guerreiro Papa Júlio II.  Charlton Heston também realiza um grande trabalho como Michelangelo.  No elenco de apoio, os atores que mais se destacam são Diane Cilento, Adolfo Celi e  Harry Andrews.

CAA