Filmes por gênero

AS DUAS FACES DE UM CRIME (1996)

Primal fear
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Ficha Técnica

Outros Títulos: A raíz do medo (Portugal)
Peur primale (França)
Terreur extrême (Canadá)
Schegge di paura (Itália)
La verdad desnuda (Argentina)
Las dos caras de la verdad (Espanha)
La raiz del miedo (México)
Et spørsmål om skyld (Noruega)
Первобытный страх (Rússia)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Crime, Drama, Suspense
Direção: Gregory Hoblit
Roteiro: Steve Shagan, Ann Biderman
Produção: Gary Lucchesi
Design Produção: Jeannine Claudia Oppewall
Música Original: James Newton Howard
Direção Musical: Artie Kane
Fotografia: Michael Chapman
Edição: David Rosenbloom
Direção de Arte: William Arnold
Figurino: Betsy Cox
Guarda-Roupa: Kimberly Guenther Durkin, Adrienne Wait, Elaine Davis
Maquiagem: Hallie D'Amore, Margaret Elliott, Tom Lucas
Efeitos Sonoros: Bruce Fortune, Cameron Frankley, Pamela Bentkowski e outros
Efeitos Especiais: Tom Ryba, Matthew Mungle, Don Riozz McNichols
Efeitos Visuais: Rob Burton, Mark Galvin, Rick Lopez e outros
Nota: 8.0
Filme Assistido em: 1997

Elenco

Richard Gere Martin Vail
Laura Linney Janet Venable
John Mahoney John Shaughnessy
Alfre Woodard Juíza Miriam Shoat
Frances McDormand Dra. Molly Arrington
Edward Norton Aaron Stampler
Terry O'Quinn Bud Yancy
André Braugher Tommy Goodman
Steven Bauer Joey Pinero
Joe Spano Capt. Abel Stenner
Tony Plana Martinez
Stanley Anderson Arcebispo Richard Rushman
Maura Tierney Naomi Chance
Jon Seda Alex
Reg Rogers Jack Connerman
Kenneth Tigar Dr. Weil
Brian Reddy Inspetor Woodside
Christopher Carroll M. C.
Azalea Davila Linda Forbes
Rosalie Lewis Estenógrafa
Wendy Cutler Lou
Ron O.J. Parson Turner
Joseph Luis Caballero Joe

Prêmios

Associação de Críticos de Cinema de Los Angeles, EUA

Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Edward Norton)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Edward Norton)

Sociedade dos Críticos de Cinema de Boston

Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Edward Norton)

Associação dos Críticos de Cinema de Chicago

Prêmio de Melhor Revelação Masculina (Edward Norton)

Círculo dos Críticos de Cinema da Flórida, USA

Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Edward Norton)

Círculo dos Críticos de Cinema de Kansas City, USA

Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Edward Norton)

Sociedade dos Críticos de Cinema do Texas, EUA

Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Edward Norton)

Associação dos Críticos de Cinema do Sudeste, Estados Unidos

Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Edward Norton)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (Edward Norton)

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Edward Norton)

Academia de Filmes de Ficção Científica, Fantasia e Horror, USA

Prêmio Saturn de Melhor Ator Coadjuvante (Edward Norton)

Associação dos Críticos de Cinema de Chicago

Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Edward Norton)

Prêmios da MTV, Estados Unidos

Prêmio de Melhor Vilão (Edward Norton)

Sociedade Nacional dos Críticos de Cinema dos Estados Unidos

Preêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Edward Norton)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Aaron Stampler é um jovem de 19 anos muito ligado ao Arcebispo Richard Rushman, a quem tinha como a um pai.  Quando Rushman é assassinado com 78 golpes de faca e o jovem é encontrado em fuga com as roupas manchadas de sangue, este é imediatamente preso sob a acusação de ser o autor do violento crime.

Quando o Dr. Martin Vail, um ex-promotor que se tornou um advogado bem-sucedido, ouve falar sobre o caso, decide defendê-lo sem cobrar honorários.  É que ele é ávido pelos holofotes da mídia, como forma de promover sua carreira, além de ter uma incrível necessidade de vencer.

Em seu primeiro contato com Aaron, Martin sai com a impressão de que o jovem é uma pessoa muito calma e tímida, incapaz de cometer um crime tão bárbaro.

Com a ajuda de Tommy Goodman, seu investigador nesse caso, Martin flagra um jovem no quarto de Aaron.  Ao vê-los, o rapaz foge e os dois o perseguem até conseguirem apanhá-lo.  Pressionado, o desconhecido confessa que procurava uma fita de vídeo, com cenas de sexo explícito, da qual participavam ele, uma garota de nome Linda e Aaron, fita essa produzida sob a orientação do arcebispo Rushman.  Segundo ele, Aaron deve ter ido recuperar a fita, ocasião em que algo saiu errado, obrigando-o a assassinar o religioso.

Martin consegue localizar a tal fita de vídeo e volta à prisão para falar com Aaron.  Ele o encontra em companhia da Dra. Molly Arrington, uma psiquiatra que o está assistindo.  Na ocasião, o advogado vê o tímido jovem transformar-se numa pessoa violenta e perigosa que atende pelo nome de Roy.  Martin é agressivamente atacado por ele que, depois de alguns minutos, volta a ser o pacato Aaron.  A Dra. Arrington explica ao advogado que o jovem sofre de um caso de múltiplas personalidades e que, se necessário, acha-se disposta a testemunhar a respeito.  Ele lhe agradece mas lhe informa que não pode mudar a alegação  no meio do julgamento, além de ser dificílimo atestar insanidade.

De volta ao seu escritório, o advogado resolve enviar anonimamente uma cópia da fita de vídeo à promotora Janet Venable, sua ferrenha adversária no tribunal e namorada na vida real.  Furiosa, ela conclui que se trata de uma jogada de Martin e vai tomar satisfações junto a ele, que nega qualquer envolvimento com o assunto.

De qualquer forma, a estratégia de Martin dá certo, na medida em que Janet termina apresentando a fita de vídeo ao tribunal com a intenção de desqualificar o advogado, já que a forma como ele a conseguiu é condenável.  Dentro de sua estratégia de defesa, Martin convoca a Dra. Arrington a depor, a qual fala da dupla personalidade do acusado, enfatizando que ele é uma pessoa incapaz de praticar um homicídio, quando se encontra em seu estado normal.  Janet tenta desqualificar as colocações da médica, mas esta lhe diz que ela está agindo assim por não raciocinar como uma pessoa doente.

Em seguida, o advogado convoca Aaron a depor.  Ao inquiri-lo, procura agir de forma a não irritá-lo, o que faz com que toda a Corte, inclusive os jurados, fiquem com a impressão de que o rapaz é, realmente, uma pessoa dócil e humilde.  Ao terminar, cede a palavra à promotora.  Janet, ao contrário, procura mostrar exatamente o oposto.  Assim, num certo momento, completamente transtornado e assumindo a personalidade de Roy, o jovem pula em cima da promotora e, por pouco, não a mata.

Aaron é retirado do local pelos guardas da segurança, enquanto a juíza Shoat convoca os dois advogados para uma reunião em sua sala.  Lá, ela informa que vai dispensar o júri e alegar inocência por insanidade.  Segundo ela, o réu será enviado a um sanatório para avaliação por um período de 30 dias.

Ao deixar o tribunal, Martin vai à prisão informar Aaron que ele vai ser considerado inocente por insanidade, oportunidade em que descobre que o jovem é realmente um frio assassino, que enganou a todos, ao se passar por uma pessoa calma, tranqüila e humilde.

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Comentários

Baseado num best-seller de William Diehl, "As Duas Faces de um Crime" é um ótimo filme de tribunal, com uma boa dose de suspense.  Realizado pelo cineasta Gregory Hoblit, o filme narra o esforço de um bem-sucedido advogado para tentar inocentar um jovem acusado de ter assassinado barbaramente um conceituado e influente arcebispo de Chicago.

Muito bem escrito pelos roteiristas Steve Shagan e Ann Biderman, e contando com uma direção segura de Hoblit, "As Duas Faces de um Crime" nos brinda com grandes momentos de tensão e ótimas atuações dos principais atores, com ênfase para Edward Norton, no papel do jovem Aaron Stampler.  Richard Gere,  Laura Linney e Alfre Woodard também merecem ser mencionados por seus respectivos trabalhos.

CAA