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PASSAGEM PARA MARSELHA (1944)

Passage to Marseille
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Passage pour Marseille (França)
Cap sur Marseille (Bélgica)
Il giuramento dei forzati (Itália)
Pasaje para Marsella (Espanha)
Fahrkarte nach Marseille (Alemanha)
På väg mot Marseille (Suécia)
Mænd uden fædreland (Dinamarca)
Podróz do Marsylii (Polônia)
Átkelés Marseille-be (Hungria)
Путь в Марсель (União Soviética)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Drama, 2ª Guerra Mundial
Direção: Michael Curtiz
Roteiro: Casey Robinson, Jack Moffitt
Produção: Hal B. Wallis
Música Original: Max Steiner
Direção Musical: Leo F. Forbstein
Fotografia: James Wong Howe
Edição: Owen Marks
Direção de Arte: Carl Jules Weyl
Figurino: Leah Rhodes
Maquiagem: Perc Westmore
Efeitos Sonoros: Everett A. Brown
Efeitos Especiais: Jack Cosgrove, Edwin B. DuPar
Nota: 8.4
Filme Assistido em: 1948

Elenco

Humphrey Bogart Jean Matrac
Claude Rains Capitão Freycinet
Michèle Morgan Paula Matrac
Victor Francen Capitão Patain Malo
Sydney Greenstreet Major Duval
Philip Dorn Renault
Peter Lorre Marius
George Tobias Petit
Helmut Dantine Garou
John Loder Manning
Mark Stevens Tenente Hastings
Vladimir Sokoloff Grandpere
Eduardo Ciannelli Engenheiro Chefe
Louis Mercier Engenheiro
Charles La Torre Tenente Lenoir
Konstantin Shayne 1º Imediato
André Charlot Juiz
Carmen Beretta Esposa de Petit
Diane DuBois Filha de Petit
Jean Del Val Raoul
Peter Miles Jean Matrac Jr.
David Powell Operador de rádio inglês
Corinna Mura Cantora
Suzette O'Neill Florista
Frank Puglia Guarda
Fred Aldrich Marinheiro
John Bagni Marinheiro
Albert Baldo Marinheiro
John Daheim Marinheiro
Jack Stoney Marinheiro

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Em algum lugar na Inglaterra, o correspondente de guerra Manning chega à base de um esquadrão da França livre, liderada pelo Capitão Freycinet e fica particularmente impressionado com Jean Matrac, um artilheiro.

Mais tarde, ele pede a Freycinet para contar a história de Matrac:
Com a eclosão da guerra, Freycinet recebe ordens para retornar para a França do sudeste da Ásia. A bordo do navio, o “Ville de Nancy”, encontram-se o Major Duval, um seguidor do Marechal Philippe Pétain e alguns de seus homens. Eles logo recebem a notícia de que os alemães haviam atravessado a linha Maginot.

Logo depois de passarem pelo Canal do Panamá, a tripulação encontra um barco suspeito com cinco homens quase mortos: Jean Matrac, Petit, Renault, Marius e Garou, que dizem ser mineiros venezuelanos tentando voltar à França, mas o Major Duval supeita que sejam prisioneiros que fugiram da Colônia Penal da Ilha do Diabo.

O Capitão Patain Malo se recusa a prender os homens, como sugerido pelo Major Duval, e eles são autorizados a trabalhar como forma de pagarem pela passagem. Depois que o Capitão Freycinet adverte os cinco homens sobre as suspeitas do major, Renault admite que são fugitivos da Ilha do Diabo e explica como escaparam: Petit foi preso por matar um policial, ao defender sua fazenda; Garou assassinou sua namorada durante um arrufo de namorados; Marius é um arrombador de cofres; e Renault é um desertor do exército. Na Ilha do Diabo, as horríveis condições a que os presidiários eram submetidos, os levaram a planejar uma fuga. Para líder, eles escolheram Matrac, que fora enviado para a Ilha do Diabo por suas atividades políticas na França: Em 1938, Matrac era um jornalista e fervoroso antinazista. Seu jornal fora destruído depois que ele denunciara Édouard Daladier por assinar o Pacto de Munique com Adolf Hitler. Matrac e Paula, sua namorada, foram para o interior, onde se casaram, mas pouco tempo depois ele foi acusado da morte de um jornalista ocorrida durante o ataque a seu jornal. Condenado por assassinato, ele foi enviado para a Ilha do Diabo.

Após ouvir suas histórias, o Capitão Freycinet concorda em ajudá-los. Depois que o Marechal Pétain assina um armistício com a Alemanha, o Capitão Malo teme que sua carga, minério de níquel valioso, caia nas mãos dos nazistas, se ele atracar em Marselha. Assim, ele decide mudar o curso para a Inglaterra. Ao descobrirem a mudança de rumo, o Major Duval e os partidários de Pétain tentam tomar o navio, mas são frustrados pelos marinheiros e os condenados.

Um dos homens do Major Duval usa um rádio para informar a posição do navio para os alemães. Assim, vários homens são mortos durante um ataque aéreo antes que Matrac abata o avião inimigo. Ao chegarem à Inglaterra, Matrac toma conhecimento de que tem um filho. Ele voa até a casa de Paula, no interior da França, e deixa cair uma carta para ela. À noite, no entanto, seu avião é seriamente atingido e ele morre segurando uma carta escrita para o filho, que o Capitão Freycinet, mais tarde, lê diante de seu túmulo.

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Comentários

Realizado pelo cineasta Michael Curtiz, a partir de um roteiro escrito por Casey Robinson e Jack Moffitt, “Passagem para Marselha” foi a primeira tentativa da Warner Bros. explorar o sucesso obtido, dois anos antes, com o inesquecível “Casablanca”. A direção de Michael Curtiz, a trilha sonora de Max Steiner, a maquiagem de Perc Westmore e os principais atores, Humphrey Bogart, Sydney Greenstreet, Peter Lorre e Claude Rains são os mesmos nos dois filmes. Apenas a bela Ingrid Bergman, de “Casablanca”, foi substituída pela francesa Michèle Morgan.

Na direção, Curtiz impõe uma boa dose de tensão, notadamente na segunda parte do filme, beneficiada pela bela fotografia em preto e branco de James Wong Howe, e pela excelente trilha sonora a cargo de Max Steiner.

No elenco, Humphrey Bogart brilha no papel de Jean Matrac, seguido pelas ótimas atuações de Claude Rains, Michèle Morgan, Sydney Greenstreet e Peter Lorre.

CAA