Filmes por gênero

CIDADÃO KANE (1941)

Citizen Kane
imagem

Ficha Técnica

Outros Títulos: O mundo a seus pés (Portugal)
Citoyen Kane (Bélgica)
Ciudadano Kane (Espanha)
El ciudadano (Argentina, Venezuela, Uruguai)
Quarto potere (Itália)
En sensation (Suécia)
Den store mand (Dinamarca)
Гражданин Кейн (União Soviética)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Drama
Direção: Orson Welles
Roteiro: Orson Welles, Herman J. Mankiewicz
Produção: Orson Welles
Música Original: Bernard Herrmann
Fotografia: Gregg Toland
Edição: Robert Wise
Direção de Arte: Van Nest Polglase
Figurino: Edward Stevenson
Guarda-Roupa: Claire Cramer
Maquiagem: Mel Berns, Maurice Seiderman
Efeitos Sonoros: Bailey Fesler, James G. Stewart, John Aalberg
Efeitos Especiais: Vernon L. Walker
Efeitos Visuais: Russell A. Cully
Nota: 9.9
Filme Assistido em: 1953

Elenco

Orson Welles Charles Foster Kane
Joseph Cotten Jedediah Leland, repórter do Newsreel
Dorothy Comingore Susan Alexander Kane
Agnes Moorehead Sra. Mary Kane
Ruth Warrick Emily Monroe Norton Kane
Ray Collins James W. Gettys
Erskine Sanford Herbert Carter, Editor-Chefe do Newsreel
Everett Sloane Sr. Bernstein, gerente geral
William Alland Jerry Thomson, repórter / Narrador
Paul Stewart Raymond, mordomo de Kane
George Coulouris Walter Parks Thatcher
Fortunio Bonanova Signor Matista
Philip Van Zandt Sr. Rawlston
Georgia Backus Srta. Bertha Anderson
Harry Shannon Pai de Kane
Sonny Bupp Charles Foster Kane III
Thomas A. Curran Teddy Roosevelt
Buddy Swan Kane, aos 8 anos
Alan Ladd Repórter
Arthur O'Connell Repórter
Edmund Cobb Repórter
Eddie Coke Repórter
Louise Currie Repórter, na Xanadu
Irving Mitchell Dr. Corey
Philip Morris Político
Joan Blair Georgia
Robert Dudley Fotógrafo

Prêmios

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Roteiro Original (Herman J. Mankiewicz, Orson Welles)

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Filme

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Direção (Orson Welles)

Oscar de Melhor Ator (Orson Welles)

Oscar de Melhor Trilha Sonora Original de um Drama (Bernard Herrmann)

Oscar de Melhor Gravação de Som (John Aalberg)

Oscar de Melhor Edição (Robert Wise)

Oscar de Melhor Filme

Oscar de Melhor Fotografia em Preto e Branco (Gregg Toland )

Oscar de Melhor Direção de Arte - Decoração de Interiores (Perry Ferguson, Van Nest Polglase, A. Roland Fields, Darrell Silvera)

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Direção (Orson Welles)

Prêmio de Melhor Ator (Orson Welles)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

A história conta como o repórter Jerry Thompson reconstitui a trajetória do empresário da imprensa Charles Foster Kane, buscando decifrar o significado de sua última palavra no leito de morte: "rosebud".  A morte de Kane comovera a nação e descobrir o porquê daquela palavra se torna uma obsessão para o jornalista, que acredita poder encontrar nela a chave do significado daquela vida atribulada.

O repórter entrevista, então, as pessoas próximas a Kane.  Um emaranhado de informações vai se costurando, desde a infância pobre, revelando um Kane por vezes perturbado, mas sempre ambicioso.  Essa multiplicidade de fontes usadas pelo repórter cria um conjunto de perspectivas diferentes, funcionando como peças do quebra-cabeças que os espectadores vão montando.

Kane herda uma fortuna e deixa de viver com os pais para ser criado por um banqueiro, Walter Parks Thatcher.   Dentre todos os negócios que passam às suas mãos na maioridade, resolve dedicar-se ao jornalismo.

Atraindo as estrelas dos veículos concorrentes com salários maiores e praticando um jornalismo agressivo (que freqüentemente descamba para o sensacionalismo), Kane, ajudado por seu melhor amigo, Jedediah Leland, consegue construir um verdadeiro império da mídia.  Quando se casa com Emily Norton, sobrinha do Presidente, Kane é um dos homens mais poderosos da América.   

Tenta carreira na política, concorrendo a governador como candidato independente; quando parece ter a vitória nas mãos, o outro candidato, Jim Gettys, traz a público um 'caso' de Kane com Susan Alexander, cujo escândalo provoca sua derrota.  Logo a seguir, ele se divorcia de sua primeira esposa, casa-se com Susan e se isola em seu inacabado palácio de Xanadu.  Com o passar dos anos, ele se torna cada vez mais amargo, até que Susan, cansada do isolamento em Xanadu, o deixa.

Depois de dois casamentos fracassados, passa seus últimos dias sozinho no palácio que construiu e para o qual levou tudo que o dinheiro podia comprar, desde obras de arte de valor inestimável até os animais mais exóticos do planeta.

Aos poucos, vai perdendo suas virtudes e aumentando seus defeitos.  Pode ser retrospectivamente visto como alguém amargo, sombrio, arrogante, manipulador, cruel e impiedoso.  Sua trajetória, no entanto, encerra muito do sonho americano: idealismo, espírito de iniciativa, fama, dinheiro, poder, mulheres, imortalidade.

imagem

Comentários

Como filme, "Cidadão Kane" é um poderoso e dramático conto sobre o uso e abusos do dinheiro e do poder.  É uma clássica tragédia americana sobre um homem de grande visão e de grande cobiça que chega ao topo e, depois, arruína-se e aos que estão à sua volta.

Um dos aspectos que tornam esse filme uma verdadeira obra-prima visual é, sem dúvida, a memorável fotografia de Gregg Toland.  O filme faz uso de flashbacks, sombras, tem longas seqüências sem cortes, mostra tomadas de baixo para cima, distorce imagens para aumentar a carga dramática; a iluminação é pouco convencional, o foco transita do primeiro plano para o background, os diálogos são sobrepostos e os closes usados com contenção.  Na realidade, é impossível discutir "Cidadão Kane" sem mencionar Toland.

Sem contar com a genialidade de Orson Welles, o elenco principal é de primeiríssima linha, com interpretações sempre perfeitas.

Ousado, inovador e com um conteúdo extremamente rico, muitas empresas de grande porte, inclusive algumas multinacionais, têm utilizado "Cidadão Kane" como material de debate em seus seminários internos para executivos.

CAA