Filmes por gênero

BLOWUP: DEPOIS DAQUELE BEIJO (1966)

Blowup
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Ficha Técnica

Outros Títulos: História de um fotógrafo (Portugal)
Blowup - Deseo en una mañana de verano (Espanha, Peru, México)
Ekstaze '67 (Alemanha)
Blow-up - förstoringen (Suécia)
Uvećanje (Sérvia)
Powiekszenie (Polônia)
Nagyítás (Hungria)
Фотоувеличение (Rússia)
Pais: Reino Unido, Itália, Estados Unidos
Gênero: Drama, Mistério, Suspense
Direção: Michelangelo Antonioni
Roteiro: Michelangelo Antonioni, Tonino Guerra
Produção: Carlo Ponti
Música Original: Herbie Hancock
Fotografia: Carlo Di Palma
Edição: Frank Clarke
Direção de Arte: Assheton Gorton
Figurino: Jocelyn Rickards
Guarda-Roupa: Rebecca Breed
Maquiagem: Paul Rabiger
Efeitos Sonoros: Robin Gregory, Mike Le Mare, J.B. Smith
Nota: 8.8
Filme Assistido em: 1967

Elenco

Vanessa Redgrave Jane
Sarah Miles Patricia
David Hemmings Thomas
John Castle Bill
Jane Birkin A loura
Gillian Hills A morena
Peter Bowles Ron
Veruschka von Lehndorff Ela própria
Claude Chagrin Mímico
Julian Chagrin Mímico
Susan Broderick Proprietária de Antiquário
Tsai Chin Recepcionista de Thomas
Susan Brodrick Proprietária de uma Loja de Antiguidades
Melanie Hampshire Modelo
Jill Kennington Modelo
Rosaleen Murray Modelo
Peggy Moffitt Modelo
Ann Norman Modelo
Chas Lawther Garçom
Mary Khal Editora de Moda
Ronan O'Casey Amante de Jane
Julio Cortázar Sem-Teto

Prêmios

Festival Internacional de Cannes, França

Prêmio Palma de Ouro (Michelangelo Antonioni)

Sindicato dos Jornalistas Críticos de Cinema, Itália

Prêmio Fita de Prata de Melhor Diretor de Filme Estrangeiro (Michelangelo Antonioni)

Sindicato Francês dos Críticos de Cinema, França

Prêmio da Crítica de Melhor Filme Estrangeiro (Michelangelo Antonioni)

Círculo dos Críticos de Cinema de Kansas City, USA

Prêmio de Melhor Direção (Michelangelo Antonioni)

Sociedade Nacional dos Críticos de Cinema dos Estados Unidos

Prêmio de Melhor Filme

Prêmio de Melhor Diretor (Michelangelo Antonioni)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Direção (Michelangelo Antonioni)

Oscar de Melhor Roteiro Original (Michelangelo Antonioni, Tonino Guerra, Edward Bond)

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Filme Britânico (Michelangelo Antonioni)

Prêmio de Melhor Fotografia Britânica (Carlo Di Palma)

Prêmio de Melhor Direção de Arte Britânica (Assheton Gorton)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro de Língua Inglesa

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Filme

Prêmio de Melhor Direção (Michelangelo Antonioni)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Thomas é um arrogante fotógrafo profissional de moda que vive insatisfeito com sua vida e com as jovens que diariamente o perseguem para que ele as fotografe e as transforme em famosas modelos.  É claramente um produto de uma época de revoluções culturais, sociais, sexuais, de uma sociedade permissiva.

Certo dia, ao passar por um parque londrino, sempre acompanhado de sua câmera fotográfica, Thomas avista um casal a uma certa distância e começa a fotografá-lo.  Ao vê-lo, a jovem mulher, chamada Jane, corre até ele a quem pede desesperadamente que lhe entregue o rolo fotográfico.

Como ele se nega a fazê-lo, ela descobre o endereço de seu estúdio e vai até lá.  Disposta a ter os negativos das fotos tiradas no parque, a qualquer preço, ela tenta seduzi-lo, mas ele a engana entregando-lhe um outro rolo qualquer.  Na ocasião, ele lhe pede que deixe seu número telefônico, mas ela escreve num pedaço de papel um número falso.

Ao revelar as tais fotos, Thomas descobre com surpresa que, sem querer, pode ter documentado um assassinato, já que, junto a um arbusto, aparece o corpo de um homem morto.  Ato contínuo, volta ao parque e realmente encontra o cadáver de um homem no mesmo local indicado na fotografia.  De volta a seu estúdio, uma nova surpresa:  com exceção da foto que mostra o homem morto, todas as demais desapareceram sem qualquer explicação.

Após telefonar para Ron, editor de um livro sobre fotografias que está sendo preparado por ele, Thomas pega seu conversível e sai a fim de se encontrar com o amigo.  No caminho, avista Jane no meio de um grupo que assiste a um concerto.  Após estacionar seu carro, corre a seu encontro mas a jovem mulher desaparece na multidão.

Thomas continua a procurar Ron e o encontra numa festa de jovens onde todos estão curtindo algum tipo de droga, principalmente maconha.  Thomas diz ao amigo que ele precisa ir até o parque a fim de ver o cadáver do homem assassinado.  Ron, entretanto, não dá a menor importância ao fato.

Na manhã seguinte, o fotógrafo volta sozinho ao local do crime, mas não encontra o menor vestígio de que algo tenha acontecido por ali.  Caminhando ainda pelo parque, Thomas encontra um grupo de jovens mímicos que se dirigem para uma quadra de tênis e resolve acompanhá-los.  Uma vez na quadra, dois dos mímicos jogam uma partida, sem bola nem raquetes.  Quando a imaginária bola cai fora da quadra,  o fotógrafo vai até o local onde supostamente ela caiu, e a devolve aos mímicos.

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Comentários

"Blowup: Depois Daquele Beijo" é mais uma excelente realização do grande cineasta italiano, Michelangelo Antonioni, que também participou da elaboração de seu ótimo roteiro.  Nele, o mestre tenta retratar a Londres dos anos 60, com uma sociedade em plena transformação, tanto do ponto de vista social quanto do sexual, com os jovens lidando com o amor livre e as drogas.

O filme é polêmico, ousado e, acima de tudo, difícil de ser assimilado numa primeira leitura.  É certamente um filme de arte, daqueles que deixa o espectador, ao sair do cinema, meio confuso e a se perguntar se realmente conseguiu decifrar a mensagem proposta por Antonioni.  E o sucesso do filme reside exatamente nisso: fazer o espectador pensar.

Antonioni faz uso de insinuações, bem como, de simbolismos, como nos casos dos mímicos e da guitarra quebrada.  Em uma de suas mensagens, o cineasta procura dizer que cada um percebe a realidade de sua própria forma, ou seja, daquela que ele quer que seja vista.  Na seqüência final, por exemplo, quando o fotógrafo devolve a bola de tênis imaginária para dentro da quadra, ele aceita ser a realidade apenas uma ilusão.  Dentro dessa ótica, o espectador pode, por exemplo, afirmar que as fotos tiradas no parque retratam um assassinato que pode ter ocorrido ou não.

Tecnicamente, "Blowup: Depois Daquele Beijo" é muito bom, com longas tomadas e pouca edição e, sem dúvida, com a magnífica fotografia de Carlo Di Palma.

CAA