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2001 - UMA ODISSÉIA NO ESPAÇO (1968)

2001: a space odyssey
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Ficha Técnica

Outros Títulos: 2001, l'odyssée de l'espace (França, Canadá)
2001: Odissea nello spazio (Itália)
2001: Una odisea del espacio (Espanha, Argentina)
2001: Odisea del espacio (México, Peru, Colômbia)
2001: Odyssee im Weltraum (Alemanha)
År 2001 - Ett rymdäventyr (Suécia)
Svemirska odiseja 2001 (Sérvia)
Odiseea spatiala 2001 (Romênia)
Pais: Estados Unidos, Reino Unido
Gênero: Ficção Científica, Mistério
Direção: Stanley Kubrick
Roteiro: Stanley Kubrick, Arthur C. Clarke
Produção: Stanley Kubrick
Design Produção: Ernest Archer, Anthony Masters, Harry Lange
Coreografia: Adrian Haggard, Daniel Richter, Roy Simpson
Fotografia: Geoffrey Unsworth
Edição: Ray Lovejoy
Direção de Arte: John Hoesli
Guarda-Roupa: Hardy Amies
Maquiagem: Stuart Freeborn, Charles E. Parker
Efeitos Sonoros: A.W. Watkins, Winston Ryder, H.L. Bird, J.B. Smith
Efeitos Especiais: George Pollack, Charles Staffell, Wally Gentleman
Efeitos Visuais: Stanley Kubrick, Tom Howard, Con Pederson e outros
Nota: 9.4
Filme Assistido em: 1969

Elenco

Keir Dullea Dr. Dave Bowman
Gary Lockwood Dr. Frank Poole
William Sylvester Dr. Heywood R. Floyd
Daniel Richter Observador Lunar
Leonard Rossiter Dr. Andrei Smyslov
Margaret Tyzack Elena
Robert Beatty Dr. Rolf Halvorsen
Sean Sullivan Dr. Bill Michaels
Douglas Rain HAL 9000
Frank Miller Controlador da Missão (Voz)
Bill Weston Astronauta
Glenn Beck Astronauta
Ed Bishop Capitão da Ponte Lunar
Ann Gillis Mãe de Poole
Alan Gifford Pai de Poole
John Ashley Primata
Edwina Carroll Tripulante da Aries 1B
Penny Brahms Tripulante
Heather Downham Tripulante
Krystyna Marr Cientista russa
Irena Marr Cientista russa
David Fleetwood Primata
Mike Lovell Primata
Jimmy Bell Primata
Danny Grover Primata
John Jordan Primata

Prêmios

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhores Efeitos Visuais (Stanley Kubrick)

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Fotografia (Geoffrey Unsworth )

Prêmio de Melhor Direção de Arte (Anthony Masters, Harry Lange, Ernest Archer )

Prêmio de Melhor Trilha Sonora (Winston Ryder)

Prêmios David di Donatello, Itália

Prêmio de Melhor Produção de um Filme Estrangeiro (Stanley Kubrick)

Prêmios Hugo

Hugo de Melhor Apresentação Dramática (Stanley Kubrick, Arthur C. Clarke)

Círculo dos Roteiristas de Cinema, Espanha

Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro

Círculo dos Críticos de Cinema de Kansas City, USA

Prêmio de Melhor Filme

Prêmio de Melhor Direção (Stanley Kubrick)

Prêmios Laurel, USA

Prêmio Laurel de Ouro de Melhor Road-Show

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Direção (Stanley Kubrick)

Oscar de Melhor Roteiro Original (Stanley Kubrick, Arthur C. Clarke)

Oscar de Melhor Direção de Arte - Decoração de Cenários (Anthony Masters, Harry Lange, Ernest Archer)

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio Nações Unidas (Stanley Kubrick)

Prêmio de Melhor Filme (Stanley Kubrick)

Grêmio dos Diretores da América

Prêmio por Direção Excepcional (Stanley Kubrick)

Sociedade Nacional dos Críticos de Cinema dos Estados Unidos

Prêmio de Melhor Fotografia (Geoffrey Unsworth)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Em uma paisagem árida, vivem uma série de animais ferozes e um tipo de animal fraco, claramente não muito adaptado a seu mundo.  Um ser que ainda não é bípede, que vive em grupos e se alimenta do que consegue pegar com suas mãos ainda não desenvolvidas.  É presa fácil para predadores que vivem na região. Freqüentemente, luta com um grupo rival, aos gritos por conta da única fonte de água do local.  Este é uma promessa do ser humano.

Numa certa manhã, um deles desperta atraído por algo estranho.  Aos gritos, começa a acordar o resto do bando que, como ele, se assusta.  O grupo está diante de uma figura geometricamente perfeita e claramente não pertencente ao seu mundo.  Trata-se de um monólito.

Os primatas aproximam-se dele aos pulos e gritos.  Um, mais curioso, chega a tocar no monólito de leve.  A vida volta ao normal até que um deles se aproxima dos ossos expostos de um quadrúpede que morrera nas redondezas.  Relutantemente, ele pega um dos vários ossos espalhados pelo chão e começa a brincar com ele.  Com confiança crescente, ele segura o osso com mais força e termina descobrindo o uso das ferramentas, começando o domínio do homem sobre o planeta. No dia seguinte, quando começa a guerra de gritos com o grupo rival, por conta da água, aquele osso que se transformara numa ferramenta de caça, de repente é usado para golpear com força um adversário, que cai no chão.  Quase em êxtase, ele lança o osso ao ar.  Quando começa a descer, o osso transforma-se numa nave espacial a vagar pela atmosfera terrestre.

Começa, então, a 2ª parte do filme, com a fascinante viagem de uma pequena nave até a estação espacial que gira permanentemente em órbita terrestre.  Dentro da nave, além dos pilotos e da "aeromoça" que os serve, há apenas um passageiro.  Ao fazer escala na estação espacial, o cientista Heywood Floyd encontra um grupo de russos, explica-lhes que está indo à Lua e dá a entender que existe um problema na Base americana de Clavius.  Em seguida, ele muda de nave e segue em direção à superfície da Lua.

Na superfície lunar, astronautas trabalham em suas Bases.  Em Clavius, o Dr. Floyd reúne-se com o pessoal da Base e diz que  a "descoberta" deve ficar sob o mais completo sigilo.  A seguir, entra em uma espécie de ônibus lunar, quando começa a comentar sobre a tal descoberta, que teria sido enterrada há 3 milhões de anos.

Em uma cratera escavada na Lua, o homem tem seu 2º encontro com o monólito.  Embora não sejam aqueles primatas desesperados, os astronautas mostram-se assustados e tiram fotos do monólito negro.  De repente, o Sol, pela primeira vez em 3 milhões de anos, alcança com seus raios o interior da cratera, iluminando o monólito.  Um som ensurdecedor é ouvido.  Floyd percebe que vem do monólito.  O alarme havia soado.

Missão Júpiter.  A nave Discovery cruza o espaço.  Em seu interior, acham-se três cientistas em estado de hibernação, dois astronautas, Frank Poole e Dave Bowman, além do onisciente computador de bordo, HAL 9000.  HAL foi criado com uma inteligência igual ou até superior à do homem.  Entretanto, o computador erra ao anunciar uma falha na antena AE-35, que mantém a nave em comunicação com a Terra, quando, na realidade, não havia problema algum com a peça.

Diante do ocorrido, Bowman e Poole discutem o que fazer com HAL.  Este, entretanto, lendo seus lábios, descobre que eles planejam desligá-lo.  Para um computador, o desligamento equivale à morte.  Aproveitando a saída de Poole para mais uma inspeção, HAL manobra para se livrar dele.  Preocupado com o colega, Bowman sai numa segunda cápsula e encontra Poole morto.

Enquanto isso, dentro da nave, outros assassinatos estão ocorrendo.  Hibernando em suas cabines congeladas, cientistas são vítimas fáceis de HAL, que simplesmente desliga os aparelhos que os mantinham vivos.  Quando Bowman tenta voltar à nave, trazendo o corpo de Poole, HAL se nega a abrir as comportas.  É o homem se descobrindo vítima de sua própria criação tecnológica.

Tentando uma manobra desesperada, Bowman lança o corpo inerte de Poole ao espaço e manobra a cápsula até uma comporta de emergência na lateral do módulo de comando.  Com muito esforço, ele termina conseguindo voltar à nave.

Já no interior, o astronauta assume a difícil tarefa de desligar HAL, já que tem que entrar no cérebro do super computador.  Este, por outro lado, tenta dissuadi-lo.  Mas é em vão.  É o momento do homem tentar tomar novamente as rédeas de seu destino.  HAL expressa o medo que está sentindo da morte.  Bowman começa a retirar e a lançar ao ar célula por célula do super cérebro de Hal, que começa, aos poucos, a falar de maneira desconexa e confusa.  Ao final, HAL está morto.

Bowman está agora sozinho em uma nave a milhões de quilômetros da Terra.  Entre as órbitas dos vários satélites do maior planeta do sistema solar, Júpiter, a minúscula Discovery encontra o monólito.  Lentamente, uma das comportas da Discovery se abre.  Dela, sai Bowman em sua cápsula espacial.

Do meio da escuridão do espaço, uma espécie de corredor de luz se abre e por ele entra-se na maior viagem de todos os tempos.  A velocidade é tamanha que a própria luz se distorce, explodindo em inúmeras formas e matizes.  O rosto de Bowman também se distorce a ponto de se tornar irreconhecível.

De repente, Bowman, visivelmente mais velho, se vê na Discovery dentro de um quarto de hotel.  Sentado em uma mesa, um velho vestindo um casaco de lã.  Bowman tenta ver quem é.  O velho se volta e vemos que ele é Dave Bowman, agora com cabelos brancos, pele enrugada.  Ele se levanta, entra na suíte, senta-se em uma mesa e começa a comer.  Ao beber vinho, derruba a taça no chão.  Quando vai se abaixar para pegá-la, percebe que há alguém deitado na cama.  É ele mesmo, muito mais velho.

É aqui que Bowman fará sua metamorfose para o próximo estágio da humanidade.  Assim como aquele antigo primata descobriu que poderia modificar o mundo em que vivia e se transformar em um novo ser, é hora do homem deixar a casca de seu próprio corpo para uma nova evolução.

Uma nova era está apenas começando...

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Comentários

"2001 - Uma Odisséia no Espaço" é, sem dúvida, o maior filme de ficção científica que já assisti.  Produzido, dirigido e co-escrito pelo grande cineasta Stanley Kubrick, o filme é intrigante ao abordar temas como ciência, religião, o desconhecido, a imortalidade.

Baseado no conto "A Sentinela", de Arthur C. Clarke, considerado o maior escritor de ficção científica, o roteiro é um dos pontos fortes do filme.

Na direção, Kubrick realiza um magnífico trabalho, no que é ajudado pela excelente trilha sonora e por sua bela fotografia.  Os efeitos especiais são um show à parte e renderam um Oscar ao filme.  Na parte final, quando a Discovery entra no corredor de luz, as seqüências são de uma beleza visual inimaginável.

A evolução do ser humano e as grandes transformações sempre aparecem ligadas a um monólito negro e liso.  Logo no início, ainda na pré-história, o monólito surge diante dos primatas para marcar sua evolução.  O segundo encontro do homem com o monólito ocorre na superfície lunar, 3 milhões de anos depois, após a criação de um super computador, quando uma tremenda onda de rádio aponta para Júpiter.  O terceiro encontro se dá na atmosfera do grande planeta, quando um corredor de luz se abre em direção a uma nova era e a uma nova evolução.

Enfim, "2001 - Uma Odisséia no Espaço" é mais uma obra imperdível do grande mestre que é Stanley Kubrick.

CAA