Filmes por gênero

A FLAUTA MÁGICA (1975)

Trollflöjten
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Ficha Técnica

Outros Títulos: The magic flute (USA, UK)
La flûte enchantée (França)
Il flauto magico (Itália)
La flauta mágica (Argentina, Espanha, México)
Die zauberflöte (Alemanha)
Czarodziejski flet (Polônia)
A varázsfuvola (Hungria)
Tryllefløjten (Dinamarca)
Вълшебната флейта (Bulgária)
Pais: Suécia
Gênero: Fantasia, Musical, Comédia Romântica
Direção: Ingmar Bergman
Roteiro: Ingmar Bergman
Produção: Måns Reuterswärd
Design Produção: Henny Noremark
Direção Musical: Eric Ericson
Coreografia: Donya Feuer
Fotografia: Sven Nykvist
Edição: Siv Lundgren
Figurino: Henny Noremark, Karin Erskine
Efeitos Sonoros: Peter Hennix, Helmut Muehle
Nota: 8.6
Filme Assistido em: 1977

Elenco

Josef Köstinger Príncipe Tamino
Irma Urrila Princesa Pamina
Håkan Hagegård Papageno
Elisabeth Erikson Papagena
Britt-Marie Aruhn Primeira Dama
Kirsten Vaupel Segunda Dama
Birgitta Smiding Terceira Dama
Ulrik Cold Sarastro
Birgit Nordin Rainha da Noite
Ragnar Ulfung Monostatos, escravo de Sarastro
Ulf Johanson Sacerdote do Templo
Gösta Prüzelius Sacerdote do Templo
Liv Ullmann Mulher na platéia
Ingrid Bergman Mulher na platéia
Käbi Laretei Mulher na platéia
Erland Josephson Homem na platéia
Ingmar Bergman Homem na platéia
Sven Nykvist Homem na platéia
Ansgar Krook Andra Gossen

Prêmios

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira (Ingmar Bergman)

Sociedade Nacional dos Críticos de Cinema dos Estados Unidos

Citação Especial (Ingmar Bergman)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Figurino (Henny Noremark, Karin Erskine)

Prêmios César - Academia das Artes do Cinema, França

César de Melhor Filme Estrangeiro (Ingmar Bergman)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira (Ingmar Bergman)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Um príncipe, Tamino, e um caçador de pássaros, Papagueno, atendendo ao apelo de uma rainha, a Rainha da Noite, aceitam a missão de resgatar a princesa Pamina, seqüestrada num castelo.  Para cumpri-la, Tamino e Papagueno recebem da Rainha da Noite, por intermédio de três de suas damas, um carrilhão e uma flauta mágicos, bem como, a ajuda de três gênios, que estarão sempre por perto para guiá-los até o castelo.

Por caminhos diferentes, Tamino e Papagueno chegam ao castelo de Sarastro, onde realmente a jovem princesa se encontra.  Esta vem sendo atormentada por Monostatos, um escravo mouro de Sarastro, que já tentara estuprá-la na ausência do amo.

A chegada de Papagueno faz com que Monostatos fuja.  Enquanto isso, Tamino discute com um sacerdote do templo.  Este lhe diz que Sarastro não é mau, mas nobre e justo, e que um dia, ele, Tamino, compreenderá tudo.  Isso abala completamente os propósitos iniciais do jovem príncipe.

Os três acabam presos quando Sarastro chega.  Este, que vem a ser o pai de Pamina, manda chicotear o escravo e explica à filha que sua mãe, a Rainha da Noite, é uma mulher arrogante e perigosa.  Em seguida, determina que Tamino e Papagueno sejam submetidos a duras provas no templo, como, por exemplo, a difícil prova do silêncio.  Caso passem por tais provas, entrarão para a Irmandade.  Tamino receberá ainda a mão de Pamina e Papagueno o que ele mais deseja na vida: uma mulher para se casar.

Enquanto isso, Pamina, adormecida, desperta a luxúria de Monostatos.  É quando chega a Rainha da Noite e mostra que Sarastro tinha razão: ela aterroriza a filha e, com o coração enfurecido de vingança e ódio, entrega-lhe um punhal para que assassine Sarastro, desaparecendo em seguida.

Monostatos, que assistiu a tudo, chantageia Pamina.  Contudo, Sarastro chega, expulsa o mouro e tranqüiliza a jovem, dizendo-lhe que, naquele templo, não há lugar para a vingança.  Enquanto isso, Tamino vai passando nas provas, mas Papagueno não consegue sequer ficar calado, acabando por ser expulso do templo.

Pamina vai encontrar-se com o príncipe e não compreende porque ele não lhe fala.  Julga que Tamino não mais a ama, fica desesperada, pensa em suicidar-se com o punhal, mas é impedida pelos três gênios. Volta ao templo e tem permissão para acompanhar Tamino nas suas últimas provas: a do fogo e a da água - o que os dois conseguem superar com sucesso, protegidos pelo som da flauta mágica.

Vagueando pelos bosques, Papagueno, inconsolado, pensa também no suicídio, mas é salvo pelos três gênios.  Sugerem-lhe que ele, Papagueno, toque o seu carrilhão mágico: ao som do instrumento, aparece-lhe o que mais desejava: uma companheira de nome Papaguena.

Na escuridão da noite, chegam a Rainha da Noite e o seu séqüito, guiados agora por Monostatos, que se aliou contra Sarastro, ante a promessa da mão de Pamina.  Vão destruir o templo e matar Sarastro e os sacerdotes.  Mas estes irrompem com um poder descomunal e aniquilam as pérfidas criaturas.  Pamina e Tamino casam-se com grande pompa e com muitas congratulações pela sua coragem, fidelidade e virtude.

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Comentários

Como o título sugere, "A Flauta Mágica" é uma versão cinematográfica de uma das mais famosas óperas de Mozart.  Assim, do início ao fim, todas as cenas foram gravadas no palco de um teatro.  Entre aqueles que se acham na platéia, podemos reconhecer o próprio cineasta, Ingmar Bergman, seu fotógrafo preferido,  Sven Nykvist, a maravilhosa atriz Liv Ullmann e o ator Erland Josephson, os dois últimos presentes em vários de seus filmes como, por exemplo, "Cenas de um Casamento", "Sonata de Outono" e "Gritos e Sussurros".

A história possui diversos elementos que normalmente acham-se presentes nos tradicionais contos de fada: o jovem herói que, após enfrentar uma série de obstáculos, encontra e resgata sua bem-amada.  Em outras palavras, podemos dizer que se trata de um conto cuja principal mensagem é a de que, por maiores que sejam os obstáculos a serem transpostos, no final o bem sempre triunfa sobre o mal.

Além do sempre elogiável trabalho de Bergman, o filme nos brinda com a fascinante música de Mozart.  Entre os atores, chamou-me uma maior atenção a interpretação de Håkan Hagegård, no papel de Papagueno, com sua bela voz de barítono.

Sobre a ópera, li que a mesma acha-se repleta de simbolismos maçons, já que, tanto o libretista, Emanuel Schikaneder, quanto Mozart, eram membros da Maçonaria austríaca.  A passagem em que Tamino e Papagueno têm que enfrentar duras provas para, se aprovados, serem admitidos na Irmandade, seria uma alusão aos ritos aos quais eram submetidos aqueles de desejavam entrar para a Maçonaria.  As crianças que fazem os papéis dos três gênios estariam representando os dois Vigilantes e o Guardião da Maçonaria.  E assim por diante...

CAA