Filmes por gênero

A FONTE DA DONZELA (1960)

Jungfrukällan
imagem imagem imagem

Ficha Técnica

Outros Títulos: A fonte da virgem (Portugal)
The virgin spring (USA)
La source (França)
La fontana della vergine (Itália)
El manantial de la doncella (Espanha)
La fuente de la doncella (Argentina)
Die jungfrauenquelle (Alemanha)
De maagdenbron (Holanda)
Pais: Suécia
Gênero: Drama
Direção: Ingmar Bergman
Roteiro: Ulla Isaksson
Produção: Ingmar Bergman, Allan Ekelund
Design Produção: P. A. Lundgren
Música Original: Erik Nordgren
Fotografia: Sven Nykvist
Edição: Oscar Rosander
Figurino: Marik Vos-Lundh
Maquiagem: Börje Lundh
Efeitos Sonoros: Aaby Wedin, Staffan Dalin, Evald Andersson
Nota: 9.5
Filme Assistido em: 1966

Elenco

Max von Sydow Töre
Birgitta Valberg Märeta
Gunnel Lindblom Ingeri
Birgitta Pettersson Karin
Axel Düberg Pastor magro
Allan Edwall Mendigo
Ove Porath Garoto
Gudrun Brost Frieda
Oscar Ljung Simon
Tor Isedal Pastor mudo
Tor Borong Trabalhador rural
Leif Forstenberg Trabalhador rural

Prêmios

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira

Festival Internacional de Cannes, França

Menção Especial ( Ingmar Bergman)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio Samuel Goldwyn (Melhor Filme Estrangeiro)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Figurino em Branco e Preto (Marik Vos-Lundh)

Festival Internacional de Cannes, França

Prêmio Palma de Ouro ( Ingmar Bergman)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Na Suécia do século XIV, Töre e sua mulher Märeta formam um casal que tem uma propriedade rural.  Cristãos fervorosos, incumbem sua filha única, Karin, uma bela adolescente virgem, de quinze anos, de levar velas à igreja do vilarejo próximo e acendê-las em louvor à Virgem Maria.

Com licença da mãe, ela veste seu mais valioso vestido e parte, a cavalo, através de uma floresta, para realizar a missão a ela confiada.  Acompanhando-a, segue ao seu lado, Ingeri, uma criada tida como filha adotiva do casal Töre, que se acha grávida.

No caminho, ao passarem por um culto de magia, Ingeri diz à Karin que vai voltar, por achar que anoitecerá antes que elas consigam chegar à igreja.  Decidida a atender ao pedido dos pais, Karin segue em frente sozinha.  Enquanto isso, movida por um enorme ciúme que sente da jovem, Ingeri participa de um ritual do culto a Odin, com a intenção de que algo de mal ocorra à Karin.  Em seguida, passa a acompanhá-la, mantendo uma certa distância da jovem.

Ao encontrar dois pastores de cabras e um garoto, Karin os convida para dividir uma refeição que sua mãe havia preparado para ela.  Em seguida, é agredida sexualmente pelos dois homens, os quais, após estuprá-la, a matam com um porrete.  Ingeri, impotente, assiste a tudo.

Quando a noite cai, ironicamente os criminosos vão pedir comida e abrigo aos pais de Karin.  São recebidos cordialmente e, depois de acomodá-los, Töre lhes promete trabalho.  Märeta mostra-se nervosa, pois a filha ainda não retornou da igreja, mas o marido tenta tranqüilizá-la dizendo-lhe que em outras ocasiões Karin dormiu no lugarejo.

O temor da mãe se concretiza quando um dos pastores, sem imaginar onde se encontram, tenta vender, à Märeta, um vestido que alega ter sido de uma irmã dele.  Ela reconhece o vestido de sua filha e, controlando-se, promete-lhe pensar no assunto.  Ao falar com Töre, os dois têm certeza do triste destino da filha, pois a peça acha-se suja de sangue.

Ao encontrar-se com Ingeri, Töre toma conhecimento dos detalhes do brutal ataque sofrido pela filha, que a levou à morte.  A jovem pede-lhe perdão por se sentir culpada pelo ocorrido à Karin.  Movido por um forte sentimento de vingança, Töre mata os criminosos.

Na manhã seguinte, guiados por Ingeri, todos seguem até o local onde se encontra o corpo de Karin.  Enquanto Märeta abraça-se ao corpo da filha, Töre, em sua crise de desespero, interroga Deus sobre os motivos que o levaram a permitir tamanha tragédia.  A seguir, entretanto, ele implora seu perdão por seus pecados e promete construir, com suas próprias mãos, uma igreja no local, em penitência por sua vingança sanguinária.

Ao retirarem o corpo de Karin, surge milagrosamente uma fonte de água exatamente no local onde o mesmo se encontrava.

imagem imagem imagem

Comentários

Uma lenda medieval sueca inspirou a fábula "A Filha de Töre em Vangé".  "A Fonte  da Donzela", por sua vez, foi baseada nessa fábula.  Realizado pelo grande mestre do cinema sueco, Ingmar Bergman, sua trama gira em torno de uma jovem adolescente e virgem que, ao ser estuprada e morta, faz surgir milagrosamente uma fonte de água no local do crime.

Soberbamente fotografado em preto-e-branco por Sven Nykvist, parceiro de Bergman em inúmeros filmes, esta magnífica produção carrega consigo uma mensagem de fé e esperança do homem, mesmo depois de passar por uma enorme tragédia.

Como em diversos outros filmes de Bergman, temas como a violência, a vingança e a necessidade de redenção acham-se presentes.  Aliás, raramente tive a oportunidade de, no cinema, ver tais temas serem tratados com a delicadeza impressa por este consagrado cineasta em "A Fonte da Donzela".  A religiosidade e a presença de Deus, dois outros temas recorrentes na obra de Bergman, acham-se igualmente presentes.

CAA