Filmes por gênero

A DOCE VIDA (1960)

La dolce vita (Itália)
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Ficha Técnica

Outros Títulos: La douceur de vivre (França)
La dulce vida (México)
Das süße Leben (Alemanha)
Det ljuva livet (Suécia)
Det søde liv (Dinamarca)
Az édes élet (Hungria)
Pais: Itália, França
Gênero: Comédia, Drama
Direção: Federico Fellini
Roteiro: Federico Fellini, Ennio Flaiano, Tullio Pinelli, Brunello Rondi
Produção: Angelo Rizzoli, Giuseppe Amato
Design Produção: Piero Gherardi
Música Original: Nino Rota
Direção Musical: Franco Ferrara
Fotografia: Otello Martelli
Edição: Leo Cattozzo
Figurino: Piero Gherardi
Guarda-Roupa: Lucia Mirisola
Maquiagem: Otello Fava
Efeitos Sonoros: Oscar Di Santo, Agostino Moretti
Nota: 9.3
Filme Assistido em: 1962

Elenco

Marcello Mastroianni Marcello Rubini
Anita Ekberg Sylvia
Anouk Aimée Maddalena
Yvonne Furneaux Emma
Magali Noël Fanny
Alain Cuny Steiner
Annibale Ninchi Pai de Marcello
Walter Santesso Paparazzo
Lex Barker Robert, marido de Sylvia
Jacques Sernas O artista famoso
Nadia Gray Nadia
Valeria Ciangottini Paola
Riccardo Garrone Riccardo, proprietário da Villa
Ida Galli Debutante do Ano
Audrey McDonald Jane
Enrico Glori Admirador de Nadia
Alain Dijon Frankie Stout
Laura Betti Laura
Enzo Cerusico Repórter fotográfico
Giulio Paradisi Repórter fotográfico
Enzo Doria Repórter fotográfico
Adriana Moneta Prostituta

Prêmios

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Figurino em Branco e Preto (Piero Gherardi)

Festival Internacional de Cannes, França

Prêmio Palma de Ouro (Federico Fellini)

Prêmios David di Donatello, Itália

David de Melhor Direção (Federico Fellini)

Sindicato dos Jornalistas Críticos de Cinema, Itália

Prêmio Fita de Prata de Melhor Ator (Marcello Mastroianni)

Prêmio Fita de Prata de Melhor Estória Original (Federico Fellini, Ennio Flaiano, Tullio Pinelli)

Prêmio Fita de Prata de Melhor Design de Produção (Piero Gherardi )

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro

Prêmios Cálices de Ouro, Itália

Prêmio Cálice de Ouro de Melhor Direção (Federico Fellini)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Direção (Federico Fellini)

Oscar de Melhor Roteiro Original (Federico Fellini, Tullio Pinelli, Ennio Flaiano)

Oscar de Melhor Direção de Arte - Design de Produção (Piero Gherardi)

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Filme (Federico Fellini)

Sindicato dos Jornalistas Críticos de Cinema, Itália

Prêmio Fita de Prata de Melhor Direção (Federico Fellini)

Prêmio Fita de Prata de Melhor Trilha Sonora (Nino Rota)

Prêmio Fita de Prata de Melhor Ator Coadjuvante (Annibale Ninchi)

Prêmio Fita de Prata de Melhor Roteiro (Federico Fellini, Tullio Pinelli, Ennio Flaiano)

Prêmio Fita de Prata de Melhor Produção (Angelo Rizzoli, Giuseppe Amato)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Marcello Rubini é um jornalista de origem humilde, de uma cidade do interior, que chega à Roma onde, como colunista social, passa a conviver com o mundo frívolo da alta sociedade e a freqüentar os bares e cafés da famosa Via Veneto.

Enquanto freqüenta a vida noturna da Roma do pós-guerra, ele se relaciona com várias mulheres.  Um dia, após passar uma noite de amor com Maddalena, uma jovem milionária enigmática, ele volta para casa e descobre que sua namorada depressiva, Emma, tentou se matar.

Quando a famosa e bela atriz americana, Sylvia, desembarca no aeroporto, Marcello é contratado para trabalhar na divulgação do seu último filme.  Ele a acompanha em suas andanças pela cidade, inclusive no dia em que ela, passando pela Fontana di Trevi, resolve entrar de roupa e tudo nas águas da fonte.

Ao surgir o boato de que, numa fazenda perto de Roma, duas crianças vêem Nossa Senhora, a televisão trata de transformar o falso milagre num grande espetáculo.  Marcello, Paparazzo e Emma vão até o local.

Certo dia, ao saber que seu pai se encontra na cidade e que gostaria de visitar uma casa noturna, ele o procura com Paparazzo e os três vão à Boate Kit-Kat.

Mais adiante, Marcello vai a uma festa no palácio do príncipe Mascalchi.  Encontra Maddalena, participa de uma sessão espírita.  No dia seguinte, fica sabendo que o amigo Steiner matou os filhos e em seguida se matou.

Outra festa, agora para festejar o divórcio de Nadia, que assim poderá se casar com o amante. Mais tarde, ainda na festa, Nadia faz strip-tease.  De madrugada, na praia, os convidados assistem à pesca de um peixe-monstro.

Cada vez mais distante do seu sonho inicial de escrever um livro, e quase escravo daquele sistema nocivo, aos poucos vai-se desiludindo com o mundo falso e vazio da burguesia romana. 

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Comentários

Federico Fellini é um dos maiores diretores de todos os tempos e com "A Doce Vida" ele nos brinda com mais uma de suas obras-primas.  Considerado como um dos marcos do neo-realismo italiano de pós-guerra, nesse filme, o genial diretor retrata a sociedade romana da época, criticando a estrutura de classes então vigente e mostrando a hipocrisia reinante entre o Estado e a Igreja.  O personagem de  Walter Santesso, 'Paparazzo', originou o hoje conhecido 'Fotógrafo que persegue agressivamente as celebridades, com o fito de bater fotos indiscretas', conforme consta do Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa.

Embora seja um filme longo, com suas três horas de duração, ele não é maçante, principalmente graças à beleza lírica de sua fotografia.  A antológica cena na Fontana di Trevi, com a atriz sueca Anita Ekberg, e a cena final são inesquecíveis.  Inesquecível, também, é a trilha sonora de Nino Rota.

Merecem destaques ainda, o fantástico roteiro e a atuação do elenco, especialmente a de Marcello Mastroianni.

CAA