Filmes por gênero

A RAINHA (2006)

The Queen
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Ficha Técnica

Outros Títulos: La Regina (Itália)
Sa majesté la reine (Canadá francês)
Pais: França, Itália, Reino Unido
Gênero: Biográfico, Drama
Direção: Stephen Frears
Roteiro: Peter Morgan
Produção: Andy Harries, Christine Langan, Tracey Seaward
Design Produção: Alan MacDonald
Música Original: Alexandre Desplat
Fotografia: Affonso Beato
Edição: Lucia Zucchetti
Direção de Arte: Matthew Broderick, Franck Schwarz
Figurino: Consolata Boyle
Guarda-Roupa: Dulcie Scott, Nigel Egerton, Christopher Bradshaw e outros
Maquiagem: Daniel Phillips, Rebecca Cole, Tapio Salmi, Veronique Bosle
Efeitos Sonoros: Tony Lewis, Paul Davies, Danny Hambrook, Anna Bertmark
Efeitos Especiais: Steve Breheney, Evan Green-Hughes
Efeitos Visuais: Mark Nelmes, Charles Howell, Richard Poet
Nota: 8.9
Filme Assistido em: 2007

Elenco

Helen Mirren Rainha Elizabeth II
Michael Sheen Tony Blair
James Cromwell Príncipe Philip
Alex Jennings Príncipe Charles
Roger Allam Robin Janvrin
Sylvia Syms Rainha Mãe
Tim McMullan Stephen Lamport
Lola Peploe Secretária de Janvrin
Douglas Reith Lord Airlie
Helen McCrory Cherie Blair
Jake Taylor Shantos Príncipe William
Dash Barber Príncipe Harry
Mark Bazeley Alastair Campbell
Susan Hitch Secretária de Tony Blair
Julian Firth Assistente de Tony Blair
Elliot Levey Diretor de TV
Anthony de Baeck Padre Católico
Laurence Burg Princesa Diana
Wolfgang Pissors Repórter alemão
Malou Beauvoir Repórter americana
Michel Gay Dodi Al-Fayed

Prêmios

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Atriz (Helen Mirren )

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Filme

Prêmio de Melhor Atriz (Helen Mirren )

Academia do Cinema Europeu

Prêmio de Melhor Atriz (Helen Mirren )

Prêmio de Melhor Compositor (Alexandre Desplat)

Círculo de Críticos de Cinema de Londres, Inglaterra

Prêmio Filme Britânico do Ano

Prêmio Diretor Britânico do Ano (Stephen Frears)

Prêmio Roteirista do Ano (Peter Morgan)

Prêmio Atriz Britânica do Ano (Helen Mirren )

Associação de Críticos de Cinema de Los Angeles, EUA

Prêmio de Melhor Roteiro

Prêmio de Melhor Atriz (Helen Mirren )

Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Michael Sheen)

Prêmio de Melhor Música

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Roteiro (Peter Morgan)

Prêmio de Melhor Atriz (Helen Mirren )

Associação dos Críticos de Cinema de Toronto, Canadá

Prêmio de Melhor Filme

Prêmio de Melhor Direção (Stephen Frears)

Prêmio de Melhor Roteiro

Prêmio de Melhor Atriz (Helen Mirren )

Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Michael Sheen)

Festival Internacional de Veneza, Itália

Prêmio Osella de Ouro de Melhor Roteiro

Prêmio FIPRESCI (Stephen Frears)

Copa Volpi de Melhor Atriz (Helen Mirren )

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Roteiro

Prêmio de Melhor Atriz em um Drama (Helen Mirren )

Prêmios Goya - Academia Espanhola, Espanha

Goya de Melhor Filme Europeu

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Filme

Oscar de Melhor Direção (Stephen Frears)

Oscar de Melhor Roteiro Original

Oscar de Melhor Figurino

Oscar de Melhor Trilha Sonora

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio Alexander Korda de Melhor Filme Britânico

Prêmio David Lean de Melhor Direção (Stephen Frears)

Prêmio Anthony Asquith de Melhor Música

Prêmio de Melhor Roteiro Original

Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Michael Sheen)

Prêmio de Melhor Edição

Prêmio de Melhor Figurino

Prêmio de Melhor Maquiagem

Academia do Cinema Europeu

Prêmio de Melhor Filme

Prix d'Excellence (Lucia Zucchetti (Edição))

Prêmio de Melhor Direção (Stephen Frears)

Prêmio de Melhor Roteiro

Círculo de Críticos de Cinema de Londres, Inglaterra

Prêmio Filme do Ano

Prêmio Atriz do Ano (Helen Mirren )

Prêmio Atriz Coadjuvante Britânica do Ano (Helen McCrory)

Festival Robert de Copenhague, Dinamarca

Robert de Melhor Filme Não Americano

Festival Internacional de Veneza, Itália

Prêmio Leão de Ouro (Stephen Frears)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Filme - Drama

Prêmio de Melhor Direção (Stephen Frears)

Prêmios Bodil - Copenhague, Dinamarca

Bodil de Melhor Filme Não Americano

Prêmios César - Academia das Artes do Cinema, França

César de Melhor Filme Estrangeiro

Prêmios David di Donatello, Itália

David de Melhor Filme da União Européia

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Londres, 1997 - Enquanto posa para um retrato oficial, a rainha Elizabeth II conversa com o artista e expressa seu pesar por não lhe ser permitido votar.  Ela se sente um pouco incomodada com a recente eleição de Tony Blair, para Primeiro Ministro, depois de 18 anos em que o Partido Trabalhista esteve fora do governo e, principalmente, por sua promessa de campanha de trabalhar para a modernização do País, embora tenha garantido respeitar a independência da Família Real.

Blair visita o Palácio de Buckingham em sua primeira audiência semanal com a rainha, ocasião em que ela lhe pede para formar o novo governo.  Mantendo-se rigorosamente dentro do protocolo, Elizabeth II, entretanto, não se mostra nada cordial com o novo Primeiro Ministro.

Poucos meses depois, a Princesa Diana morre em um acidente de carro em Paris, em companhia de seu novo namorado, Dodi Al-Fayed, quando o veículo era perseguido por um grupo de paparazzi.  Consternados, milhões de britânicos acorrem ao Palácio de Buckingham, onde, do lado de fora, oram e depositam flores em homenagem à princesa.

Tony Blair faz um pronunciamento à nação, escrito por seu diretor de comunicações, Alastair Campbell, no qual ele descreve Diana como "a Princesa do Povo".  A expressão cai imediatamente no gosto popular.

Enquanto isso, a Família Real continua em suas férias no Castelo de Balmoral, uma propriedade localizada em Aberdeenshire, na Escócia.  Em vida, Diana não fora bem aceita pelos sogros e pela Rainha Mãe.  Elizabeth II observa que, tendo ela se divorciado do Príncipe Charles, um ano antes, não fazia mais parte da Família Real.  Assim, como ela insiste com Blair, os preparativos para os funerais são um assunto de natureza privada e de responsabilidade da família dela.  Embora hesite inicialmente, a rainha concorda com o pedido do filho de trazer o corpo de Diana em um dos aviões da frota real.

Em Londres, as flores levadas pela população mais simples amontoam-se defronte do gradil frontal do Palácio, interditando o portão principal e forçando a "troca da Guarda" a usar um secundário.  Os dias passam e os diversos tablóides britânicos tornam-se extremamente impacientes com a ausência de uma declaração pública da Rainha.

O príncipe Charles, durante uma breve conversa com Blair, quando da chegada do corpo de Diana ao aeroporto e, mais tarde, através de contatos telefônicos, não deixa dúvidas de que compartilha dos pontos-de-vista do Primeiro Ministro, em relação a um maior envolvimento da Família Real no episódio da morte de Diana.

A popularidade de Blair cresce de forma exponencial para seu deleite  e o de seus principais conselheiros, inclusive de sua esposa, Cherie, que vê a monarquia como uma instituição antiquada.  Blair, entretanto, não compartilha tais sentimentos.  Seu desejo é o de salvar a Família Real dela própria, antes que seja tarde demais.  Pesquisas mostram a popularidade da Rainha em um nível extremamente baixo, com a maioria do povo britânico a desejar o fim da monarquia.  Após alguns dias de pressões sempre crescentes, Blair telefona para Elizabeth II, que ainda se acha em férias no Castelo de Balmoral, a quem recomenda uma série de ações que ele acredita serem indispensáveis para que ela consiga recuperar a confiança de seus súditos.  Tais ações incluem fazer tremular a bandeira real a meio pau no Palácio de Buckingham, fazer um pronunciamento ao vivo para uma rede de televisões e transformar as solenidades ligadas ao funeral de Diana, de um evento particular para um público.

As recomendações de Blair escandalizam o marido da Rainha, Príncipe Philip, bem como sua mãe.  Eles vêem tais medidas como uma rendição indigna face a uma exaltação popular movida pelos meios de comunicação.  Embora compartilhe de seus sentimentos, Elizabeth II começa a ter dúvidas em relação à sua posição.  Ela sabe que os valores das pessoas mudam e passa a questionar o governante que não mais consegue entender seu próprio povo.

No dia seguinte, retorna à Londres decidida a atender às recomendações de Blair.  Ao visitar o local onde a população continua a depositar flores em homenagem à Diana, assusta-se com a quantidade de mensagens condenando a atitude da Família Real.  O pronunciamento ao vivo para uma rede de televisões, falando da vida e do trabalho realizado pela Princesa, contribui, por outro lado, para o desarmamento dos ânimos.

Dois meses depois, numa de suas reuniões semanais com a Rainha, Blair a encontra diferente.  Tendo reconquistado sua popularidade, embora acredite que nunca será como "antes daquela semana", ela previne o Primeiro Ministro de que um dia, a opinião pública poderá se voltar contra ele.  Os dois saem para um passeio pelos jardins do Palácio, discutindo os planos de governo dele e, aparentemente, felizes com a companhia um do outro.

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Comentários

"A Rainha" é um dos bons filmes da safra produzida em 2006.  Realizado pelo cineasta britânico, Stephen Frears, o filme procura retratar os fatos ocorridos na Grã-Bretanha, mais especificamente nos bastidores do poder, quando da morte trágica da Princesa Diana.  Nesse contexto, a quase totalidade da narrativa diz respeito à decisiva semana que vai do anúncio de sua morte ao final dos preparativos de seu funeral.

Partindo de um roteiro muito bem construído por Peter Morgan, no qual realidade e ficção se misturam, Frears realiza um ótimo trabalho.  Imagens de arquivo são utilizadas inúmeras vezes, o que dá ao filme um certo tom de documentário.

Embora não tenha sido indicada a nenhum prêmio, a fotografia do brasileiro Affonso Beato, tanto nas tomadas de interiores quanto nas de exteriores, é perfeita.  No que diz respeito ao trabalho de edição, o mesmo me pareceu apenas razoável, ao entender que algumas imagens de arquivo não foram inseridas no momento oportuno.

Helen Mirren, no papel de Elizabeth II, é simplesmente inesquecível.  Ganhadora de um dos Oscars mais bem merecidos, sua atuação, com certeza, ficará marcada na história do cinema.  Michael Sheen e Helen McCrory merecem ser mencionados por seus respectivos trabalhos, nos papéis de Tony Blair e sua esposa.

CAA