Filmes por gênero

A TEIA DE CHOCOLATE (2000)

Merci pour le Chocolat
imagem imagem imagem

Ficha Técnica

Outros Títulos: Grazie per la cioccolata (Itália)
Nightcap (USA, UK)
Gracias por el chocolate (Espanha, Argentina)
Süßes gift (Alemanha)
Pais: França, Suíça
Gênero: Suspense, Crime, Drama, Mistério
Direção: Claude Chabrol
Roteiro: Claude Chabrol, Caroline Eliacheff
Produção: Marin Karmitz
Design Produção: Ivan Niclass
Música Original: Matthieu Chabrol
Fotografia: Renato Berta
Edição: Monique Fardoulis
Figurino: Elisabeth Tavernier
Guarda-Roupa: Laurence Glentzin, Hélène Robin, Cécile Cotten
Maquiagem: Thi-Loan Nguyen, Sonia Geneux
Efeitos Sonoros: Jean-Pierre Duret, Claude Villand, André Naudin e outros
Nota: 7.3
Filme Assistido em: 2003

Elenco

Isabelle Huppert Marie-Claire 'Mika' Muller
Jacques Dutronc André Polonski
Anna Mouglalis Jeanne Pollet
Rodolphe Pauly Guillaume Polonski
Brigitte Catillon Louise Pollet
Michel Robin Dufreigne
Mathieu Simonet Axel
Sibylle Blanc Nathalie
Lydia Andrei Lisbeth
Véronique Alain Mulher do Prefeito
Isolde Barth Pauline

Prêmios

Festival de Montréal, Canadá

Prêmio de Melhor Atriz (Isabelle Huppert)

Indicações

Festival de Montréal, Canadá

Grand Prix das Américas (Claude Chabrol)

Sindicato dos Jornalistas Críticos de Cinema, Itália

Prêmio Fita de Prata de Melhor Diretor de Filme Estrangeiro (Claude Chabrol)

Sinopse

Em Lausanne, Marie-Claire 'Mika' Muller, diretora da empresa Chocolates Muller, vive com seu marido André Polanski, um renomado pianista. No passado, antes do primeiro casamento de André, eles já haviam tido uma breve experiência juntos. 
 
De seu casamento com Lisbeth, André teve um filho, Guillaume. Pouco tempo depois, Lisbeth foi vítima de um acidente mortal, após dormir ao volante do carro que dirigia. Por outro lado, ao se preparar para um concurso em Budapeste, a jovem estudante de piano, Jeanne Pollet, toma conhecimento que ao nascer, teria sido trocada na Maternidade por Guillaume Polanski, nascido no mesmo dia. Decidida a desvendar os mistérios que envolvem sua origem, vai até a casa dos Polanski.
 
Uma vez lá, André se dispõe a ajudá-la em sua preparação para o concurso de piano. Por sua vez, Guillaume mostra-se enciumado e desconfiado, enquanto Mika desdobra-se em gentilezas.  Derramando intencionalmente um chocolate quente que havia preparado para Guillaume, Mika mancha o pulôver de Jeanne. Esta pede que seu amigo Axel o analise em laboratório, descobrindo que haviam sido colocados soníferos no líquido, como ocorrera com o conhaque de Lisbeth no dia de sua morte.
 
Antes de convidar a jovem para passar alguns dias em sua casa, a fim de melhor se preparar para o concurso, Mika semeia dúvidas junto à mãe dela, Louise Pollet, diretora do Instituto Médico-Legal. Jeanne já havia sabido de sua mãe que Jean Pollet não era seu pai biológico e que ela era fruto de uma inseminação com doador. Uma vez na casa dos Polanski, as afinidades artísticas da jovem com André tornam-se logo evidentes.
 
Certa tarde, na hora do chá, Mika derrama água fervente no pé de Guillaume... À noite, ao comentar que esquecera de comprar os soníferos do marido, faz com que Jeanne se ofereça para ir até a cidade a fim de procurá-los. Guillaume decide acompanhá-la. Quando os jovens partem de automóvel, André compreende que Mika havia drogado Lisbeth no passado e feito o mesmo com Jeanne. "Eu tenho habilidade para o mal", ela tenta se justificar... O telefone toca e André o atende. Em seguida, informa Mika que os jovens sofreram um acidente automobilístico, mas que sairam ilesos. A diabólica Mika, dessa vez, não teve êxito.

 

imagem imagem imagem

Comentários

Inspirado em "The Chocolat Cobweb" da escritora americana Charlotte Armstrong, Claude Chabrol, um dos pais da 'nouvelle vague', realiza um personalíssimo thriller familiar, trabalhando personagens complexos, disfarçados de uma aparente normalidade, mas que escondem um passado nebuloso ou uma angústia presente.

E com essa aparente bondade e perversão quase instintiva, Chabrol coloca a atriz fetiche de sua última etapa, a bela e magnífica Isabelle Huppert.  Assim, interpretando a chocolateira Mika, Huppert dá mais uma demonstração da grande atriz que é, ao combinar com perfeição, fragilidade com perfídia, candura com maquiavelismo.

"A Teia de Chocolate" é, enfim, um bom filme que merece ser visto e apreciado.

CAA