Filmes por gênero

A VIDA É BELA (1997)

La vita è bella
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Life Is beautiful (USA, UK)
La vie est belle (França)
Das Leben ist schön (Alemanha)
Pais: Itália
Gênero: Comédia Dramática
Direção: Roberto Benigni
Roteiro: Vincenzo Cerami, Roberto Benigni
Produção: Elda Ferri, Gianluigi Braschi, John M. Davis
Design Produção: Danilo Donati
Música Original: Nicola Piovani
Fotografia: Tonino Delli Colli
Edição: Simona Paggi
Direção de Arte: Danilo Donati
Figurino: Danilo Donati
Guarda-Roupa: Gaelle Allen, Raoul Settimelli, Emanuele Zito e outros
Maquiagem: Enrico Jacoponi, Walter Cossu, Giusy Bovino e outros
Efeitos Sonoros: Benni Atria, Claudio Chiossi, Alberto Doni e outros
Efeitos Especiais: Giovanni Corridori
Nota: 9.0
Filme Assistido em: 1999

Elenco

Roberto Benigni Guido Orefice
Nicoletta Braschi Dora
Giustino Durano Eliseo Orefice
Giorgio Cantarini Gisué Orefice
Pietro de Silva Bartolomeo
Horst Buchholz Dr. Lessing
Marisa Paredes Mãe de Dora
Sergio Bini Bustric Ferruccio Papini
Giuliana Lojodice Diretora da Escola
Amerigo Fontani Rodolfo
Francesco Guzzo Vittorino
Raffaella Lebboroni Elena
Claudio Alfonsi Amigo de Rodolfo
Gil Baroni Prefeito
Ennio Consalvi General Graziosi
Aaron Craig Soldado do Tanque Americano
Daniela Fedke Auxiliar alemã
Ernst Forowein Holger Sargento alemão
Alessandra Grassi Professora
Hannes Hellmann Cabo alemão
Wolfgang Hillinger Major alemão, numa festa
Carlotta Mangione Eleonora
Laura Rudeberg Auxiliar alemã
Giovanna Villa Secretária da Prefeitura
James Schlindler Tedesco

Prêmios

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira

Oscar de Melhor Ator (Roberto Benigni)

Oscar de Melhor Trilha Sonora

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Ator (Roberto Benigni)

Academia do Cinema Europeu

Prêmio de Melhor Filme

Prêmio de Melhor Ator (Roberto Benigni)

Festival Internacional de Cannes, França

Grande Prêmio do Júri (Roberto Benigni)

Festival de Montréal, Canadá

Prêmio do Público (Roberto Benigni)

Festival Robert de Copenhague, Dinamarca

Robert de Melhor Filme Não Americano

Festival Internacional de Toronto, Canadá

Prêmio Escolha do Povo (Roberto Benigni)

Festival Internacional de Cinema de Varsóvia, Polônia

Prêmio do Público (Roberto Benigni)

Instituto Australiano de Cinema

Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro

Prêmios César - Academia das Artes do Cinema, França

César de Melhor Filme Estrangeiro

Prêmios do Cinema Alemão

Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro

Prêmios David di Donatello, Itália

David de Melhor Filme

David de Melhor Direção (Roberto Benigni)

David de Melhor Roteiro

David de Melhor Ator (Roberto Benigni)

David de Melhor Fotografia

David de Melhor Produção

David de Melhor Design de Produção

David de Melhor Figurino

Prêmios Goya - Academia Espanhola, Espanha

Goya de Melhor Filme Europeu

Sindicato Francês dos Críticos de Cinema, França

Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro

Sindicato dos Jornalistas Críticos de Cinema, Itália

Prêmio Fita de Prata de Melhor Diretor de Filme Italiano

Prêmio Fita de Prata de Melhor Roteiro

Prêmio Fita de Prata de Melhor Ator (Roberto Benigni)

Prêmio Fita de Prata de Melhor Ator Coadjuvante (Giustino Durano)

Prêmio Fita de Prata de Melhor Estória Original

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Filme

Oscar de Melhor Direção (Roberto Benigni)

Oscar de Melhor Roteiro Original

Oscar de Melhor Edição

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira

Prêmio de Melhor Roteiro Original

Festival Internacional de Cannes, França

Prêmio Palma de Ouro (Roberto Benigni)

Prêmios Amanda - Festival de Haugesund, Noruega

Amanda de Melhor Filme Estrangeiro

Prêmios David di Donatello, Itália

David de Melhor Música (Nicola Piovani)

Prêmios Leão Tcheco, Praga, República Tcheca

Leão Tcheco de Melhor Filme em Língua Estrangeira

Academia Japonesa de Cinema, Japão

Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Nos anos 30, antes do início da 2ª Guerra Mundial, quando a Itália promulga as leis raciais, Guido Orefice, um modesto e despreocupado contabilista judeu, faz de tudo para seduzir a bela Dora, uma jovem comprometida com um burocrata fascista.

No dia em que ela deve se casar, durante uma recepção no Grande Hotel d'Arezzo, na Toscana, Guido chega de surpresa, montado a cavalo, e rapta sua amada.  Os dois, apaixonados, decidem se casar.  Desta união, nasce o pequeno Gisué Orefice.  Quando o garotinho completa cinco anos, em 1943, surgem dois policiais para prender Guido e seu filho.  Ambos devem seguir para um campo de concentração nazista.  Dora, embora não seja judia, decide acompanhá-los.

No momento de subirem ao trem que os conduzirá ao campo de concentração, Guido tem uma idéia: Fazer com que seu filho creia que tudo não passa de "um grande jogo", no qual os nazistas são apenas funcionários encarregados de "fazer respeitar as leis".  Por outro lado, Dora é separada de seu marido e de seu filho, já que as mulheres não podem ficar juntas com os homens.

Uma vez no campo de concentração, com relação ao "grande jogo", Guido diz a Giosuè que, para ganhá-lo, é preciso fazer 1000 pontos e, para isso, as jogadas mais importantes são manter-se calado e escondido o tempo todo.  O ganhador levará um belo tanque de guerra para casa.

Para conseguir manter essa fantasia do garoto, Guido vê-se obrigado a enfrentar muitas e difíceis situações.  Finalmente, quando o exército americano chega para libertar os prisioneiros, um tanque de guerra surge e, para todos os efeitos, o jogo foi ganho por eles e o tanque é o prêmio prometido.

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Comentários

"A Vida é Bela" é um filme brilhante que consegue conciliar dois aspectos tão antagônicos como o encantamento pela vida e os horrores de uma guerra.  O filme é construído em duas partes: Na 1ª parte, temos uma sátira muito bem feita sobre o fascismo italiano da época.  Em sua 2ª parte, ele se transforma numa formidável fábula.

"A Vida é Bela" se situa no meio termo entre o onirismo de Frank Capra e a tragicomédia de Charles Chaplin.  Rimos na primeira e choramos na 2ª parte.

Entretanto, ao contrário de "O Grande Ditador" de Charles Chaplin, 1940, uma unanimidade como sátira ao neo-nazismo alemão, o filme de Roberto Benigni está longe de ser considerado como uma unanimidade.  O jornal "Le Monde", por exemplo, ao falar sobre ele, diz tratar-se da "primeira comédia negacionista da história do cinema".

De qualquer forma, os melhores momentos de "A Vida é Bela" são aqueles em que Guido tenta fazer seu filho acreditar que a vida no campo de concentração nada mais é que um simples jogo, um simples divertimento.

CAA