Filmes por gênero

UMA RUA CHAMADA PECADO (1951)

A streetcar named desire
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Um eléctrico chamado desejo (Portugal)
Un tramway nommé désir (França, Bélgica, Canadá)
Un tranvía llamado deseo (Espanha, Argentina, México)
Un tram che si chiama desiderio (Itália)
Endstation Sehnsucht (Austria, Alemanha)
Linje Lusta (Suécia)
Tramwaj zwany pozadaniem (Polônia)
Tramlijn Begeerte (Holanda)
Трамвай 'Желание' (União Soviética)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Drama
Direção: Elia Kazan
Roteiro: Tennessee Williams
Produção: Charles K. Feldman
Música Original: Alex North
Direção Musical: Ray Heindorf
Fotografia: Harry Stradling Sr.
Edição: David Weisbart
Direção de Arte: Richard Day
Figurino: Lucinda Ballard
Guarda-Roupa: Lucinda Ballard
Maquiagem: Otis Malcolm, Gordon Bau, Pat O'Grady
Efeitos Sonoros: Nathan Levinson, C.A. Riggs
Nota: 9.4
Filme Assistido em: 1953

Elenco

Vivien Leigh Blanche DuBois
Marlon Brando Stanley Kowalski
Kim Hunter Stella Kowalski
Karl Malden Mitch
Rudy Bond Steve
Nick Dennis Pablo Gonzales
Peg Hillias Eunice
Richard Garrick Médico
Ann Dere Enfermeira-Chefe
Edna Thomas Mulher mexicana
Marietta Canty Mulher negra com Eunice
Mickey Kuhn Marinheiro
Lyle Latell Policial
Mel Archer Capataz
Chester Jones Vendedor de rua
John B. Williams Vendedor
Buck Woods Vendedor

Prêmios

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Atriz (Vivien Leigh)

Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (Karl Malden)

Oscar de Melhor Direção de Arte - Decoração de Cenários (Richard Day, George James Hopkins )

Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante (Kim Hunter)

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Atriz Britânica (Vivien Leigh)

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Filme

Prêmio de Melhor Direção (Elia Kazan)

Prêmio de Melhor Atriz (Vivien Leigh)

Festival Internacional de Veneza, Itália

Copa Volpi de Melhor Atriz (Vivien Leigh)

Prêmio do Júri Especial (Elia Kazan)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante (Kim Hunter)

Prêmios Jussi, Finlândia

Diploma de Mérito (Marlon Brando)

Prêmios Sant Jordi de Barcelona

Prêmio Especial (Tennessee Williams )

Prêmio Especial (Vivien Leigh)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Filme (Charles K. Feldman)

Oscar de Melhor Roteiro Original (Tennessee Williams )

Oscar de Melhor Fotografia (Harry Stradling Sr.)

Oscar de Melhor Figurino (Lucinda Ballard)

Oscar de Melhor Gravação de Som (Nathan Levinson)

Oscar de Melhor Trilha Sonora de uma Comédia ou Drama (Alex North )

Oscar de Melhor Ator (Marlon Brando)

Oscar de Melhor Direção (Elia Kazan)

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Filme (Estados Unidos)

Festival Internacional de Veneza, Itália

Prêmio Leão de Ouro (Elia Kazan)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Filme - Drama

Prêmio de Melhor Atriz em um Drama (Vivien Leigh)

Grêmio dos Diretores da América

Prêmio por Direção Excepcional (Elia Kazan)

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Ator (Marlon Brando)

Grêmio dos Roteiristas da América

Prêmio de Melhor Roteiro de um Drama Americano (Tennessee Williams)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Blanche DuBois chega à New Orleans para visitar a irmã grávida, Stella, e o cunhado, Stanley Kowalski.  Para chegar ao apartamento da irmã, ela precisa pegar o bonde chamado 'Desejo' ('Desire' é uma rua de New Orleans) e, em seguida, mudar para outro chamado 'Cemitério'.

Uma vez lá, estabelece-se um jogo de poder, com Stanley tentando intimidar Blanche e mostrar quem manda ali, enquanto ela não se submete e revida brincando (ou talvez não) de seduzir o cunhado.  O minúsculo apartamento do casal acelera e intensifica os confrontos.

Cada um usa as armas que conhece, e Blanche parece vencer o primeiro round.  Mas ela tem mais de uma mancha em seu passado, e elas não tardam a ser descobertas por Stanley.  Primeiro, ela pegou o marido em flagrante numa relação homossexual e ele, envergonhado, suicidou-se.  Depois, ela hipotecou a propriedade da família (sobre a qual Stanley se achava com direitos) e acabou perdendo-a.  Em seguida, foi demitida do colégio onde lecionava, acusada de tentar seduzir um aluno. Para completar o quadro, Stanley ainda descobre que Blanche se prostituiu num hotel de baixo nível.   

Se Blanche Dubois é esse personagem conturbado, Stanley Kowalski não fica muito atrás.  Ele se comporta como um verdadeiro animal, e sua defesa do território (com a esposa incluída) tem demonstrações nada sutis, desde atirar um rádio pela janela até bater na esposa grávida.

A violência culmina no estupro da cunhada, o que põe um fim aos dois conflitos superpostos: o da disputa pela superioridade e o da sedução.

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Comentários

Baseado na clássica peça de Tennessee Williams, "Uma Rua Chamada Pecado" é um excelente filme.  Realizado pelo grande cineasta  Elia Kazan, o filme é extremamente pesado e denso.

Kazan mostra grande competência ao abordar a história de Blanche Dubois, com uma direção consistentemente boa e apresentando algumas seqüências de um realismo impressionante.

Tecnicamente, "Uma Rua Chamada Pecado" tem todos os ingredientes necessários a um ótimo filme: além do excelente roteiro e da competente direção, o filme é ainda muito bom nos quesitos Fotografia, Trilha Sonora, Figurino e Direção de Arte.

No que tange ao elenco, este é outro dos seus pontos mais fortes.  Vivien Leigh, conhecida por sua maravilhosa atuação em "... E o Vento Levou", de 1939, quando foi agraciada com o Oscar de Melhor Atriz, ganha mais uma estatueta pelo seu trabalho como 'Blanche Dubois', com uma performance ainda melhor.  Com relação a Marlon Brando, é difícil imaginarmos outro ator que pudesse melhor interpretar o rude e arrogante Stanley Kowalski.  Merecem ainda destaques as atuações de Kim Hunter e Karl Malden.

CAA