Filmes por gênero

CASA DE CHÁ DO LUAR DE AGOSTO (1956)

The Teahouse of the August Moon
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Ficha Técnica

Outros Títulos: La petite maison de thé (França)
La casa da tè alla luna d'agosto (Itália)
La casa de té de la luna de agosto (Espanha, Argentina)
Das kleine Teehaus (Alemanha, Austria)
Det lille tehus (Dinamarca)
Tehuset Augustimånen (Suécia)
Teaház az Augusztusi Holdhoz (Hungria)
Elokuun teehuone (Finlândia)
Чайная церемония (União Soviética)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Comédia
Direção: Daniel Mann
Roteiro: John Patrick
Produção: Jack Cummings
Música Original: Saul Chaplin
Direção Musical: Saul Chaplin
Coreografia: Masaya Fujima
Fotografia: John Alton
Edição: Harold F. Kress
Direção de Arte: William A. Horning, Eddie Imazu
Maquiagem: William Tuttle
Efeitos Sonoros: Wesley C. Miller, Van Allen James, John Lipow
Efeitos Especiais: Warren Newcombe
Nota: 8.4
Filme Assistido em: 1958

Elenco

Marlon Brando Sakini
Glenn Ford Capitão Fisby
Machiko Kyô Flôr de Lotus
Eddie Albert Capitão McLean
Paul Ford Coronel Wainwright Purdy III
Harry Morgan Sargento Gregovich
Mitsuko Sawamura Garotinha
Nijiko Kiyokawa Srta. Higa Jiga
Minoru Nishida Sr. Sumata
Kichizaemon Sarumaru Sr. Hokaida
Frank Tokunaga Sr. Omura
Raynum K. Tsukamoto Sr. Oshira
Yosan Tsuruta Juiz
Dansho Miyazaki Pai de Sumata
Roger McGee Soldado
Harry Harvey Jr. Soldado
John Grayson Soldado
Carlo Fiore Soldado

Indicações

Festival Internacional de Berlim, Alemanha

Prêmio Urso de Ouro (Daniel Mann)

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Filme - Musical ou Comédia

Prêmio de Melhor Ator em um Musical ou Comédia (Glenn Ford)

Prêmio de Melhor Ator em um Musical ou Comédia (Marlon Brando)

Prêmio de Melhor Atriz em um Musical ou Comédia (Machiko Kyô)

Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Eddie Albert)

Prêmio de Melhor Filme a Promover a Paz entre os Povos

Grêmio dos Diretores da América

Prêmio por Direção Excepcional (Daniel Mann)

Grêmio dos Roteiristas da América

Prêmio de Melhor Roteiro de uma Comédia Americana (John Patrick)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Na pequena aldeia de Tobiki, em Okinawa, como parte da reconstrução do Japão de pós-guerra, um oficial do exército norte-americano, o capitão Fisby, recebe a missão de construir uma escola para os habitantes locais. No entanto, auxiliadas por um tradutor, Sakini, as pessoas provam ser mais sábias do que os oficiais americanos, ao dar-lhes crédito e, ao mesmo tempo, ao enganá-los a ponto de fazerem com que construam o que eles mais desejam: uma casa de chá totalmente funcional.

Enquanto o imóvel é construído, Fisby ajuda os aldeões em trabalhos de artesanato, bem como, em relação aos seus rebanhos de cabra, mas quando seu supervisor, o coronel Wainwright Purdy III, toma conhecimento de que nenhuma escola foi construída, este nomeia o capitão psiquiatra McLean para investigar o ocorrido. Inicialmente, o psiquiatra fica alarmado ao descobrir que Fisby agora usa quimono e passa seus dias com Flor de Lotus, uma conhecida gueixa. No entanto, ao tomar conhecimento de que seus planos incluem a recuperação econômica da pequena aldeia, incluindo um belo jardim, McLean, que é um entusiasta da agricultura orgânica, fica feliz com a ideia porque poderá testar suas teorias sobre a germinação.

Algum tempo depois, ao descobrir que os fuzileiros navais não estão comprando os produtos do artesanato, preferindo adquirir artigos mais baratos e de má qualidade, Fisby sente-se deprimido. No entanto, na noite da inauguração da casa de chá, ele e McLean se mostram entusiasmados ao descobrirem a beleza e o encanto das mulheres que cantam e dançam para eles. Em retribuição, os oficiais interpretam "Deep in the Heart of Texas," sendo interrompidos com a chegada do coronel Purdy III, que reage com horror, ordenando que a casa de chá e os alambiques sejam demolidos.

Antes de deixar Tobiki, Fisby, devastado pelo que vê como sendo seu maior fracasso, visita as ruínas da casa de chá, onde Flor de Lotus, em lágrimas, pede-lhe para que se case com ela. Em resposta, ele lhe diz que ela pertence à Okinawa, mas que jamais a esquecerá, principalmente quando do nascer da lua em agosto. Em seguida, quando Sakini pede para ir embora com Fisby, este gentilmente o lembra de que ele precisa ficar para ajudar o próximo oficial no comando.

De repente, no entanto, um frenético coronel Purdy III os informa que a imprensa, ao ouvir falar de Tobiki como um exemplo da criatividade norte-americana, fez com que uma comissão de congressistas esteja a caminho para inspecionar a aldeia. Embora os oficiais lamentem a destruição dos alambiques, Sakini explica que os aldeões apenas fingiam demolir os mesmos, e em poucos minutos, ambos os alambiques e a casa de chá são restaurados. Quando Purdy III, Fisby, Flor de Lotus e McLean entram na Casa de Chá, juntamente com os felizes aldeões, Sakini expressa seu desejo de que a lua de agosto traga belos sonhos para todos.


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Comentários

Realizado pelo cineasta Daniel Mann, a partir de um roteiro escrito por John Patrick, “Casa de Chá do Luar de Agosto” é uma ótima comédia norte-americana produzida pela Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) em 1956. Sua trama, baseada num livro de Vern J. Sneider, fala de uma frustrada tentativa americana de introduzir seus costumes ocidentais na Okinawa dominada, logo após o término da 2ª guerra mundial.

Partindo de um roteiro bastante original e inteligente, Mann nos brinda com um belo trabalho de direção, no que é ajudado pela ótima fotografia em CinemaScope e Metrocolor, assinada por John Alton. No elenco, Marlon Brando e Glenn Ford brilham em seus respectivos papéis, seguidos pelas ótimas atuações de Eddie Albert e Machiko Kyô.

Enfim, “Casa de Chá do Luar de Agosto” é um filme que recomendo fortemente.

CAA