Filmes por gênero

A CHINESA (1967)

La chinoise
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Ficha Técnica

Outros Títulos: O Maoísta (Portugal)
La cinese (Itália)
Die chinesin (Alemanha)
Kinesiskan (Suécia)
Chinka (Polônia)
A kínai lány (Hungria)
Kineserinden (Dinamarca)
Pais: França
Gênero: Comédia Dramática
Direção: Jean-Luc Godard
Roteiro: Jean-Luc Godard
Fotografia: Raoul Coutard
Edição: Agnès Guillemot, Delphine Desfons
Efeitos Sonoros: René Levert
Nota: 8.3
Filme Assistido em: 1968

Elenco

Anne Wiazemsky Veronique
Jean-Pierre Léaud Guillaume
Juliet Berto Yvonne
Michel Semeniako Henri
Lex De Bruijn Kirilov
Omar Diop Omar
Francis Jeanson Francis
Blandine Jeanson Blandine
Eliane Giovagnoli Sua amiga

Prêmios

Festival Internacional de Veneza, Itália

Prêmio Especial do Juri (Jean-Luc Godard)

Indicações

Festival Internacional de Veneza, Itália

Prêmio Leão de Ouro (Jean-Luc Godard)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Em Paris, em um apartamento, cinco jovens estudam o pensamento marxista-maoísta em meio a centenas de manuais vermelhos. Véronique, estudante de filosofia em Nanterre, é a cabeça-pensante do grupo. Para ela, todos os problemas ligados ao modo de pensar e à moral devem ser colocados em termos imediatos  e concretos.

Assim, ela cria uma célula comunista que reúne Guillaume, ator que vai aprofundar o caminho que o conduzirá a um teatro verdadeiramente socialista, e Henri, um cientista que trabalha para um instituto de economia. Durante o período de férias, Kirilov, um pintor russo, e Yvonne, uma camponesa que chegou à Paris para trabalhar como faxineira e que terminou na prostituição, juntam-se ao grupo.

Em homenagem a Paul Nizan, o grupo dá à célula o nome de AdenArabie. Seus componentes ouvem a Rádio Pequim, discutem ideologia, lutam pela reforma do ensino superior e revolucionam a Comédie Française.

Quando da passagem de um ministro soviético por Paris, Véronique sugere ao grupo que o mesmo seja assassinado. Henri é então excluído do grupo acusado de revisionismo. Kirilov, obcecado pela morte de Dostoievsky, comete suicídio por confundir Deus com o marxismo-leninismo.

Véronique impõe seu plano prometendo realizar uma série de atos terroristas destinados a provocar o medo, o fechamento das universidades e, por consequência, estabelecer novas bases para a reforma do ensino superior.

Em um trem de subúrbio, Véronique encontra-se com Francis Jeanson e os dois se deixam levar por um amplo debate sobre o uso da violência como meio válido para se conseguir uma mudança social. Francis, que havia sido levado a julgamento por apoiar terroristas argelinos, mostra-lhe a enorme diferença entre os planos dela e o movimento ocorrido na Argélia.

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Comentários

Escrito e dirigido pelo famoso cineasta francês Jean-Luc Godard, “A Chinesa” é um filme que recomendo. A trama se passa em 1967, ou seja, no ano anterior ao famoso Maio de 1968, quando a juventude francesa veio a protagonizar os conhecidos episódios de desobediência civil naquele país. Ela aborda diversos temas importantes como o capitalismo, o imperialismo, o liberalismo e o sistema escolar.

Além do excelente trabalho realizado por Godard, merecem destaques a fotografia de Raoul Coutard e as atuações de Jean-Pierre Léaud e Anne Wiazemsky, na época esposa e musa do cineasta.

CAA