Filmes por gênero

MELODIA INTERROMPIDA (1955)

Interrupted melody
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Mélodie interrompue (França, Bélgica)
Oltre il destino (Itália)
Melodía interrumpida (Espanha, Argentina)
Unterbrochene melodie (Alemanha, Austria)
Sången till livet (Suécia)
Przerwana melodia (Polônia)
Onderbroken melodie (Holanda)
Sangen, der forstummede (Dinamarca)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Drama, Música, Biográfico
Direção: Curtis Bernhardt
Roteiro: William Ludwig, Sonya Levien
Produção: Jack Cummings
Música Original: Adolph Deutsch, Alexander Courage
Direção Musical: Saul Chaplin
Fotografia: Joseph Ruttenberg, Paul Vogel
Edição: John D. Dunning
Direção de Arte: Cedric Gibbons, Daniel B. Cathcart
Figurino: Helen Rose
Maquiagem: William Tuttle
Efeitos Sonoros: Wesley C. Miller, Ralph George
Efeitos Especiais: Warren Newcombe
Nota: 8.4
Filme Assistido em: 1958

Elenco

Glenn Ford Dr. Thomas King
Eleanor Parker Marjorie Lawrence
Roger Moore Cyril Lawrence
Cecil Kellaway Bill Lawrence
Peter Leeds Dr. Ed Ryson
Evelyn Ellis Clara
Walter Baldwin Jim Owens
Ann Codee Madame Gilly
Stephen Bekassy Conde Claude des Vignaux
William Forrest Dr. Richards
Martin Garralaga Dr. Ortega
Phyllis Altivo Louise
André Charlot Sr. Bertrand
Fiona Hale Eileen Lawrence
Charles Keane Ted Lawrence
Jack Raine Sr. Norson
Gloria Rhoads Sra. Schultz
Charles Evans Diretor da Metropolitan Opera
Lois Kimbrell Enfermeira
Doris Merrick Enfermeira
Jo Gilbert Enfermeira
Marcella Reale Soprano em "La Bohème"
Armando Tokatian Tenor em "La Bohème"
Gilbert Russell Tenor em "Il Trovatore"
William Olvis Tenor em "Seguildilla"
Frederick Klassen Cantor em "Tristão e Isolda"
Tudor Williams Cantor em "Tristão e Isolda"

Prêmios

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor História e Roteiro (William Ludwig, Sonya Levien)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Atriz (Eleanor Parker)

Oscar de Melhor Figurino a cores (Helen Rose)

Festival Internacional de Veneza, Itália

Prêmio Leão de Ouro (Curtis Bernhardt)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Numa certa manhã, Marjorie Lawrence foge da fazenda de ovelhas da família, perto de Winchelsea, Austrália, e pega um trem para Geelong a fim de participar de uma competição vocal operística. Na manhã seguinte, seu pai, Bill Lawrence, lê no jornal que ela ganhou a competição e foi premiada com uma bolsa para estudar música em Paris. Para deleite de seus irmãos e irmãs, Bill permite, com sua bênção, que ela viaje para a França. Em Paris, ela é aceita como aluna da renomada professora Madame Gilly. Um ano mais tarde, Bill morre e Marjorie se prepara para retornar à fazenda, quando Madame Gilly lhe informa que ela foi selecionada para uma produção de La Bohème, em Monte Carlo.

Sua estreia é um sucesso e lhe é oferecido um contrato de dois anos. Dominada pela emoção e pela saudade da família, Marjorie conhece um americano, Dr. Thomas King, no saguão do hotel em Monte Carlo. Ele a convida para comemorarem sua estreia com dança e champanhe e terminam se apaixonando. No encontro, ele comenta que depois de passar um ano trabalhando em pesquisas na Sorbonne, está prestes a retornar para os Estados Unidos, onde vai trabalhar num hospital infantil de Nova York. Depois de um beijo apaixonado, eles se despedem e Thomas segue para se preparar para seu embarque num navio.

Enquanto isso, tendo agora seu irmão Cyril como seu gerente de negócios, Marjorie coleciona vários triunfos com seu canto lírico, sendo convidada para se apresentar na Ópera de Paris. Por outro lado, graças à influência de um pretendente, o Conde Claude des Vignaux, ela ganha fama internacional, sendo convidada para se apresentar no Metropolitan Opera House de Nova York. Na noite da estreia, terminada sua apresentação, Marjorie recebe, nos bastidores, a visita de Thomas, que assistira ao espetáculo. Quando ela o convida para a festa da estreia, ele a questiona sobre os rumores de que ela é noiva do Conde des Vignaux. Sem lhe dar uma resposta, Marjorie concorda em não participar da festa programada, preferindo sair para um passeio com ele, evitando inclusive as chamadas do Conde.

Enquanto o tempo passa, Marjorie se mostra cada vez mais frustrada por ele não avançar na direção de um relacionamento estável. Quando ela o confronta em seu consultório, ele explica que a carreira dela iria atrapalhar um casamento estável, sendo assim melhor que eles parem de se ver. Disposta a não desistir dele, Marjorie cancela seus compromissos no exterior e assegura a Thomas que ela não quer nada mais do que ser sua esposa. Eles se casam, e Marjorie põe em risco sua carreira quando se recusa a partir em uma turnê pela América Latina, em preparação para seu papel em “Tristão e Isolda”. Na ocasião, Thomas insiste para que ela participe da turnê, embora se negue a deixar sua clínica para acompanhá-la.

Na turnê, durante os ensaios, Marjorie começa a sofrer de dores de cabeça, e sua voz começa a vacilar. Certo dia, ela chega a desmaiar e, preocupado, Thomas voa para a América Latina a fim de ficar com ela. Os exames médicos indicam que ela foi acometida de poliomielite, e quando Thomas a visita no hospital, ela se acha completamente paralítica. Dias depois, ela recupera os movimentos dos braços e ombros, mas espiritualmente se mostra bastante desanimada. Preocupado, Thomas a leva para convalescer na Flórida. Certo dia, ele coloca uma das gravações de Marjorie em um fonógrafo e sai da sala, apesar de suas súplicas para desligá-lo. Em desespero, ela consegue se arrastar em direção ao aparelho e o derruba antes de cair em lágrimas. Quando Thomas retorna e ressalta o fato dela ter conseguido se mover, Marjorie finalmente sente-se esperançosa.

Ela gradualmente retorna ao canto, mas entra em pânico e foge quando chega a hora de subir ao palco em uma cadeira de rodas. Na manhã seguinte, Marjorie acidentalmente descobre que Thomas está tendo problemas financeiros, a ponto de já ter vendido seus equipamentos médicos em Nova York. Desesperada, ela tenta se matar com uma overdose de pílulas, mas ele chega a tempo de impedi-la. Convencida de que ele realmente a ama do jeito que ela é, Marjorie faz com que ele retorne sozinho para Nova York, a fim de retomar sua vida profissional, enquanto ela permanece na Flórida com sua empregada Clara. Várias semanas mais tarde, ela recebe a visita de um velho amigo de Thomas, o Dr. Ed Ryson, agora convocado pelo exército.

Ele a convida para cantar para os soldados que se acham hospitalizados e, ao enfrentar uma sala cheia de homens feridos, muitos deles também em cadeiras de rodas, Marjorie redescobre sua confiança e o prazer de cantar. Assim, ela passa a entreter as tropas no exterior e, em seguida, retorna ao Metropolitan para cantar numa produção de “Tristão e Isolda” encenada para acomodar sua deficiência física. Na noite da estreia, contando com um dispositivo mecânico, escondido por sua saia, que lhe permite dar alguns passos, Marjorie recebe uma estrondosa ovação, sendo observada por Thomas dos bastidores.

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Realizado pelo cineasta Curtis Bernhardt, a partir de um roteiro escrito por William Ludwig e Sonya Levien, “Melodia Interrompida” é um ótimo filme norte-americano produzido pela Metro-Goldwyn-Mayer (MGM) em 1955. Sua trama é baseada numa autobiografia da soprano australiana Marjorie Florence Lawrence.

Na direção, Bernhardt realiza um ótimo trabalho, o qual lhe valeu sua indicação ao prêmio Leão de Ouro do Festival Internacional de Veneza. Na área técnica, merecem ainda ser citados o belo figurino, assinado por Helen Rose, e a extraordinária trilha sonora com mais de uma dezena de músicas do porte de “La Bohème” e “Madame Butterfly”, ambas de Giacomo Puccini, “Il Trovatore”, de Giuseppe Verdi, “Carmen”, de Georges Bizet, e “Tristan und Isolde”, de Richard Wagner.

No elenco, Eleanor Parker brilha no papel principal, seguida pelas ótimas atuações de Glenn Ford e Roger Moore.

CAA