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PIAF - UM HINO AO AMOR (2007)

La môme
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Ficha Técnica

Outros Títulos: La vie en rose (UK, Itália, Alemanha, Holanda)
Edith Piaf (República Tcheca)
La vida en rosa (Espanha)
Pais: França, Reino Unido, República Tcheca
Gênero: Biográfico, Drama, Música
Direção: Olivier Dahan
Roteiro: Olivier Dahan, Isabelle Sobelman
Produção: Alain Goldman
Design Produção: Olivier Raoux
Música Original: Christopher Gunning
Direção Musical: Edouard Dubois
Fotografia: Tetsuo Nagata
Edição: Richard Marizy
Direção de Arte: Beata Brendtnerovà, Mick Lanaro, Laure Lepelley
Figurino: Marit Allen
Guarda-Roupa: David Crossma, Céline Collobert, Alice Kheilova
Maquiagem: Gabriela Polakova, Didier Lavergne
Efeitos Sonoros: Laurent Zeilig, Gael Nicolas, Gréggory Poncelet e outros
Efeitos Especiais: Jan Holub, Pavel Policar, Miroslav Miclik
Efeitos Visuais: Hugh Welchman, Lucy Ainsworth-Taylor, Seb Caudron e outros
Nota: 8.7
Filme Assistido em: 2007

Elenco

Marion Cotillard Edith Piaf
Sylvie Testud Simone 'Mômone' Berteaut
Pascal Greggory Louis Barrier
Emmanuelle Seigner Titine
Gérard Depardieu Louis Leplée
Jean-Paul Rouve Louis Gassion, pai de Piaf
Clotilde Courau Anetta Giovanna Maillard, mãe de Piaf
Catherine Allégret Louise
Garrick Hagon Médico americano
Caroline Sihol Marlene Dietrich
Elisabeth Commelin Danièlle Bonel
Chantal Bronner Josette
Caroline Raynaud Ginou
Manon Chevallier Edith, aos 5 anos
Pauline Burlet Edith, aos 10 anos
Marc Barbé Raymond Asso
Marc Gannot Marc Bonel
Jean-Paul Muel Bruno Coquatrix
Valérie Moreau Jeanne
André Penvern Jacques Canetti
Marie-Armelle Deguy Marguerite Monnot
Nathalie Dorval Mireille
Laurent Olmedo Jacques Pills
Farida Amrouche Emma 'Aïcha' Saïd, avó de Piaf
Nathalie Dahan Yvonne
Laura Stainkrycer Garota do Bordel
Lucie Brezovska Garota do Bordel
Vera Havelková Garota do Bordel
Alban Casterman Charles Aznavour
Agathe Bodin Suzanne
Maureen Demidof Marcelle, filha de Piaf
Paulina Bakarova Jornalista americana
Christophe Odent Dr. Bernay
Harry Hadden-Paton Doug Davis

Prêmios

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Atriz (Marion Cotillard)

Oscar de Melhor Maquiagem

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Atriz (Marion Cotillard)

Prêmio Anthony Asquith de Melhor Música (Christopher Gunning )

Prêmio de Melhor Figurino (Marit Allen)

Prêmio de Melhor Maquiagem/Cabeleireiro (Jan Archibald, Didier Lavergne)

Prêmios Leão Tcheco, Praga, República Tcheca

Leão Tcheco de Melhor Atriz (Marion Cotillard)

Leão Tcheco de Melhores Efeitos Sonoros

Leão Tcheco de Melhor Música

Prêmios César - Academia das Artes do Cinema, França

César de Melhor Atriz (Marion Cotillard)

César de Melhor Fotografia

César de Melhor Design de Produção

César de Melhor Figurino

César de Melhor Som

Prêmios Globo de Ouro, EUA

Prêmio de Melhor Atriz em um Musical ou Comédia (Marion Cotillard)

Círculo de Críticos de Cinema de Londres, Inglaterra

Prêmio Atriz do Ano (Marion Cotillard)

Associação de Críticos de Cinema de Los Angeles, EUA

Prêmio de Melhor Atriz (Marion Cotillard)

Indicações

Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA

Oscar de Melhor Figurino

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Design de Produção

Prêmio de Melhor Direção de Arte (Stanislas Reydellet)

Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira (Olivier Dahan e Alain Goldman )

Prêmio de Melhores Efeitos Sonoros (Jean-Paul Hurier, L. Zeilig, P. Villard, Marc Doisne )

Festival Internacional de Berlim, Alemanha

Prêmio Urso de Ouro (Olivier Dahan)

Prêmios César - Academia das Artes do Cinema, França

César de Melhor Filme Francês (Olivier Dahan)

César de Melhor Direção (Olivier Dahan)

César de Melhor Edição

César de Melhor Roteiro Original

César de Melhor Ator Coadjuvante (Pascal Greggory)

César de Melhor Atriz Coadjuvante (Sylvie Testud)

Academia do Cinema Europeu

Prêmio do Público de Melhor Filme (Olivier Dahan)

Prix d'Excellence (pela maquiagem)

Prêmio de Melhor Atriz (Marion Cotillard)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Nascida em uma família pobre, onde sua mãe, Anetta Giovanna Maillard, ganhava alguns trocados como cantora de rua, e seu pai, Louis Gassion, conseguia algum dinheiro como contorcionista, também se apresentando em locais públicos, a pequena Edith Giovanna Gassion teve uma infância difícil e complicada.

Sentindo-se sem condições de criá-la, Anetta a entrega à sua mãe, Emma Saïd. Esta, que só vive para a bebida, não oferece à neta as menores condições de higiene. Ao ver a filha coberta de eczema, Louis Gassion a leva para viver com a avó paterna em um bordel na Normandia, enquanto ele parte para servir ao exército francês. Nesse ambiente, a garotinha começa a compreender a ambigüidade da vida, já que, em contrapartida a esse local de moral duvidosa, passa a receber muita ternura por parte de uma das prostitutas, Titine, que nutre por ela uma verdadeira adoração.

Aos sete anos, acometida de uma forte ceratite, Edith perde sua visão. Titine desdobra-se em seus cuidados, sendo inclusive ameaçada de ser expulsa do bordel. Contando com a ajuda de suas colegas, promove uma peregrinação à Lisieux, onde faz uma promessa à Santa Thérèse pela cura da garota. Como que por milagre, Edith tem sua visão completamente restabelecida cerca de dez dias depois..

Em 1929, seu pai volta a procurá-la e retoma sua vida artística como contorcionista. Edith o ajuda nas ruas, ocasião em que descobre sua vocação para cantora.  Três anos depois, aos 17 anos e, já separada do pai, ela passa a ganhar a vida como cantora de rua em Paris, oportunidade em que se apaixona por Louis Dupont, com quem tem uma filha, Marcelle, que viria a morrer dois anos depois de meningite.

Em 1935, é descoberta na área de Pigalle por Louis Leplée, proprietário do "Le Gerny", uma casa noturna bastante freqüentada. É ele quem lhe dá seu primeiro nome artístico: "La Môme Piaf", que na gíria francesa significa "O Pequeno Pardal", devido à sua baixa estatura. A grande campanha publicitária promovida por Leplée faz com que sua estréia seja marcada pela presença de várias celebridades da época.  Na ocasião, ela conhece a compositora Marguerite Monnot, que viria a se tornar sua parceira e fiel amiga por toda sua vida.

No ano seguinte, sua ascendente carreira é ameaçada quando do assassinato de Leplée por bandidos ligados às drogas e que, no passado, haviam tido alguma ligação com ela. Uma vez inocentada, Edith recorre a Raymond Asso para reerguer sua imagem, oportunidade em que ele muda seu nome artístico para "Edith Piaf".

Em março de 1937, estréia sua carreira como cantora de música de salão, e se torna a grande vedete da "Chanson Française", adorada pelo público e difundida pelo rádio. Ela começa a conhecer pessoas famosas e a receber convites para se apresentar em peças teatrais escritas especialmente para ela.  Por outro lado, Edith começa a escrever canções, sendo auxiliada por compositores na parte musical.  Em 1945, ela escreve "La Vie en Rose", que viria a se tornar a mais célebre de suas canções.

Com o término da 2ª Guerra Mundial, ela se torna internacionalmente famosa, excursionando pela Europa, Estados Unidos e América do Sul. A turnê pelos Estados Unidos não é bem-sucedida mas, após um jornal nova-iorquino fazer referências altamente elogiosas ao seu desempenho, é contratada pelo "Versailles", um cabaré elegante de Manhattan. Celebridades do mundo do cinema comparecem em grande número, ocasião em que é apresentada à Marlene Dietrich, que viria a se tornar sua amiga pelo resto de sua vida. Na mesma noite, conhece o pugilista marroquino Marcel Cerdan, por quem se apaixona perdidamente. Marcel era casado com filhos e residia com a família em Casablanca. A ele, ela dedica um de seus mais belos clássicos: "L' Hymne à l'Amour".

Em outubro de 1949, sentindo-se sozinha, ela telefona a Marcel e lhe pede que venha visitá-la. Poucas horas antes de subir ao palco, entretanto, recebe a comunicação de que o avião em que o pugilista viajava, havia caído nos Açores. Mesmo assim, não cancela sua apresentação, dedicando aquela noite ao grande amor de sua vida. Ao final da quinta música, Piaf desmaia no palco. À insuportável dor da perda, junta-se uma intensa dor física, provocada pelo reumatismo, que se manifestava pela primeira vez. Incapacitados de remover a causa, aos médicos resta a alternativa de combater os efeitos. Prescrevem-lhe morfina, o mais poderoso analgésico disponível na época.

Em 1951, Edith ajuda a decolar a carreira de Charles Aznavour, levando-o a realizar uma turnê pelos Estados Unidos e pela França. No ano seguinte, ela se casa com o cantor Jacques Pills, de quem se divorciaria quatro anos depois. Face à dependência de morfina, Pills a faz se submeter a um tratamento de reabilitação.

Em 1958, ao sofrer um grave acidente de carro, sua saúde piora e sua dependência de morfina aumenta.  Três anos depois, a pedido de Bruno Coquatrix, Edith Piaf faz no "Olympia de Paris", ameaçado de fechamento por problemas financeiros, uma série de shows entre os mais memoráveis de sua carreira, ocasião em que lança sua canção "Non, Je ne Regrette Rien".

Em 1962, doente e drogada, ela se casa com Théo Sarapo, um cantor de origem grega, 20 anos mais novo. Nessa época, com a saúde bastante abalada, faz sua última grande apresentação no "Olympia de Paris", casa de espetáculos de sua predileção. Em 1963, após gravar seu último disco, Piaf refugia-se na Riviera Francesa, onde vem a falecer em 10 de outubro daquele ano.

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Comentários

"Piaf - Um Hino ao Amor" é um filme maravilhoso.  Realizado pelo cineasta Olivier Dahan, que também participou da elaboração do roteiro, o filme narra a extraordinária vida de um dos maiores ícones da música francesa, Edith Piaf, nascida Edith Giovanna Gassion, desde sua difícil infância na Normandia até sua morte aos 47 anos.

Ao retratar uma vida marcada por dramas e tragédias, Dahan nos oferece um trabalho bastante comovente, chamando-me atenção o fato de, ao se acenderem as luzes do cinema após o término da sessão, a platéia permanecer sentada em silêncio, como que sentindo uma certa dificuldade de se desligar do clima em que permanecera por quase duas horas e meia.

O roteiro exagera no uso de flashbacks, misturando as diversas fases da vida de Piaf, podendo confundir espectadores menos atentos.  Acredito que algumas seqüências poderiam ter sido dispensadas sem trazer qualquer prejuízo à narrativa, além de diminuir um pouco o tempo de projeção.

O grande destaque de "Piaf - Um Hino ao Amor", chama-se Marion Cotillard.  Essa atriz francesa relativamente pouco conhecida, dá um verdadeiro show de interpretação ao personificar esse grande mito.  Se fosse uma americana, o Oscar de Melhor Atriz já estaria assegurado.  De qualquer forma, acredito que ela tem chances de ser agraciada com a famosa estatueta em sua próxima edição de 2008.  Emmanuelle Seigner e Pauline Burlet, esta última no papel de Piaf adolescente, também merecem ser mencionadas.

O filme conta ainda com um grande número de sucessos de Piaf como, por exemplo, "L'Hymne à L'Amour", "Non, Je ne Regrette Rien" e "La Vie en Rose".

Enfim, "Piaf - Um Hino ao Amor" é um filme imperdível.

CAA