Filmes por gênero

A BELA DA TARDE (1967)

Belle de Jour
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Ficha Técnica

Outros Títulos: A bela de dia (Portugal)
Bella di Giorno (Itália)
Bella de día (Espanha, México)
Belle de Jour - Schöne des Tages (Alemanha)
Belle de jour - dagfjärilen (Suécia)
Dagens skjønnhet (Noruega)
Dagens skønhed (Dinamarca)
Belle de jour - päiväperho (Finlândia)
Pais: França, Itália
Gênero: Drama
Direção: Luis Buñuel
Roteiro: Luis Buñuel, Jean-Claude Carrière
Produção: Robert Hakim, Raymond Hakim
Design Produção: Robert Clavel
Fotografia: Sacha Vierny
Edição: Louisette Hautecoeur
Figurino: Hélène Nourry
Maquiagem: Janine Jarreau
Efeitos Sonoros: Pierre Davoust, René Longuet
Nota: 9.3
Filme Assistido em: 1968

Elenco

Catherine Deneuve Séverine Serizy / Belle de Jour
Jean Sorel Pierre Serizy
Michel Piccoli Henri Husson
Geneviève Page Madame Anais
Pierre Clément Marcel
Françoise Fabian Charlotte
Macha Méril Renée
Muni Pallas
Maria Latour Mathilde
Iska Khan Cliente asiático
Marcel Charvey Prof. Henri
Francisco Rabal Hyppolite
Georges Marchal Duque
Francis Blanche Sr. Adolphe
Dominique Dandrieux Séverine, quando criança
Adélaïde Blasquez Empregada
Marc Eyraud Barman

Prêmios

Prêmios Bodil - Copenhague, Dinamarca

Bodil de Melhor Filme Europeu (Luis Buñuel)

Sindicato Francês dos Críticos de Cinema, França

Prêmio de Melhor Filme (Luis Buñuel)

Festival Internacional de Veneza, Itália

Prêmio Leão de Ouro (Luis Buñuel)

Prêmio Pasinetti de Melhor Filme (Luis Buñuel)

Indicações

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Atriz (Catherine Deneuve)

Sociedade Nacional dos Críticos de Cinema dos Estados Unidos

Prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante (Geneviève Page)

Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA

Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Séverine e Pierre Sérizy são casados, mas a vida íntima do casal não é satisfatória.  Ele, médico, a ama muito, gostaria que tivessem um filho e, com freqüência, a sente um pouco distante.  Ela, por outro lado, constantemente é atacada por sonhos e pensamentos sadomasoquistas.  Esses sonhos são reforçados por insinuações feitas por dois amigos do casal, Henri Husson e sua amante, Renée.

Certo dia, depois de jogar uma partida de tênis, Séverine é assediada por Husson, que chega a lhe mandar flores.  Na oportunidade, o assunto prostituição vem à tona e Husson comenta que costumava freqüentar o bordel de Madame Anaïs, na Cité Jean de Saumur, nº 11, onde as mulheres eram belas damas da sociedade.

No dia seguinte, curiosa, ela vai até o local onde, depois de muito hesitar, termina entrando para conversar com Madame Anaïs.  Esta a acha uma bela e fina mulher e a estimula a trabalhar na casa.  Séverine diz que só pode ficar lá entre 14 e 17 horas, o que leva Anaïs a propor-lhe o apelido de "Belle de Jour".  Na oportunidade, é apresentada a suas duas novas colegas, Charlotte e Mathilde.

Seus primeiros clientes são o industrial, Sr. Adolphe, o Prof. de ginecologia, Henri, um cliente asiático e um duque.  Cada um tem sua fantasia ou tara, como, por exemplo, o professor se veste de mordomo e a pede que o insulte; já o duque a leva ao seu castelo, onde faz com que Belle de Jour se deite num caixão, como se fosse sua filha morta.  Há, ainda, o caso de um gângster, Marcel, que a maltrata, mas que nutre por ela uma paixão doentia.

As coisas se complicam quando, certo dia, chega ao bordel de Madame Anaïs, Husson, o amigo da família.  Este, surpreso, lhe fala de sua decepção, dizendo-lhe que a desejava por vê-la como uma pessoa pura e de virtudes e se nega a ter qualquer envolvimento com ela.  Na saída, garante-lhe que não falará nada a Pierre, seu marido, e joga sobre um móvel o dinheiro devido por ter estado com ela.  Tal encontro faz com que Séverine diga à Madame Anaïs que não mais voltará a trabalhar no bordel.

Enquanto Séverine se achava no quarto com Husson, Marcel a procura e, ao saber que ela se achava ocupada, resolve aguardá-la na rua.  Assim, quando ela sai, sem que perceba, é seguida por Marcel até sua casa.  Logo depois que entra, o gângster bate à sua porta.  Ela lhe suplica que vá embora.  Depois de dizer-lhe que vai esperar seu marido, ele muda de idéia e sai exigindo que, num prazo de três dias, ela o procure no Hotel du Bois.

Pouco tempo depois, ela ouve vários disparos e, ao olhar pela janela de seu apartamento, vê o marido estendido na calçada, enquanto Marcel foge de carro em alta velocidade.  Perseguido pela polícia, o gângster termina morto.  Enquanto isso, Pierre é prontamente atendido e sobrevive.

Uma vez totalmente recuperado e já em casa, o casal faz planos para passar as próximas férias nas montanhas.

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Comentários

Baseado num livro de Joseph Kessel, "A Bela da Tarde" é mais um ótimo filme do cineasta aragonês, Luis Buñuel.

À história de Kessel, Buñuel adiciona uma série de seqüências, como os sonhos e pensamentos de Séverine, o que dá ao filme um genuíno tom inquietante e surrealista.

Fiel ao seu estilo narrativo, o cineasta passa da realidade do matrimônio de Séverine, aos seus sonhos sadomasoquistas e, daí, à realidade da vida no bordel.

No final do filme, Buñuel coloca uma fantasia, que pode ser tanto atribuída à Séverine como a Pierre.  É quando este último levanta-se de sua cadeira de rodas e, completamente restabelecido, brinda e faz planos de férias com sua esposa, demonstrando finalmente um ambiente de completa felicidade.  Para mim, a fantasia é de Séverine, significando que, mesmo com o marido preso numa cadeira de rodas, ela está livre de seus sonhos sadomasoquistas e pronta para ter uma casamento feliz ao lado de Pierre.

Catherine Deneuve, lindíssima em seus 24 anos de idade, é o coração e a alma dessa pérola com a qual nos brinda o grande Luis Buñuel.

CAA