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O FANTASMA DA RUA MORGUE (1954)

Phantom of the Rue Morgue
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Le fantôme de la Rue Morgue (França, Bélgica)
Il mostro della via Morgue (Itália)
El fantasma de la calle Morgue (Espanha)
El fantasma de la Rue Morgue (Argentina)
Der würger von Paris (Austria, Alemanha)
Ett skri av skräck (Suécia)
Moord in de Rue Morgue (Holanda)
Udyret fra Rue Morgue (Dinamarca)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Mistério, Terror, Crime
Direção: Roy Del Ruth
Roteiro: James R. Webb, Harold Medford
Produção: Henry Blanke
Música Original: David Buttolph
Fotografia: J. Peverell Marley
Edição: James Moore
Direção de Arte: Bernard Tuttle
Guarda-Roupa: Moss Mabry
Maquiagem: Gordon Bau
Efeitos Sonoros: Stanley Jones
Nota: 6.8
Filme Assistido em: 1956

Elenco

Karl Malden Dr. Marais
Claude Dauphin Inspetor Bonnard
Patricia Medina Jeanette
Steve Forrest Prof. Paul Dupin
Allyn Ann McLerie Yvonne
Anthony Caruso Jacques the One-Eyed
Veola Vonn Arlette
Dolores Dorn Camille
Merv Griffin Georges Brevert
Paul Richards Rene, o atirador de facas
Rolfe Sedan LeBon
Marie Blake Marie
Rico Alaniz Policial
Nan Boardman Mãe de Camille
Baynes Barron Gerente do Circo
Richard Avonde Vendedor
Joan Blair Inquilina
Henry Corden Detetive Mignaud
Walter Coy Policial Arnot
Tom Hernández Policial Lara
Frank Lackteen Policial Chavet
George J. Lewis Policial Duval
Max Barwyn Porteiro
Helen Dickson Mulher do porteiro
Henry Kulky Maurice

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Em Paris, na década de 1890, o Inspetor Bonnard da polícia é tomado de surpresa por um brutal assassinato na Rua Morgue. Três meses depois, Yvonne, uma artista de cabaré, é morta de forma similar ao assassinato anterior. Na ocasião, a polícia encontra uma pulseira em seu braço e, no quarto dela, fotografias de seu ciumento parceiro de palco, René, e do seu namorado, o universitário Georges Brevert. Um dos policiais nota que o fecho da pulseira, uma vez fechado, não pode ser aberto e é considerado como um símbolo do amor eterno.

Quando os vizinhos afirmam que viram a sombra de um homem escapar pelo telhado, Bonnard suspeita de René, até que uma mulher inadvertidamente fornece-lhe um álibi, ao tentar provar sua culpa. Bonnard, então, volta sua atenção para Brevert, mas o professor de psicologia da Sorbonne, Paul Dupin e sua noiva e assistente de laboratório, Jeanette Rovere, fornecem um álibi para ele. Dupin apresenta Bonnard a um colega professor, palestrante convidado do zoológico, Dr. Marais, que treina ratos para responder aos sinos e tem teorias sobre o instinto assassino em animais. Mais tarde, um misterioso assaltante entra em um apartamento, através de uma janela, e mata a modelo do pintor, Arlette, que usa uma pulseira semelhante à de Yvonne. Em busca de um suspeito, Bonnard e seus homens investigam artistas de circo, mas evidências apontam para Dupin, quando eles encontram um camafeu no quarto de Arlette, que ele afirma ter sido comprado para Jeannette e roubado de seu apartamento.

Na Universidade, Marais dá uma palestra sobre uma surda-muda, chamada Marie, que transformou a hostilidade interior depois de sofrer a rejeição do marido. Mais tarde, Camille, uma jovem que vive na pensão de Dupin, é morta e a polícia o prende no telhado. Dupin afirma que estava perseguindo o assassino, mas quando a polícia encontra outras provas incriminatórias, Bonnard o prende. Tal como ocorrera com as outras vítimas, Camille é encontrada usando uma pulseira igual à de Yvonne. Perplexo pela capacidade do assassino de escapar do apartamento das vítimas, Bonnard contrata um acrobata do circo para encontrar um meio de escapar do quarto de Arlette. Quando o acrobata falha, Dupin sugere a Bonnard que o assassino deve ser um animal. Mais tarde, em um mergulho à beira-mar, Jacques, um animal que trabalha para Marais, mata um marinheiro que o provocou ao falar de um macaco que ele trouxe de Malta.

Enquanto isso, Marais oferece à Jeannette um emprego para estudar o comportamento dos animais no zoológico e a apresenta a um macaco enjaulado que responde à sua demonstração de afeto. Depois que ela sai, Jacques e Marais discutem como o macaco acidentalmente matou a primeira vítima, na Rue Morgue, já que ele fora treinado para matar a mando do professor. Jacques o provoca ao dizer-lhe que Jeannette irá rejeitá-lo, assim como as outras mulheres o fizeram.

Em sua casa no jardim zoológico, Marais encontra Jeannette com um retrato de sua falecida esposa, que ele alega ter cometido suicídio. Incitando-a a esquecer Dupin, Marais a beija, mas ela se esquiva. Em seguida, ao perceber que o retrato mostra o medo nos olhos da Sra. Marais, Jeannette supõe que as grades nas janelas do quarto foram colocadas para aprisionar a mulher, e não para mantê-la segura dos animais do zoológico.

Diante da rejeição de Jeannette, Marais se mostra ressentido, mas lhe dá uma pulseira que alega ter pertencido a Dupin. Percebendo a hostilidade do professor, ela acredita que, a exemplo de Marie, ele teria desenvolvido uma neurose em resposta à rejeição. Depois de trancá-la no quarto, Marais vai até a jaula do macaco, mas o mesmo havia matado Jacques e fugido. Enquanto Marais o procura, o macaco invade a loja de uma costureira e mata a proprietária. Enquanto isso, na Delegacia, Bonnard pede que Dupin assine uma confissão pré-escrita, mas ele, vendo as pulseiras das vítimas em sua mesa, recorda como Marais treinou seus ratos e sugere que ele  poderia treinar um macaco da mesma forma, mas Bonnard se recusa a considerar sua teoria.

Em seguida, um policial relata o assassinato da costureira e faz entrar testemunhas que viram o macaco e um homem bem-vestido descerem em um bueiro perto da cena do crime. Bonnard, Dupin e vários policiais correm até o jardim zoológico, onde Marais havia instruído o macaco a arrombar a janela do quarto e matar Jeannette. O animal, no entanto, a carrega desmaiada, para o telhado e, de lá, para uma árvore. Por outro lado, ao ver a polícia, Marais solta um leão de sua gaiola, mas os policiais matam o animal, prendem o professor e providenciam uma rede. Embora preso, Marais ordena que o macaco mate Jeannette, mas o animal empurra a jovem, que cai na rede. Logo em seguida, os policiais atiram no animal que, ao cair da árvore, mata Marais.

Horas depois, na Delegacia, Bonnard corta a pulseira do braço de Jeannette e encerra o caso.

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Comentários

Realizado pelo cineasta Roy Del Ruth, a partir de um roteiro escrito por James R. Webb e Harold Medford, “O Fantasma da Rua Morgue” é um filme norte-americano produzido pela Warner Brothers em 1954. Sua trama, baseada na obra de Edgar Allan Poe, "The Murders in the Rue Morgue", provavelmente é do interesse daqueles que amam filmes de horror.

Na direção, Del Ruth realiza um trabalho apenas razoável. Na primeira metade, o filme se mostra razoavelmente maçante, melhorando na segunda, principalmente nos últimos vinte minutos, quando a tensão cresce até os minutos finais. Por outro lado, merece destaque a bela música a cargo de David Buttolph.

No elenco, Steve Forrest brilha no papel do Professor Paul Dupin. Com atuações bastante convincentes, destacam-se Karl Malden e Claude Dauphin e Patricia Medina.

CAA