Filmes por gênero

MULHERES DIABÓLICAS (1995)

La cérémonie
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Ficha Técnica

Outros Títulos: A cerimónia (Portugal)
Il buio nella mente (Itália)
Blutiger engel (Alemanha)
Mulheres Diabólicas (Argentina, Espanha, México)
Ceremonin (Suécia)
Ceremonien (Dinamarca)
Kiveen kirjoitettu (Finlândia)
Церемония (Rússia)
Pais: França, Alemanha
Gênero: Crime, Drama, Suspense, Mistério
Direção: Claude Chabrol
Roteiro: Claude Chabrol, Caroline Eliacheff
Produção: Marin Karmitz
Design Produção: Daniel Mercier
Música Original: Matthieu Chabrol
Direção Musical: Laurent Petitgirard
Fotografia: Bernard Zitzermann
Edição: Monique Fardoulis
Direção de Arte: Daniel Mercier
Figurino: Corinne Jorry
Guarda-Roupa: Hélène Robin, Paule Mangenot, Anne-Marie Castaño-Padovan
Maquiagem: Thi-Loan Nguyen, Cédric Chami, Jocelyne Lemery
Efeitos Sonoros: Claude Villand, Jean-Bernard Thomasson, André Naudin
Efeitos Especiais: Dominique Colladant, Jean-Pierre Moricourt
Nota: 8.4
Filme Assistido em: 1996

Elenco

Isabelle Huppert Jeanne Marchal, funcionária dos Correios
Sandrine Bonnaire Sophie Bonhomme, empregada doméstica
Jacqueline Bisset Catherine Lelièvre
Jean-Pierre Cassel Georges Lelièvre, marido de Catherine
Virginie Ledoyen Melinda Lelièvre, filha de Georges
Valentin Merlet Gilles Lelièvre, filho de Catherine
Jean-François Perrier Padre
Julien Rochefort Jeremie, namorado de Melinda
Dominique Frot Madame Lantier
Philippe Le Coq Philippe
David Gabison David
Yves Verhoeven Entregador
Ludovic Brillant .
Claire Chiron .
Claire-Marie Dentraygues .
Penny Fairclough .
Pierre Gondard .
Philippe Languille .
Christophe Lemoine .
Christine Melcer .
Serge Rousseau .

Prêmios

Prêmios César - Academia das Artes do Cinema, França

César de Melhor Atriz (Isabelle Huppert)

Associação de Críticos de Cinema de Los Angeles, EUA

Prêmio de Melhor Filme Estrangeiro (Claude Chabrol)

Prêmios Lumière, França

Prêmio Lumière de Melhor Atriz (Isabelle Huppert)

Sociedade Nacional dos Críticos de Cinema dos Estados Unidos

Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira

Festival Internacional de Toronto, Canadá

Prêmio Metro Media (Claude Chabrol)

Festival Internacional de Veneza, Itália

Copa Volpi de Melhor Atriz (Isabelle Huppert, Sandrine Bonnaire)

Prêmio Pasinetti de Melhor Atriz (Isabelle Huppert, Sandrine Bonnaire)

Indicações

Associação dos Críticos de Cinema de Chicago

Prêmio de Melhor Filme em Língua Estrangeira

Prêmios César - Academia das Artes do Cinema, França

César de Melhor Direção (Claude Chabrol)

César de Melhor Filme (Claude Chabrol)

César de Melhor Roteiro (Claude Chabrol, Caroline Eliacheff)

César de Melhor Atriz (Sandrine Bonnaire)

César de Melhor Ator Coadjuvante (Jean-Pierre Cassel)

César de Melhor Atriz Coadjuvante (Jacqueline Bisset)

Festival Internacional de Veneza, Itália

Prêmio Leão de Ouro (Claude Chabrol)

Prêmios Satellite, Los Angeles

Prêmio Golden Satellite de Melhor Filme em Língua Estrangeira (Claude Chabrol)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Catherine Lelièvre mora com o marido, Georges, e o filho, Gilles, numa casa de campo do Departamento de Maine-et-Loire, no oeste da França. Às vezes, sua enteada Melinda junta-se a eles nos finais de semana. Como a casa é bastante grande e todos saem durante o dia, ela precisa conseguir uma competente empregada que seja também de confiança. Em sua busca, finalmente encontra Sophie Bonhomme, a empregada que precisava: séria, carinhosa com sua família e que, terminados os seus afazeres, tranca-se em seu quarto para assistir televisão. Satisfeitos, os patrões se oferecem para pagar uma auto-escola para ela, assim como, uma consulta a um oftalmologista para verificar se Sophie necessita ou não usar óculos. Ela tem, entretanto, um segredo que guarda a sete chaves: é analfabeta.

Em pouco tempo, Sophie inicia uma relação de amizade com Jeanne, uma jovem mulher que trabalha nos Correios da pequena cidade que fica a uns 10 km da casa dos Lelièvres. Como Sophie, Jeanne é igualmente solitária, mas, por outro lado, é falante e curiosa a ponto de abrir e ler a correspondência que distribui.

Elas passam a se ver com freqüência, riem juntas, passeiam no velho carro de Jeanne ou vão ajudar o padre local nos serviços sociais da igreja. Sophie continuaria a ser a empregada exemplar se não fosse incitada pela amiga a se revoltar contra sua condição de doméstica. Quando a Sra. Lelièvre nota a mudança de comportamento de sua empregada, a atribui à influência negativa da funcionária dos Correios.

Depois de ter várias correspondências violadas, Georges vai aos Correios tomar satisfações junto à Jeanne, mas esta o afronta ao dizer que a mulher dele é uma puta e que a anterior não era melhor. À noite, em casa, ele descobre que Jeanne tem vindo com freqüência assistir televisão no quarto de Sophie. Irritado, procura a empregada e lhe diz que Jeanne está proibida de entrar em sua casa.

No dia seguinte, aniversário de Melinda, após preparar os salgadinhos para a comemoração, Sophie sai às escondidas para se encontrar com Jeanne. É quando ela fala para a amiga que seus patrões não querem mais vê-la na casa deles, embora ela, pessoalmente, não esteja pensando em obedecer à tal determinação. Na oportunidade, as duas descobrem que têm um ponto em comum ligado aos seus respectivos passados: Jeanne foi considerada suspeita de ter matado sua filha, solta por falta de provas, enquanto Sophie, de seu pai doente.

Em casa, ao verificar que Melinda vai telefonar para Jeremie, o namorado que se encontra na Inglaterra, Sophie corre para a extensão, onde ouve a jovem dizer que se acha grávida. Assim, quando Melinda descobre que ela é analfabeta, Sophie reage com violência e ameaça contar ao pai sobre sua gravidez. Melinda, entretanto, relata o ocorrido à família e Sophie é demitida por Georges, por ter usado de chantagem para intimidar sua filha.

À noite, a família se reúne para assistir, na televisão, a apresentação da Ópera “Don Giovanni”, de Mozart, ocasião que Melinda aproveita para gravá-la em seu gravador. Enquanto isso, Sophie entra na casa em companhia de Jeanne e, juntas, depois de rasgarem quase todos os vestidos de Catherine, pegam dois rifles de Georges, usados para caça, e se dirigem à sala onde os membros da família se acha reunidos, matando um por um.

Terminado o massacre, Jeanne se apropria do gravador e, em seguida, elas se separam como se tudo estivesse bem. Sozinha em seu carro, Jeanne é morta quando o veículo quebra numa curva e, logo depois, é violentamente atingido pela camionete do padre. A polícia chega ao local e conclui que o sacerdote não teve a menor culpa no acidente. Um dos policiais encontra o gravador com a fita que acusa as duas amigas. Escondida a poucos metros, Sophie assiste a tudo.

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Comentários

Baseado no livro “Judgement in Stone”, de Ruth Rendell, “Mulheres Diabólicas” está entre os melhores filmes do cineasta francês Claude Chabrol, embora não atinja os níveis de “Os Primos” ou “Um Assunto de Mulheres, do mesmo cineasta. Intrigante e enigmática, a história gira em torno da intensa relação destrutiva de duas mulheres.

Chabrol mais uma vez demonstra sua habilidade ao evitar recorrer a determinados clichês psicológicos e, assim, mostra por que é considerado por muitos como o Hitchcock francês. Além de sua magistral direção, ele também co-assina o roteiro, por sinal muito bem construído.

No elenco, Isabelle Huppert e Sandrine Bonnaire são de longe os maiores destaques. Como coadjuvantes, Virginie Ledoyen, Jacqueline Bisset e Jean-Pierre Cassel realizam um bom trabalho.

CAA