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OS DESAFINADOS (2008)

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Ficha Técnica

Pais: Brasil
Gênero: Drama, Música
Direção: Walter Lima Jr.
Roteiro: Walter Lima Jr., Suzana Macedo
Produção: Flávio R. Tambellini
Design Produção: Valéria Costa
Música Original: Wagner Tiso
Fotografia: Pedro Farkas
Direção de Arte: Clovis Bueno
Figurino: Karla Monteiro, Marília Carneiro
Maquiagem: Siva Rama Terra
Efeitos Sonoros: Márcio Câmara, Mark Filip, Julie Wilde e outros
Efeitos Especiais: Sergio Farjalla Jr.
Nota: 7.5
Filme Assistido em: 2008

Elenco

Rodrigo Santoro Joaquim, jovem
Cláudia Abreu Glória
Selton Mello Dico, jovem
Alessandra Negrini Luíza
Ângelo Paes Leme Davi, jovem
Jair Oliveira Geraldo, jovem
André Moraes Paulo Cesar, jovem 'PC'
Genésio de Barros Davi, no presente
Antônio Pedro PC, no presente
Vanessa Gerbelli Dora
Arthur Kohl Dico, no presente
Bené Silva Geraldo, no presente
Renato Borghi Cônsul Carlos José
Michel Bercovitch Leon
Charlis Fricks Caio
Augusto Madeira Manolo
Cacá Amaral Almirante
Kevin Gall Oficial da imigração
Daniel Lentini Assistente de direção de Dico
Haythem Noor Taxista indiano

Prêmios

Grande Prêmio Brasileiro de Cinema, Brasil

Prêmio de Melhor Trilha Sonora

Indicações

Grande Prêmio Brasileiro de Cinema, Brasil

Prêmio de Melhor Atriz (Cláudia Abreu )

Sinopse

Em 2000, no Rio de Janeiro, Davi, PC e Geraldo, três músicos de uma extinta banda, e Dico, um cineasta, ao tomarem conhecimento da morte de Glória, musa e cantora do grupo nos anos 60, reúnem-se e decidem rodar um documentário em sua homenagem.

Durante os depoimentos, vão relembrando as dificuldades do início da carreira, a chegada do grupo à Nova York nos anos 60, os momentos bons e ruins da convivência, os obstáculos enfrentados após o golpe militar de 68 e a relação nada convencional com Glória.

Assim, em flash-backs, o filme retorna à época em que os rapazes, alimentando o sonho de virem um dia a tocar no Carnegie Hall, decidem embarcar para Nova York em busca do tão almejado sucesso. Antes do embarque, o então líder e pianista do grupo, Joaquim, recebe a maior força de sua mulher, Luíza, grávida de um mês.

Uma vez em Manhattan, os jovens hospedam-se num pequeno quarto de um hotel barato e partem para a luta. No dia seguinte, Joaquim, que além de piano toca violão e gaita-de-boca, passeia pelo Central Park quando conhece Glória, uma bela jovem, filha de brasileira com americano, que vive sozinha em Nova York. O encontro se dá quando ele a ouve tocar uma música brasileira em sua flauta transversa e, sem que ela perceba, aproxima-se por trás e começa a acompanhá-la com seu violão.

Os dois sentem-se mutuamente atraídos e terminam passando a noite juntos no apartamento de Glória. Como um verdadeiro símbolo da mulher emancipada, ela pede a Joaquim para que traga todo o grupo a fim de se hospedar em sua casa. Assim, além de desenvolverem uma sólida amizade, os jovens passam a usar o apartamento em seus ensaios, Glória começa a integrar o grupo como instrumentista e cantora, tornando-se sua musa.

O relacionamento entre Joaquim e Glória continua cada vez mais firme até que ele recebe um telefonema de Luíza, fato que faz com que Glória saiba que ele é casado e se sinta por ele enganada.

Sete meses depois, Joaquim decide voltar para o Brasil, principalmente pelo fato de sua filha estar para nascer. Coincidentemente, nessa época, oficiais da Imigração localizam e deportam Davi e Geraldo. Pouco depois, todo o grupo volta a se reunir no Rio de Janeiro, inclusive Glória.

A banda começa a fazer grande sucesso. Numa turnê à Argentina, durante o período de repressão ditatorial, Joaquim é preso como terrorista, por engano, sendo posteriormente dado como morto. No Brasil, sob a vigência do AI-5, a vida também se torna bastante difícil. Dico roda um novo filme e tem problemas com a censura. Glória decide morar na Europa.

Voltando ao ano 2000, os maduros amigos continuam a discutir o documentário, no Bar do Manolo, quando entra um jovem pianista a procura deles. Identificando-se como filho de Glória, ele diz que, atendendo a um pedido da mãe, acaba de chegar ao Brasil para espalhar suas cinzas sobre a Cidade Maravilhosa.

 

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Comentários

“Os Desafinados” é um muito bom filme nacional, principalmente para a geração dos anos 60. Tendo a bossa-nova e a repressão policial dos anos de chumbo, como pano de fundo, o cineasta Walter Lima Jr. procura enfatizar a amizade e o companheirismo desenvolvidos por um grupo de jovens ávidos pelo sucesso profissional.

Com roteiro assinado por Lima Jr. e Susana Macedo, sua trama é fictícia, embora algumas seqüências lembrem fatos ocorridos durante o regime ditatorial militar, como aquelas que mostram o seqüestro e posterior morte de um músico brasileiro em Buenos Aires.

Um dos pontos altos de “Os Desafinados” é sua magnífica trilha sonora, assinada por Wagner Tiso. São inúmeras as composições de Antônio Carlos Jobim, como “Insensatez”, “Só Danço Samba”, “Meditação”, “Desafinado”, entre outras; do próprio Tiso, acham-se “Cabuletê”, “Bossa Cromática”, “Parceria”, “Bolero Cromático”, “Mente Pra Mim” e “Quebra 1”; de Jair Oliveira, acham-se “Você Pegou em Minha Mão” e “Eu Também Tive um Sonho”. Completando a trilha sonora, o filme apresenta ainda alguns números de jazz, “Jesus, Alegria dos Homens”, de Bach, “Carinhoso”, de Pixinguinha e Braguinha, “Prelúdio”, de Chopin, e “Copacabana”, de Alberto Ribeiro e Braguinha.

No elenco, os maiores destaques são as atuações de Cláudia Abreu e de Ângelo Paes Leme, seguidas da de Rodrigo Santoro. Cláudia sentiu-se magoada por não ter usado sua própria voz nas canções interpretadas por sua personagem, mas Lima Jr. não abriu mão de que as mesmas fossem gravadas por sua filha, Branca.
 

CAA