Filmes por gênero

O NOME DA ROSA (1986)

Der name der rose
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Le nom de la rose (França, Canadá)
Il nome della rosa (Itália)
The name of the rose (Estados Unidos)
El nombre de la rosa (Espanha, Argentina, México, Venezuela)
Der Name der Rose (Alemanha)
A rózsa neve (Hungria)
Rosens namn (Suécia)
Rosens navn (Dinamarca)
Имя розы (União Soviética)
Pais: Alemanha, Itália, França
Gênero: Crime, Mistério, Suspense
Direção: Jean-Jacques Annaud
Roteiro: Andrew Birkin, Gérard Brach, Howard Franklin, Alain Godard
Produção: Bernd Eichinger, Bernd Schaefers
Design Produção: Dante Ferretti
Música Original: James Horner
Fotografia: Tonino Delli Colli
Edição: Jane Seitz
Direção de Arte: Giorgio Giovannini, Rainer Schaper
Figurino: Gabriella Pescucci
Guarda-Roupa: Alberto Spiazzi, Esther Walz, Eveline Stösser, Carlo Poggioli e outros
Maquiagem: Maurizio Silvi , Hasso von Hugo, Ilona Herman e outros
Efeitos Sonoros: Frank Jahn, Heiner Harss, Raymond Meyer e outros
Efeitos Especiais: Adriano Pischiutta
Nota: 8.3
Filme Assistido em: 1987

Elenco

Sean Connery William de Baskerville
Christian Slater Adso de Melk
Helmut Qualtinger Remigio da Varagine
Elya Baskin Severinus
Michael Lonsdale O Abade
Volker Prechtel Malachia
Feodor Chaliapin Jr. Jorge de Burgos
William Hickey Ubertino da Casale
Michael Habeck Berengar
Urs Althaus Venâncio
Valentina Vargas Jovem camponesa
Ron Perlman Salvatore
Leopoldo Trieste Michele da Cesena
Franco Valobra Jerome de Kaffa
Vernon Dobtcheff Hugh de Newcastle
Donald O'Brien Pietro d'Assisi
Andrew Birkin Cuthbert de Winchester
F. Murray Abraham Bernardo Gui
Lucien Bodard Cardeal Bertrand
Peter Berling Jean d'Anneaux
Pete Lancaster Bispo de Alborea
Franco Adducci Monge
Aristide Caporale Monge
Niko Brücher Monge
Fabio Carfora Monge
Peter Clös Monge
Mario Diano Monge
Fabrizio Fontana Monge
Luigi Leoni Monge
Francesco Scali Monge

Prêmios

Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra

Prêmio de Melhor Ator (Sean Connery)

Prêmio de Melhor Maquiagem (Hasso von Hugo )

Prêmios César - Academia das Artes do Cinema, França

César de Melhor Filme Estrangeiro (Jean-Jacques Annaud)

Prêmios David di Donatello, Itália

David de Melhor Fotografia (Tonino Delli Colli )

Prêmio René Clair (Jean-Jacques Annaud)

David de Melhor Design de Produção (Dante Ferretti)

David de Melhor Figurino (Gabriella Pescucci )

David de Melhor Produção (Franco Cristaldi, Bernd Eichinger)

Prêmios do Cinema Alemão

Prêmio em Ouro de Melhor Ator (Sean Connery)

Prêmio em Ouro de Melhor Longa-Metragem

Prêmios do Cinema da Baviera, Munique, Alemanha

Prêmio de Melhor Produção (Bernd Eichinger)

Sindicato dos Jornalistas Críticos de Cinema, Itália

Prêmio Fita de Prata de Melhor Fotografia (Tonino Delli Colli)

Prêmio Fita de Prata de Melhor Figurino (Gabriella Pescucci)

Prêmio Fita de Prata de Melhor Design de Produção (Dante Ferretti )

Prêmios Júpiter, Alemanha

Prêmio Jupiter de Melhor Filme Internacional (Jean-Jacques Annaud)

Prêmio Júpiter de Melhor Ator Internacional (Sean Connery)

Indicações

Prêmios David di Donatello, Itália

David de Melhor Edição (Jane Seitz )

Prêmios Edgar Allan Poe

Prêmio de Melhor Filme (Andrew Birkin, Gérard Brach, Howard Franklin, Alain Godard)

Prêmios do Cinema Alemão

Prêmio em Ouro de Melhor Longa-Metragem

Sindicato dos Jornalistas Críticos de Cinema, Itália

Prêmio Fita de Prata de Melhor Produção (Franco Cristaldi)

Prêmio Fita de Prata de Melhor Ator Estrangeiro (Sean Connery)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Em 1327, o monge franciscano William de Baskerville e seu assistente, o noviço Adso de Melk, chegam a um mosteiro beneditino no norte da Itália a fim de participarem de uma importante conferência. O mosteiro acha-se impactado com a recente morte de um de seus jovens monges, principalmente porque seu corpo foi encontrado no pé de um penhasco, para o qual não havia acesso. Assim, muitos dos monges acreditam que o ocorrido está ligado a um mal de explicação sobrenatural.

O abade pede ajuda a William para solucionar o mistério, por ser ele conhecido por sua grande sabedoria e ter sido investigador da Inquisição. Depois de examinar as diversas possibilidades, William chega à conclusão de que o monge teria caído de uma das torres do mosteiro e seu corpo rolado morro abaixo até o local onde foi encontrado. Ele também acredita que se tratou de suicídio, uma vez que não havia qualquer motivo para o monge se encontrar na torre àquela hora da noite, nem um assassino iria assumir o enorme trabalho que teria para se livrar do corpo.

Com o abade aliviado, a conferência tem início, mas logo depois ocorre uma nova morte. Um tradutor grego é encontrado de cabeça para baixo dentro de um enorme vaso. Depois que o corpo é limpo, William descobre que o cadáver encontra-se com manchas nos dedos da mão direita e com a língua negra. William e Adso tentam examinar as mesas de trabalho dos dois homens mortos, mas são impedidos por Berengar, o bibliotecário assistente do mosteiro.

Mais tarde naquela noite, depois que os monges terminam seus trabalhos, William e Adso retornam ao local para tentarem descobrir o que Berengar está escondendo. Este ainda se encontra lá, a rir sobre um livro, mas ao pressentir a chegada de William, esconde-se. Sobre a mesa, o franciscano encontra um bilhete codificado, parcialmente escrito com suco de limão, o qual parece indicar um local secreto na biblioteca adjacente.

Berengar lança uma ferramenta na sala, desviando a atenção de William e Adso, e em seguida foge. Durante a perseguição que se segue, William se separa do noviço e este, vagando pelo local, esconde-se quando o monge Remigio da Varagine inspeciona a área. Com surpresa, ele descobre que, no local em que se acha, encontra-se também escondida uma jovem camponesa que, após a saída de Remigio, faz um apaixonado amor com ele antes de desaparecer na noite.

Enquanto isso, William encontra-se com Salvatore, um monge corcunda que, juntamente com Remigio, foi membro de uma seita herética. Ele usa desse fato para forçar sua cooperação. Sua estratégia dá certo, já que o corcunda lhe fala que viu o que ocorreu entre o ilustrador, o tradutor e Berengar.

No dia seguinte, o corpo do bibliotecário assistente é encontrado pelo monge Severinus, fitoterapeuta do mosteiro, submerso em uma banheira. Como nos casos anteriores, o cadáver apresenta dedos e a língua enegrecidos. William procura o abade para comunicar-lhe o que acredita ser a explicação para as mortes. O franciscano, então, declara acreditar que o ilustrador trocava favores sexuais com Berengar para ter acesso a um livro proibido: “Uma Comédia”, de Aristóteles. Dominado pelo sentimento de culpa pelo que havia feito, o ilustrador decidiu tirar sua própria vida, mas não antes de revelar ao tradutor grego, seu amigo, o segredo de como encontrar o referido livro. Este também leu o livro e, posteriormente, Berengar também o leu. Assim, ambos morreram por terem lido “um livro que mata”.

Desapontado com tal explicação, o abade queima o papel que era a única prova material de que William dispunha e decide solicitar a inquisição papal. Bernardo Gui, um investigador que no passado por pouco não mandou executar William, é o enviado de Avignon para assumir as investigações e descobrir as causas de todas essas mortes.

Depois que tem seu acesso à biblioteca negado por Malachia, William pressiona Remigio por informações que o levem à mesma, partindo em seguida, em companhia de Adso, para descobrir que a torre da biblioteca é um verdadeiro labirinto de salas e passagens. Nessa empreitada, William se baseia numa cópia do documento cujo original o abade queimara, que os leva a um local que acreditam ser a entrada para uma sala secreta, mas não conseguem descobrir como abri-la.

No dia seguinte, durante uma conferência, William é procurado por Severinus, que lhe informa ter descoberto o livro secreto escondido por trás de um jarro. No entanto, antes do franciscano conseguir deixar a conferência, o fitoterapeuta é morto pelo bibliotecário, que retoma o livro.

À noite, quando um incêndio irrompe no almoxarifado, Bernardo localiza Salvatore no local, em companhia da jovem camponesa, concluindo que ela é uma bruxa, que o monge fez um pacto com Satanás e que ambos são responsáveis pelas diversas mortes ocorridas no mosteiro. William, no entanto, percebe ser mais provável que a jovem estivesse trocando favores sexuais com Salvatore em troca de alimento.

Bernardo decide formar uma banca de juízes, em nome da Inquisição, convidando para fazerem parte da mesma, juntamente com ele, o abade e William. Tendo como réus Salvatore, a jovem camponesa e Remigio, este último por ter sido membro de uma seita herética, Bernardo os acusa e, em seguida, propõe que os mesmos sejam queimados vivos, amarrados a postes. Em seguida, pede que os dois outros membros do júri o acompanhem em sua decisão. O abade ratifica as colocações de Bernardo, mas William declara que eles podem ser culpados por diversos motivos, inclusive por má interpretação do evangelho, mas que são inocentes em relação aos recentes crimes ocorridos no mosteiro, até porque não sabem grego e as mortes estão ligadas ao roubo e posse de um livro escrito em grego e escondido numa parte secreta da biblioteca. Sem levar em consideração as colocações do franciscano, Bernardo mantém sua sentença de morte, bem como, condena William por, mais uma vez, tentar livrar um herege da justa punição por parte da Inquisição, devendo este seguir com ele para Avignon para confirmação da sentença pelo Papa.

No dia da execução dos três réus, o bibliotecário desmaia e morre. Na confusão que se forma, William e Adso conseguem escapar de seus guardas e voltam à biblioteca da torre. Eles esperam encontrar evidências que levem ao cancelamento das execuções. Desta vez, ao chegarem à porta secreta, William consegue finalmente resolver o enigma de como abri-la. Ao entrarem na biblioteca, encontram Jorge de Burgos, um monge cego, com o livro secreto. Este os convida a examiná-lo, o que William faz depois de colocar uma luva de proteção. Depois de folheá-lo, ele diz para Jorge que sabe que ele odeia o livro, por se tratar de uma comédia, bem como, que ele colocou um veneno mortal em suas páginas, responsável pelas mortes que têm ocorrido no convento, uma vez que a maioria dos leitores tem o costume de lamber os dedos para virar as folhas. Ao tomar conhecimento que William está usando luvas, Jorge arrebata o livro e, na perseguição que se segue, uma vela é derrubada, provocando o início de um incêndio que, em pouco tempo, se torna de grandes proporções.

Fora do mosteiro, por ordem de Bernardo, é ateado fogo à lenha que dará início à fogueira que causará as mortes da jovem camponesa, de Salvatore e de Remigio, amarrados a postes de madeira. No entanto, ao observarem que a torre da biblioteca está tomada por chamas, todos correm de volta ao mosteiro enquanto a jovem é resgatada por seus amigos camponeses. É tarde demais para Salvatore e Remigio, que queimam até a morte.

Por outro lado, ao ver que a situação está fora de controle, Bernardo decide fugir às pressas. Não conformados com a sentença que ele havia proferido contra a jovem, os camponeses fazem com que sua carruagem saia da estrada e se precipite de um penhasco, causando sua morte.

Durante a perseguição a Jorge, William dá ordens a Adso para que o mesmo deixe imediatamente a torre. Enquanto isso, ele e Jorge ficam aparentemente encurralados pelo fogo, mas no último minuto, o franciscano consegue sair com um punhado de livros importantes. Ele e Adso partem finalmente e, no caminho, o noviço vê a jovem camponesa pela última vez.

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Comentários

Baseado no livro homônimo do escritor e filósofo italiano, Umberto Eco, “O Nome da Rosa” é um brilhante filme que envolve história, mistério e suspense. Realizado pelo cineasta francês Jean-Jacques Annaud, sua trama é totalmente desenvolvida em um convento medieval situado nas montanhas do norte da Itália, famoso por abrigar em sua biblioteca obras únicas dos grandes mestres da literatura, restritas a especialistas. A história é focada, principalmente, em dois de seus personagens, o franciscano William de Baskerville, e seu assistente, o noviço Adso de Melk, bem como, nos misteriosos assassinatos que começam a ocorrer no local.

A direção de Annaud é consistentemente segura, mantendo um bom ritmo ao longo de toda a projeção. A fotografia de Tonino Delli Colli, criando um ambiente sombriamente iluminado, reforça o clima de suspeitas e temor. O figurino e o trabalho de maquiagem são dois outros quesitos que merecem ser destacados, principalmente este último.

No elenco, como sempre, Sean Connery acha-se impecável, no papel do franciscano William de Baskerville. Como coadjuvante, o grande nome a ser citado é o de Ron Perlman, no papel de Salvatore, o monge deformado. F. Murray Abraham também apresenta uma boa atuação, assim como, Christian Slater, em seus 17 anos, como o noviço Adso de Melk.

CAA