Filmes por gênero

DIZEM QUE É PECADO (1951)

People will talk
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Ficha Técnica

Outros Títulos: Falam as más-línguas (Portugal)
On murmure dans la ville (França)
Le mystérieux Dr. Praetorius (Bélgica)
La gente mormora (Itália)
Murmullos en la ciudad (Espanha)
Déjalos que hablen (Argentina, Chile)
Vad ska folk säja (Suécia)
Ludzie beda gadac (Polônia)
Люди будут судачить (União Soviética)
Pais: Estados Unidos
Gênero: Comédia Dramática, Romance
Direção: Joseph L. Mankiewicz
Roteiro: Joseph L. Mankiewicz
Produção: Darryl F. Zanuck
Fotografia: Milton R. Krasner
Edição: Barbara McLean
Direção de Arte: George W. Davis, Lyle R. Wheeler
Guarda-Roupa: Charles Le Maire
Maquiagem: Ben Nye
Efeitos Sonoros: Roger Heman Sr., W.D. Flick
Efeitos Especiais: Fred Sersen
Nota: 8.4
Filme Assistido em: 1955

Elenco

Cary Grant Dr. Noah Praetorius
Jeanne Crain Deborah Higgins
Finlay Currie Shunderson
Hume Cronyn Professor Rodney Elwell
Walter Slezak Professor Lionel Barker
Sidney Blackmer Arthur Higgins
Basil Ruysdael Lyman Brockwell
Will Wright Tio John Higgins
Katherine Locke Srta. James
Gail Bonney Secretária de Lyman
Margaret Hamilton Sarah Pickett, a governanta
Billy House Detetive Coonan
James Carlisle Membro do Conselho da Faculdade
Wally Dean Membro do Conselho da Faculdade
Stuart Holmes Membro do Conselho da Faculdade
Esther Somers Sra. Pegwhistle
Ray Montgomery Médico
Carleton Young Técnico
Paul Lees Estudante
Jack Kelly Estudante
Parley Baer Vendedor de brinquedos
Kay Lavelle Bella
Adele Longmire Mabel
Joyce Mackenzie Gussie
Bess Flowers Mulher na platéia

Indicações

Grêmio dos Roteiristas da América

Prêmio de Melhor Roteiro de uma Comédia Americana (Joseph L. Mankiewicz)

Videoclipes

70 anos de cinema

Sinopse

Certa manhã, o bitolado Professor Rodney Elwell questiona a governanta Sarah Pickett sobre o Dr. Noah Praetorius, um de seus colegas professores numa conceituada Escola de Medicina. Elwell tem ciúmes de Praetorius, cujos pontos de vista não ortodoxos e visão humanista o tornam popular entre pacientes e alunos, e se mostra satisfeito com as informações que Sarah fornece sobre a permanência dele em sua cidade rural anos antes. Sarah também revela informações sobre o misterioso companheiro de Praetorius, um homem alto, discreto, chamado Shunderson.

Certo dia, quando Elwell se acha ocupado, Praetorius o substitui em sua classe de anatomia, onde uma jovem adorável, Deborah Higgins, desmaia durante a aula. Em seguida, Praetorius vai para sua clínica, onde repreende uma enfermeira negligente, dizendo-lhe que os pacientes são pessoas doentes, não presos. A última paciente do dia é Deborah, e os testes indicam que ela se acha grávida. Deborah se mostra desolada e confidencia a Praetorius que não é casada e que está grávida de um namorado que foi morto em serviço militar no ultramar. Praetorius a aconselha a procurar a ajuda de seu pai, e apesar de Deborah afirmar que ele é um homem compreensivo, ela insiste que não pode sobrecarregá-lo com o seu erro.

Logo depois que ela se retira, Praetorius ouve um tiro no corredor e, ao abrir a porta, verifica que a jovem tentou o suicídio. Seu ferimento não é fatal, no entanto, e ele a salva com uma simples cirurgia. Shunderson, confidente de Praetorius em todos os assuntos, prediz que Deborah tentará o suicídio novamente e, mais tarde, quando ela desperta, Praetorius mente ao dizer-lhe que o teste estava incorreto e que ela não se acha grávida. Deborah, a essa altura apaixonada pelo médico bonitão e compassivo, sente-se envergonhada por ter revelado sua relação sexual pré-marital e deixa a clínica naquela noite. Enquanto isso, Praetorius discute a situação com seu amigo, Professor Lionel Barker, um cientista, que o adverte de que Elwell está tentando acusá-lo de conduta inadequada perante a Comissão do Corpo Docente da Universidade.

Praetorius rejeita as preocupações de Barker e, alguns dias mais tarde, vai com Shunderson até a fazenda onde Deborah vive com seu pai, Arthur, e seu tio, John. Embora Praetorius pretenda falar com Arthur sobre a gravidez da filha, um comentário deste de que tem sido um fracasso na vida e que agora é dependente da caridade do irmão, faz com que ele mude de ideia e não revele a verdade. Quando Deborah e Praetorius ficam a sós, ela admite seu amor por ele, sendo correspondida. Surpreso e encantado com seus sentimentos, Praetorius insiste que os dois se casem em Nova York.

Enquanto o casal se encontra em Nova York, Elwell recebe a notícia de Coonan, um detetive particular, segundo a qual, em 1917, Shunderson foi julgado por assassinato. Pouco depois, Shunderson entra em contato com Praetorius para dizer-lhe que Coonan tirou uma fotografia dele e que pretende se afastar para evitar que sua carreira e seu casamento não sejam eventualmente ameaçados. Praetorius se recusa a aceitar o sacrifício do amigo e retorna para casa. Pouco depois de sua chegada, Elwell aparece lá e diz à Deborah que seu marido vai ser acusado de praticar medicina de forma ilícita. Ela, friamente, mostra a porta a Elwell e, em seguida, questiona o marido que lhe assegura ser inocente. Na ocasião, ela se sente muito emocionada e lhe pergunta se poderia estar grávida com apenas duas semanas de casados, fazendo com que ele revele que ela sempre esteve grávida. Acreditando que o marido se casou com ela por piedade, ela se sente incomodada, mas ele a convence de que a ama.

Na noite em que Praetorius vai reger a orquestra da Escola, Elwell consegue convocar a Comissão do Corpo Docente para interrogá-lo. Enquanto Deborah e Shunderson esperam impacientes na plateia, Praetorius admite à Comissão que trabalhava na aldeia de Sarah Pickett, como açougueiro, enquanto praticava medicina, porque a gente do campo não acreditava em médicos que usavam jalecos. Embora Elwell insista em acusar Praetorius de mentir para as pessoas que ele ajudou, o médico se defende ao afirmar que ele apenas reforçava a fé daquelas pessoas em si mesmas. Quando Elwell lhe pergunta sobre Shunderson, este entra na sala e, voluntariamente, se propõe a contar sua história. Atendido pela Comissão, ele afirma que, muitos anos antes, ele matou um amigo que teve um caso com sua namorada, sendo acusado por assassinato. Ao ser enforcado pelo crime, seu corpo foi entregue a Praetorius, na época um estudante de anatomia. Como, na verdade, ele estava apenas aparentemente morto, Praetorius conseguiu reanimá-lo e ele decidiu dedicar sua vida ao homem que o salvou. Diante dessas colocações, o Reitor Lyman Brockwell rejeita as acusações de Elwell e Praetorius, logo depois, dá início ao Concerto. Na plateia, feliz, Deborah acompanha a apresentação do marido quando, de repente, sente seu bebê movimentar-se em seu ventre.

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Comentários

Escrito e dirigido pelo cineasta Joseph L. Mankiewicz, “Dizem que é Pecado” é um ótimo filme norte-americano produzido pela Twentieth Century Fox Film Corporation em 1951. Sua trama, baseada numa peça de Curt Goetz, é muito bem construída, com diálogos de um nível altíssimo que procuram mostrar a importância da amizade, da lealdade.

Depois de ganhar os Oscars de melhor direção e melhor roteiro nos dois anos anteriores, respectivamente com os filmes “Quem é o Infiel?”, de 1949, e “A Malvada”, de 1950, Mankiewicz nos brinda com mais este belo filme, que chegou a ser indicado ao prêmio de melhor roteiro do Grêmio dos Roteiristas da América. Embora sem a pretensão de ser uma obra inesquecível e arrebatadora, fica claro seu cuidado com os detalhes.

Finalmente, o elenco é outro quesito que merece ser destacado, com Cary Grant num papel feito sob medida para ele, ao lado de Jeanne Crain, igualmente perfeita. No elenco de apoio, todos os coadjuvantes se saem muito bem, com destaque para Hume Cronyn no papel do Professor Rodney Elwell.

CAA